terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

AVENIDA DA EUROPA

Topónimo anterior: Inexistente (Topónimo atribuído em 15 de Julho de 2009)
A Europa é um dos seis continentes do planeta Terra, estando limitado; a leste, pelos Montes Urais, o rio Ural, o Mar Cáspio e Cáucaso; a sudeste, pelo Mar Negro; a norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a oeste, pelo Oceano Atlântico; a sul pelo Mar Mediterrâneo e pelo Mar Negro, com uma área total de 10 498 000 Km2 e uma população de 761 743 255 habitantes.
O continente europeu está dividido em quatro grandes regiões, do ponto de vista espacial e económico: Europa Ocidental, Europa Setentrional, Europa Centro-Oriental e Europa Meridional.
Em termos administrativos encontra-se dividida em 50 países e 8 territórios autónomos, sendo o maior país a Rússia e o menor o Estado do Vaticano.
São países: Albânia, Alemanha, Andorra, Arménia, Áustria, Azerbaijão, Bielorússia, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Cazaquistão, Croácia, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Geórgia, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Macedónia, Malta, Moldávia, Mónaco, Montenegro, Países Baixos, Noruega, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Rússia, San Marino, Sérvia, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia, Reino Unido e Vaticano.
São territórios: Abecásia, Ilhas Aland, Ilhas Feroé, Gibraltar, Guernesei, Ilha de Man, Jersey, Kosovo, Nagorno-Karabakh, Chipre do Norte, Ossétia do Sul, Svalbard e Jan Mayen, Transnistria.
O primeiro aparecimento do povo anatomicamente moderno na Europa é datado de 35 000 a.C., embora seja povoado pelos antepassados humanos desde há 1,8 milhões de anos. Neste continente surgiram grandes evoluções civilizacionais, que vão desde a civilização Tripiliana às civilizações clássicas da Grécia e Roma. Mais recentemente, surgiram os Impérios Coloniais de Portugal, Espanha, Inglaterra e França, que espalharam a cultura europeia por todo o mundo e deram origem a inúmeros novos países em todos os continentes.
Com uma divisão administrativa em constante mudança, fruto das inúmeras guerras entre Estados e civilizações, após a II Guerra Mundial, iniciou-se um processo de União Europeia, que tem estado a englobar os mais variados Estados e culturas, aproximando-se a Europa, cada vez mais, de uma grande nação, dividida em várias regiões.
O continente europeu deve o seu topónimo à homenagem à figura da mitologia grega Europa, filha do Rei da Fenícia Agenor e de Teléfassa, que foi raptada do Zeus, que se disfarçou de touro para que a sua mulher (Hera) não se apercebesse da traição. Levada para a ilha de Creta, foi encontrada pelo irmão Cadmo, que fundou nessa ilha a cidade de Tebas.

TOPONÍMIA:

A Avenida da Europa localiza-se na Urbanização Vilas da Bemposta. Até à atribuição do topónimo as moradas eram compostas pelo número do lote de construção, tornando cada vez mais difícil a localização devido ao crescimento da zona. A Avenida da Europa abrange duas freguesias, a de Portimão e a de Alvor. É uma zona residencial de moradias, que conheceu um crescimento notável na última década. Antes de urbanizada era uma propriedade agrícola.

Para esta zona nova foi decido atribuir nomes de países europeus e de cidades que têm ligações com a história de Portugal.

LIGAÇÕES:

A Avenida tem Europa tem início na Rua de Tânger e termina na Rua da Escócia, tem ligações com as seguintes artérias: Rua de Goa, Damão e Diu, Rua da Madeira, Avenida de Portugal, Rua das Piteiras e Rua de Malta.

AVENIDA D. AFONSO HENRIQUES

Topónimo anterior: Rua ou Avenida Nº 2
D. Afonso Henriques (25.07.1109 – 06.12.1185)
Primeiro Rei de Portugal (05.12.1143 – 06.12.1185)
Cognominado O Conquistador, terá nascido, provavelmente, na cidade de Guimarães, fruto do casamento do Conde D. Henrique de Borgonha, com D. Teresa, filha bastarda do Rei D. Afonso VI de Leão e Castela.
Casou, em 1146, com D. Mafalda de Sabóia, filha do Conde Amadeu III de Sabóia, de quem teve 7 filhos. Teve ainda, reconhecidos, mais 5 filhos bastardos.
Após a morte do Conde D. Henrique e da aliança de D. Teresa com Fernão Peres de Trava, Afonso Henriques opôs-se às políticas de sua mãe, ao ponto de, com o apoio de fidalgos e nobres portucalenses enfrentá-la e derrotá-la na Batalha de S. Mamede, em 1128.
Consolidada a sua autoridade no Condado Portucalense, inicia o período de conquista, inicialmente com invasões à Galiza e, posteriormente, com incursões ao Sul, dominado pelos Mouros, cujo ponto mais alto ocorreu em 1139, na Batalha de Ourique, donde saiu vencedor incontestado.
Em 05.10.1143, o Tratado de Zamora reconhece a independência do Condado, que se eleva a Reino, sob protecção pontifícia.
Em 1147, conquista as cidades de Santarém, Lisboa, Sintra, Almada e Palmela e, nos anos seguintes, Alcácer do Sal (1158), Beja (1162), Évora (1165) e Moura, Serpa e Juromenha (1166).
Em 1169, falhou a conquista de Badajoz aos Mouros, em parte graças à ajuda que Afonso VII lhes deu. Durante a tentativa de fuga a cavalo, Afonso Henriques chocou com o ferrolho de uma das portas da muralha exterior, tendo partido a perna direita. Capturado por cavaleiros leoneses, foi feito prisioneiro de D. Fernando II, que o libertou contra a entrega da Galiza.
Regressado a Coimbra, aí se manteve em convalescença durante alguns meses.
A partir desse ano e até à sua morte, em 1185, o governo do reino foi coadjuvado pelo seu filho, o futuro Rei D. Sancho I.
Afonso Henriques é um dos maiores vultos da História Portuguesa.

TOPONÍMIA:

Antiga zona de sapal e salinas, para onde foram deitados os entulhos da cidade após o terramoto de 1755, foi sendo urbanizada ao longo dos anos, tendo aí sido construídas fábricas de conservas de peixe e armazéns. A maioria desses edifícios ainda existe, embora adaptada a espaços comerciais, oficinas e stands de automóveis. No início da avenida, ainda se encontram as paredes do antigo Cine-Esplanada e, no local onde se encontrava o antigo Cine-Teatro da cidade nasceu um novo edifício habitacional/comercial.
Até então em terra batida, em 1941, quando era Presidente da Câmara o Dr. Frederico Ramos Mendes, foi alargada e pavimentada em paralelepipedos de pedra, como se mantém nos nossos dias.
Para esta artéria, encontram-se aprovados vários projectos imobiliários, que prevêem a construção de edifícios habitacionais, dotados de espaços comerciais, atractivos em termos arquitectónicos e que procuram ser preservadores do património histórico industrial, como é exemplo o Edifício A Fábrica, que manteve no seu projecto a antiga chaminé da fábrica que se encontrava nesse local.
Localizada na zona ribeirinha da cidade é uma das principais artérias de acesso à Praia da Rocha, sendo previsível que se venha a tornar uma importante zona de atracção da cidade, em termos residenciais, comerciais e de prestação de serviços.
Na Avenida D. Afonso Henriques localizam-se, actualmente, os Serviços de Segurança Social, uma Estação dos CTT e o Notário, sendo a artéria onde habitualmente fazem paragem os autocarros de grande percurso.

LIGAÇÕES:

A Avenida D. Afonso Henriques tem início na Rua Cândido dos Reis e Largo do Dique e termina na Rua D. Carlos I, tendo ligações com a Rua das Telecomunicações, Rua José António Marques, Rua 28 de Maio, Avenida Miguel Bombarda, Rua da Fábrica Liberdade e Rua Gonçalo Nascimento.
Antigo Cine-Teatro de Portimão (Foto retirada da página Costumes e Tradições de Portimão)
Avenida D. Afonso Henriques em 2011 (foto de Nuno Campos Inácio)
Avenida D. Afonso Henriques em 2011 (foto de Nuno Campos Inácio)

AVENIDA CAPITÃO FERNANDES LEÃO PACHECO

Outros topónimos: Avenida Marginal
Capitão João Fernandes Leão Pacheco (1543-1593 )
Fundador da cidade do Espírito Santo do Vale de São João de Guanaquanare, actual Guanare, capital do Estado de Portuguesa, na Venezuela, cidade geminada com a de Portimão.
Natural de Portimão, nesta cidade frequentou a escola, antes de ir, juntamente com os seus progenitores, para a cidade de Cádiz, no sul de Espanha.
Em 1564, a expensas suas, a que se juntou o apoio da Casa da Contratação de Sevilha, emigrou para a Venezuela, a bordo do navio San Antonio, acompanhado de outro Portimonense, Vicente Belo, que elaborou o documento da fundação da cidade de Guanare.
Nesse país veio Fernandes Leão Pacheco a casar com D. Mencia, de quem teve três filhos.
Juntando-se ao Capitão Diego de Losada, em 1566, foi um dos seus mais valorosos combatentes, tendo sido um dos fundadores das cidades de Santiago de Léon de Caracas (25.07.1567) e Nuestra Senhora de Caraballeda, em finais do mesmo ano.
Em 03.11.1591, funda a cidade de Guanare, sendo este o texto da sua fundação: “En nombre de la Católica Real Majestad del Rey don Felipe Nuestro Señor, segundo de este nombre fundaba y fundó y poblaba y pobló, en esta dicha provincia, riberas del Guanaguanare, la ciudad del Espíritu Santo del Valle de San Juan”.
Figura alvo de grato reconhecimento por parte do povo Venezuelano, que muito honra a cidade de Portimão, viria a estar associado, já após a sua morte e graças aos laços genealógicos, ao maior vulto da história da América Latina e pai da independência de vários países, como é o caso da Venezuela, uma vez que é ascendente de Simon Bolívar (saiba mais em http://www.genealogiadoalgarve.com/).
João Fernandes Leão Pacheco veio a falecer em 1593, encontrando-se sepultado na igreja da cidade.
Guanare é uma das cidades geminadas com Portimão.

TOPONIMIA:

Nos anos de 1950 a Câmara Municipal de Portimão decidiu homenagear o Capitão João Fernandes Leão Pacheco, atribuindo o seu nome à antiga Avenida Marginal.
Conquistada ao rio no último quartel do Século XIX, com a construção da actual muralha ribeirinha, foi alvo de recente requalificação, que a transformou na mais importante zona pedonal e de lazer da cidade, permitindo a viragem do centro histórico da cidade ao rio Arade.
Zona aberta, foi palco da maioria dos grandes eventos que, nos últimos anos, têm projectado a cidade de Portimão além fronteiras, como é o caso do Campeonato Mundial de Motonáutica, da Primeira Etapa do Rali Lisboa Dakar, da Feira do Livro, do Festival da Sardinha, das festas de Passagem de Ano, ou dos concertos que nesse espaço se têm realizado.
Com um passado ligado ao rio e à pesca, na sua muralha atracavam os barcos da faina para descarregar o peixe, que era vendido na antiga lota, localizada no espaço actualmente ocupado pelo Clube Naval de Portimão. Desse tempo, restam alguns pontos de amarra dos barcos e a grua que, actualmente, faz parte do complexo museológico.
A avenida apenas conta com duas edificações, ambas de grande importância para a cidade, sendo a mais antiga a Capitania do Porto de Portimão e a mais recente, na outra extrema, o Clube Naval de Portimão.

LIGAÇÕES:

Actualmente a Avenida Capitão Fernandes Leão Pacheco é inteiramente pedonal, não possuindo qualquer ligação rodoviária com outras artérias circundantes. Embora a Avenida tenha início na Capitania e termo no Clube Naval, em alguns mapas aparece como abrangendo toda a Zona Ribeirinha, desde a ponte ferroviária até ao Clube Naval, o que parece incompreensivel, uma vez que, pelo meio, encontra o Largo do Dique, a Praça Manuel Teixeira Gomes e a Praça Visconde Bivar.
Construção da Capitania (Foto de Luis Rodrigues)
Avenida Capitão Fernandes Leão Pacheco nos anos 1950 (Foto de Júlio Bernardo)
Antiga Avenida Marginal (Postal ilustrado dos anos 1960/1970)
Requalificação da Avenida Capitão Fernandes Leão Pcheco (Foto do Arquivo da Câmara Municipal de Portimão)

Avenida Capitão Fernandes Leão Pacheco vista do rio (foto de Nuno Campos Inácio)

AVENIDA 25 DE ABRIL

Topónimos anteriores: Avenida do Liceu

A Avenida 25 de Abril foi construída em terrenos que pertenciam à grande propriedade agrícola da Quinta do Amparo, na sua extrema com outra grande área produtiva, a do Pontal. A propriedade do Pontal pertencia, juntamente com o esteiro do Estremal, a Baltazar de Melo e a sua mulher D. Beatriz, moradores em Portimão, conforme refere o Livro do Almoxarifado de Silves, da Casa da Rainha, do Séc. XVI (segundo a leitura paleográfica, transcrição, organização e índices do Dr. Miguel Maria Telles Moniz Côrte-Real, no livro editado pela AEDPHC do Concelho de Silves).
Também a herdade da Quinta do Amparo é bastante antiga, sendo que, na sua capela, casaram Manuel da Costa Tavares Freire e Joana de Sárrea Telles (herdeira da Quinta da Donalda), em 03 de Junho de 1696.
Nos anos 1940 iniciou-se a urbanização do Bairro Pontal, com a construção de casas para as famílias mais pobres da cidade. Por sua vez, em 1964, foi construído o Liceu Nacional de Portimão, em terrenos a sul da Quinta do Amparo, o que levou à abertura de uma avenida que ligasse esse novo equipamento de ensino ao centro da cidade.
Portimão ambicionava, havia muitos anos, a construção de um Liceu Nacional, pois a cidade era servida apenas por um Liceu Municipal, cujos custos eram ruinosos para o município. Isso mesmo consta do Relatório da Gerência de 1952, onde o executivo municipal pondera o encerramento do Liceu Municipal de Portimão, que tinha uma despesa de 223.604$00 e uma receita de 62.278$20.
Não será de estranhar, portanto, que a esta nova avenida, construída propositadamente para servir de ligação entre o Liceu e o centro da cidade de Portimão, tivesse sido atribuído o topónimo de “Avenida do Liceu”, um motivo de orgulho para uma cidade que apresentava um crescimento urbanístico e populacional notável, que, na época, mereceu a honra de ser inaugurado pelo Presidente da República Américo Tomás.
Com a Revolução do 25 de Abril, o novo regime democrático decidiu alterar o topónimo para “Avenida 25 de Abril”, em homenagem a esta data histórica para Portugal.
Com a Revolução do 25 de Abril, também o nome do Liceu foi alterado para Escola Secundária Poeta António Aleixo.
Nesta Avenida funcionam: a Escola Secundária Poeta António Aleixo, a EDP, a Piscina Municipal (embora a entrada principal esteja na Rua da Guiné-Bissau) e o Mercado 25 de Abril; funcionou o antigo Bingo do Portimonense; possui vários espaços de comércio e serviços (entre eles duas agencias bancárias) e é uma importante zona residencial da cidade.

LIGAÇÕES:

A Avenida 25 de Abril tem início na Rua Quinta do Bispo e termina na Rotunda Salgueiro Maia, possuindo ligações com as seguintes artérias: Rua C, Rua Jaime Palhinha, Rua Rainha D. Amélia, Rua das Oliveiras, Rua Nossa Senhora do Amparo, Rua da Guiné-Bissau, Rua de Timor, Rua de São Tomé e Príncipe, Rua General Humberto Delgado e Rua dos Operários Conserveiros.
Espaço actualmente acupado pela Avenida 25 de Abril (foto dos anos 1950, do mestre fotógrafo Oliveira) Inauguração do Liceu de Portimão (Foto retirada do Facebook da página Costumes e Tradições de Portimão)
Avenida 25 de Abril em 2010 (foto de Nuno Campos Inácio)