terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

AVENIDA RIO ARADE

Topónimo anterior: Inexistente
O rio Arade é o rio que desagua junto à cidade de Portimão. Tem a sua nascente na Serra do Caldeirão, a 481 metros de altitude e a foz no Oceano Atlântico, depois de percorrer 75 km de extensão.
Desconhece-se a origem do nome Arade, mas o rio aparece em praticamente todos os documentos até ao Século XX com o nome de “Rio de Silves” e, no livro de Almoxarifado de Silves do Século XV, como rio de Aldeia Nova (sobre esta questão haverá maior desenvolvimento no texto relativo à Avenida São Lourenço da Barrosa).
Independentemente do nome, o rio Arade esteve na base do desenvolvimento da cidade de Portimão como antes estivera no desenvolvimento da cidade de Silves, quando era navegável até lá. Até ao Século XII Silves era uma importante cidade portuária (a maior a Sul do Tejo), com fortes ligações comerciais com o Norte de África e o Oriente.
Com o desenvolvimento de Portimão como cidade portuária Silves entrou em declínio, agravado pelo crescente assoreamento do rio, que deixou de ser navegável a partir do início do Século XX. Com a construção da Barragem do Arade, nos 1940, o caudal do rio diminuiu e, actualmente, apenas pode ser subido por barcos de pequeno porte.
Próximo da foz, encontra-se um importante espaço de nidificação de aves, sendo área protegida.
O rio Arade tem 3 afluentes: Riberia do Arade, Ribeira de Boina e Ribeira de Odelouca e 2 barragens, a do Arade e a do Funcho.

Para protecção das povoações junto à foz do Arade, no Século XVII foram construídas as fortificações de Santa Catarina e de São João.

No início do Século XX as margens do rio foram ocupadas por diversas fábricas de conserva de peixe, que contribuiram decisivamente para o desenvolvimento industrial e comercial da cidade de Portimão.
Próximo da foz foi construída em finais do Século XX uma marina, conquistando uma parte do estuário, entre a fortaleza e a antiga Ponta da Areia. O porto comercial passou a servir como porto de cruzeiros e, em 2009, iniciou-se uma carreira de ligação marítima entre Portimão e a Ilha da Madeira. Na margem esquerda do rio foi construído o porto de pesca e está prevista a construção de uma nova marina.

TOPONIMIA:
A Avenida do Arade foi construída em 1998/99, para servir de ligação entre a Estrada da Rocha e a Marina de Portimão. Parte da avenida ocupa terrenos da Mata da Rocha e outra está onde antes se localizava a Ponta da Areia.
LIGAÇÕES:
A Avenida do Arade tem início na Estrada da Rocha e termina na Rotunda da Marina. Tem ligação com a Rua Caetano Feu.
Portimão vista do Arade no início do Século XX
Local onde foi construída a Marina de Portimão e a Avenida do Arade (Arquivo C.M.P.)
Construção da Marina de Portimão e da Avenida do Arade (Arquivo C.M.P.)
Construção da Marina de Portimão e da Avenida do Arade (Arquivo C.M.P.)
Local onde foi construída a Marina de Portimão e a Avenida do Arade (Postal Ilustrado)

AVENIDA SÃO JOÃO DE DEUS


Topónimo anterior: Avenida da República
João Cidade Duarte (08.03.1495 – 08.03.1550)

Natural de Montemor-o-Novo, faleceu em Granada, Espanha.
Santo da Igreja Católica. Beatificado em 21.09.1638 pelo Papa Urbano VIII, foi canonizado em 16.10.1690, pelo Papa Alexandre VIII.
Fundador da Ordem dos Irmãos Hospitaleiros. Patrono dos hospitais católicos. Protector, juntamente com S. Camilo de Lélis, dos enfermeiros católicos e sua associações.
Aos 8 anos, após ouvir as palavras de um peregrino, fugiu de casa dos pais rumando a Espanha, em busca de novidades e aventuras.
Tal acontecimento viria a marcar profundamente a sua família. A mãe, faleceu vinte dias depois do seu desaparecimento, enquanto o pai viria a terminar os seus dias num convento de Franciscanos.
Acolhido em casa de um homem rico, trabalhou para este, até sentir a pressão de vir a casar com a filha do seu patrão, que se enamorara dele.
Abandonando a casa de acolhimento, João Cidade alistou-se na força que o Conde de Oropesa reunia, contra os franceses. Tomou parte na guerra de Navarrra e esteve presente no cerco de Fuenterrabia.
Contando então 25 anos de idade, foi condenado à morte quando um rico depósito que lhe fora confiado pelo seu capitão desapareceu misteriosamente. Ia a caminho da forca quando um oficial superior decidiu que a expulsão do exército era pena suficiente para a sua falta, salvando-lhe a vida.
Alistando-se, então, nas campanhas contra os Turcos no centro da Europa, chega a combater em Viena e, terminada a missão, vai a Santiago de Compostela como peregrino.
Depois de passar pela sua terra natal, regressou a Espanha, trabalhando como guardador de gado em Sevilha. Daí, seguiu para Ceuta, onde trabalhava como pedreiro nas muralhas e ajudava enfermos e necessitados com o que ganhava.
Regressando a Espanha, torna-se vendedor ambulante de livros e imagens, percorrendo várias cidades do sul do país. Foi no exercício dessa actividade que, aos 42 anos de vida, chegou a Granada, instalando nessa cidade a sua livraria.
A vida de João Cidade sofreu uma brusca alteração quando, em 20.01.1537, pregou em Granada S. João de Ávila. Tocado pelas palavras do Santo, arrependeu-se dos seus pecados e, abandonando o templo, correu pelas ruas da cidade, gritando: “Misericórdia, Senhor, misericórdia!”
Tomado por louco, as pessoas começaram a injuriá-lo, atirando-lhe pedras e imundices.
Depois desse dia, João Cidade distribuiu tudo o que possuía pelos pobres, iniciando uma vida de tão rigorosa penitência, que, tomado por doido chegou a ser internado num hospital de alienados, onde o tratamento dado aos doentes era o rigor e a agressão física.
Apesar de não protestar pelos sofrimentos que lhe eram perpetrados, defendia os outros, dizendo: “Cruéis, perversos, verdugos; tende compaixão desses desgraçados, que estão inocentes. E quereis que esta casa se chame instituição de caridade?”
Forçado a alterar a sua atitude por S. João de Ávila, dedicou-se então a tratar os doentes.
Reunindo esmolas, construiu um amplo e bem organizado hospital em Granadas, dando início à Ordem dos Irmãos Hospitaleiros.
Adoptando o nome de João de Deus, percorria diariamente a cidade de Granada, pedindo esmola para os pobres que tinha a seu cuidado. Diariamente surge diante do Arcebispo com uma roupa diferente, cada vez mais usado e rasgado, pois, sempre que encontrava algum mendigo com um traje pior do que o seu, trocava com esse a sua própria roupa.
Em 1550, o hospital é fustigado por um incêndio. João de Deus enfrenta as chamas e salva todos os doentes, sem sofrer absolutamente nada. Depois, acossado por uma doença grave, pressentindo a hora morte, levanta-se da sua cama e deita-se no chão, apertando ao peito um crucifixo e exalando o último suspiro.
Toda a cidade de Granada desfila, então, diante de S. João de Deus.
O corpo de S. João de Deus venera-se na sua basílica de Granada.

TOPONIMIA:

Pelo menos até aos anos 1950 não havia uma ligação entre o espaço do antigo Rossio e a zona poente da cidade. Um conjunto de casas unia o edifício da Igreja do Colégio, fazendo do Rossio uma praça fechada. Em 1943, a Câmara Municipal de Portimão adquiriu essas casas, que ficavam entre a Igreja do Colégio e o antigo edifício dos bombeiros, abrindo uma nova artéria, que aparece com o topónimo de Avenida da República.
Apesar de, actualmente, estar em pleno centro da cidade, o seu maior desenvolvimento urbanistico deu-se já no início dos anos 1970, com a construção do, então, Hospital Distrital de Portimão, inaugurado em 1972.
A alteração do topónimo de Avenida da República para Avenida São João de Deus pelo que ficou dito na biografia apresentada, não estará alheia ao facto de, no seu início, (no Edifício do Colégio) ter funcionado o antigo hospital e no seu termo ter sido construído o Hospital Distrital de Portimão (actual Hospital da Misericórdia).
Avenida tipicamente urbana, nela funciona, além do hospital supra referido, o Mercado Municipal e a Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, sendo, ainda, uma artéria marcadamente comercial, nela funcionando, além de várias lojas de móveis e decoração, uma farmácia, uma agência funerária e a representação em Portimão da TV Cabo.

LIGAÇÕES:
A Avenida São João de Deus tem início na Alameda da Praça da República e termina na Avenida São Lourenço da Barrosa, tendo ligação com as seguintes artérias: Rua França Borges, Rua Mouzinho de Albuquerque, Rua Heróis da Restauração, Rua Engenheiro Adelino Amaro da Costa, Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro e Rua Almirante Pinheiro de Azevedo.
Avenida São João de Deus (Foto retirada da página Costumes e Tradições de Portimão)

Avenida São João de Deus vista da torre da Igreja Matriz (foto de Nuno Campos Inácio)

AVENIDA TOMÁS CABREIRA

Topónimo anterior: Avenida Marginal, Avenida Principal, Avenida da Praia da Rocha; Avenida Francisco Bivar Weinholtz
Tomás António da Guarda Cabreira (23.01.1865-06.12.1918)
Militar, professor e político português
Natural de Tavira, faleceu na mesma cidade.
Estudante na Escola do Exército, formou-se em engenharia civil.
Doutorou-se na Faculdade de Ciências, em 1916.
Professor, leccionou na Escola Politécnica e na Faculdade de Ciências de Lisboa.
Republicano convicto, foi vereador da Câmara de Lisboa em 1908, ano em que foi desterrado para Elvas, em inactividade, por ter discursado num comício eleitoral, o que originou protestos por parte dos seus alunos.
Deputado às Constituintes de 1911, foi eleito Senador em 1912.
Ministro das Finanças entre 09.02. e 23.06.1914, no governo de Bernardino Machado, foi autor de vários projectos de lei notáveis.
Foi autor de várias obras, das quais se destacam:
A Defesa Económica de Portugal; A Escola Primária Agrícola; A Politica Agrícola Nacional; A Questão Corticeira; Crédito Comercial e Industrial; O Algarve Económico; O Problema Bancário Português; O Problema Financeiro e a Sua Solução; O Problema Militar; O Problema Tributário Português; Princípios de Estereoquímica; Sobre a Composição da Linguagem de Alguns Povos Pré-Históricos; Tarifas Ferro-Viárias; Zonas de Turismo.
Tomás Cabreira foi um dos principais organizadores do Congresso Regional Algarvio, realizado na Praia da Rocha em 1915, que contribuiu decisivamente para a divulgação das potencialidades turísticas da Praia da Rocha e do Algarve.
TOPONIMIA

O topónimo Avenida Tomás Cabreira foi atribuído na Sessão de Câmara de 17 de Julho de 1919, por iniciativa do Vogal Álvaro da Trindade Pina, "em homenagem à ilustre família Thomaz Cabreira se dê a denominação de Avenida Thomaz Cabreira, à actual avenida da Rocha, […] na Praia da Rocha […], de cuja resolução se dará conhecimento ao Instituto Thomaz Cabreira.”
Embora longe das dimensões actuais, desde o início do Século XX há referências à avenida marginal da Praia da Rocha, aparecendo com uma série de nomes diferentes: “Avenida Principal”, “Avenida da Praia da Rocha”; “Avenida Francisco Bivar Weinholtz” e, finalmente, Avenida Tomás Cabreira.
Francisco Bivar Weinholtz era o grande proprietário dos terrenos da Praia da Rocha, onde foram construídas as habitações mais antigas, entre o Hotel Viola e a Fortaleza de Santa Catarina. A ausência de uma panóplia de proprietários permitiu uma maior organização do espaço e a expansão das habitações ao longo da via rodoviária, actual avenida.
A avenida foi crescendo ao ritmo da evolução turística da Praia da Rocha. Como facilmente se comprova pelas imagens que a seguir seguem, numa primeira fase a avenida tinha inicio no Hotel Viola e terminava pouco depois do casino, sendo ainda a estrada em terra batida. Para o lado do actual Hotel Júpiter em direcção ao Miradouro, havia apenas um estreito caminho, acompanhando o muro da propriedade agrícola que ocupava esse espaço.
Sabe-se que, ainda em 1922, a avenida não chegava à Fortaleza. Em 1941 foi feita a terraplanagem até à fortaleza, que foi adaptada a miradouro; em 1943 foi feita a terraplanagem entre o Grande Hotel e o Mirante da Guitarra (isto é, entre o Hotel da Rocha e o Pinguim). A conclusão da avenida como a conhecemos hoje terá sido feita nos anos 1950/1960.
Outrora ponteada por vivendas de gente ilustre (entre os proprietários dos chalet’s contavam-se: Tomás Henrique Leiria Pinto, Joaquim Agostinho Fernandes, Jerónimo Negrão Buisel, José Severo Ramos, João Josino da Costa, Cristobalina Feu, família Pincarilho, João António Júdice Fialho, Cayetano Feu Marchena, Francisco d’Almeida de Bivar Weinholt, António Júdice Magalhães Barros, António Feu, João António Simões Tavares, José Pereira Mimoso, António Pacheco Teixeira Gomes, António Ramos e Francisco Alvo Júnior), com o desenvolvimento do turismo na Praia da Rocha e o início da especulação imobiliária foi alterando drasticamente a sua arquitectura, actualmente caracterizada pela construção em altura, inciada com a construção do Hotel Algarve.
Na Avenida Tomás Cabreira localizam-se algumas das mais antigas e importantes unidades hoteleiras algarvias, de que se destacam o Hotel Algarve Casino, o Hotel Júpiter, o Hotel da Rocha, o Hotel Bela Vista e o Oriental, construído no local do antigo casino; em termos de património histórico, destaca-se a Fortaleza de Santa Catarina e, como espaços de diversão nocturna, dispõe das discotecas e vários bares e restaurantes. Nesta avenida encontra-se a maior oferta comercial da Praia da Rocha, com estabelecimentos dedicados à venda dos mais variados produtos.
A Avenida Tomás Cabreira tem sido alvo de várias requalificações urbanas nas últimas décadas, tendo a primeira ocorrido em 1988/1999 e a última em 2010, que ampliou a zona pedonal, mas agravou o problema da falta de estacionamento na zona.

LIGAÇÕES:

A Avenida Tomás Cabreira tem início no Largo Alexandre Massaii e termina na Rua da Falésia, tendo ligações com as seguintes artérias: Rua Jerónimo Buisel, Rua Luiz Cabeça Dutra, Rua Caetano Feu, Estrada da Rocha, Rua António Feu, Rua Dom Martinho Castelo Branco e Rua do Miradouro.
Espaço actualmente ocupado pela Avenida Tomás Cabreira entre o Hotel Júpiter e o Miradouro (postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)
Antigo Pavilhão Avenida, em frente ao antigo casino (foto da colecção de Manuel Mendonça)
Avenida Tomás Cabreira entre o Hotel da Rocha e o Hotel Oriental
(postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)

Avenida Tomás Cabreira entre o Hotel da Rocha e o Hotel Oriental
(postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)
Espaço actualmente ocupado pela Avenida Tomás Cabreira onde está o Hotel Júpiter
(postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)
Avenida Tomás Cabreira entre o Paquito e o Hotel Júpiter
Avenida Tomás Cabreira vista da Fortaleza no dia do naufrágio do barco Analisa Avenida Tomás Cabreira, onde actualmente se encontra a Pizzaria Dolce Vita
(foto da colecção de Manuel Mendonça)
Avenida Tomás Cabreira entre o Miradouro e o Paquito (Foto cedida por Ademar Alves)
Avenida Tomás Cabreira - Anos 1970
Avenida Tomás Cabreira - Anos 1980Avenida Tomás Cabreira - Anos 1980Avenida Tomás Cabreira - Anos 1990
Avenida Tomás Cabreira - Anos 2000 (Foto do Arquivo da C.M.P.)
Avenida Tomás Cabreira em 2010 (Foto de Nuno Campos Inácio)

AVENIDA LUÍS VAZ DE CAMÕES

Topónimo anterior: Inexistente Luís Vaz de Camões (1524/5-10.06.1580)
O maior poeta de língua portuguesa e dos melhores da Humanidade, com prestígio semelhante ao de Dante, Virgílio ou Shakespeare, Luís de Camões terá nascido em Lisboa ou Alenquer entre os anos 1524/5, sendo filho de Simão Vaz de Camões (bisneto do trovador galego Vasco Pires de Camões) e de Ana de Sá e Macedo (parente do navegador Vasco da Gama).
Tendo vivido algum tempo na cidade de Coimbra, onde frequentou o curso de Humanidades, trocou os estudos pelo ambiente da corte do Rei D. João III, tendo conquistado fama de poeta, entre os anos 1542/45.
Em 1549, seguiu para Ceuta, onde permaneceu até 1551. Foi nessa cidade que, durante um cerco, teve um dos olhos vazados por uma seta árabe.
Regressado a Lisboa, retoma a sua vida boémia, sendo-lhe atribuídas várias relações, que incluem a própria irmã do Rei D. Manuel I.
Caído em desgraça, foi desterrado para Constância.
Em 24.03.1552, embarca para a Índia na armada de Fernão Álvares Cabral.
Chegado à cidade de Goa, Luís de Camões integra a expedição de D. Afonso de Noronha contra o Rei de Chembe.
Fixado em Goa, nesta cidade escreveu o grosso da sua obra épica.
Entre Fevereiro e Novembro de 1554, integra a armada de D. Fernando de Meneses ao Golfo Pérsico e, em 1556, parte para Macau.
Neste território, Camões terá vivido numa gruta, onde terá escrito grande parte de “Os Lusíadas”.
Naufragando na foz do rio Mekong, conservou de forma heróica o manuscrito de “Os Lusíadas”, não conseguindo, contudo, salvar Dinamene, a sua companheira chinesa, que aí veio a falecer.
Em 1560, Camões regressa a Goa. Preso por dívidas, dirige súplicas em verso a D. Francisco Coutinho, para ser liberto.
Conseguindo a libertação, foi, em 1568, para a Ilha de Moçambique, onde vivia com a ajuda de amigos, por se encontrar na pobreza.
Regressado a Lisboa em 1570, com a viagem paga por Diogo do Couto, editou a obra “Os Lusíadas” em 1572.
Camões viveu na cidade de Lisboa até morrer, numa casa de Santana, tendo sido sepultado numa campa rasa numa das igrejas das proximidades.
Elevado a herói nacional, por ocasião do tricentenário da sua morte viu os seus restos mortais a serem trasladados para o Panteão Nacional, encontra-se actualmente sepultado no Mosteiro dos Jerónimos, num túmulo construído para o efeito em 1894 pelo escultor Costa Mota.
Com a implantação da República, o dia da sua morte (10 de Junho) passou a ser feriado nacional, actualmente com a designação de Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas (desde 1974).
Da sua obra, destacam-se:
Os Lusíadas (1572)
Sonetos:
Amor é fogo que arde sem se ver; Eu cantarei o amor tão docemente; Verdes são os campos; Que me quereis, perpétuas saudades?; Sobolos rios que vão; Transforma-se o amor na cousa amada; Sete anos de pastor Jacob servia; Alma minha gentil, que te partiste; Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades; Quem diz que Amor é falso ou enganoso
Teatro:
El-Rei Seleuco; Auto de Filodemo; Anfitriões

TOPONIMIA:

A Avenida Luís Vaz de Camões é uma artéria recente, que ocupa antigos terrenos agrícolas do Alto Alfarrobal. É uma artéria exclusivamente residencial, com loteamentos de vivendas.
LIGAÇÕES:

A Avenida Luís Vaz de Camões tem início na Rua da Pedra e termina na rotunda que serve de ligação às avenidas Fernando Pessoa e Gil Vicente. Tem ligações com as seguintes artérias: Rua José Malhoa, Rua Camilo Castelo Branco, Rua Eça de Queiroz, Rua do Turísmo e Rua Pedro Nunes.

Avenida Luís Vaz de Camões em 2011 (foto de Nuno Campos Inácio)

Avenida Luís Vaz de Camões em 2011 (foto de Nuno Campos Inácio)

AVENIDA MIGUEL BOMBARDA

Topónimo anterior: Inexistente
Miguel Augusto Bombarda (06.03.1851-03.10.1910)
Médico psiquiatra, professor e político republicano.
Natural do Rio de Janeiro, foi assassinado por um seu doente em Lisboa, dois dias antes da revolução republicana.
Estudante da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa formou-se em 1877, tendo defendido uma tese sobre o “Delírio das Perseguições”. A partir de 1880 passou a ser lente da mesma Escola.
Em 1887, criou, no Hospital de Rilhafoles, o Laboratório de Histologia.
Fundador da revista Medicina contemporânea, foi Presidente da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa e da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, sendo o Secretário-Geral do XVI Congresso Internacional de Medicina e Cirurgia, ocorrido em Lisboa em 1906.
Anti-clerical convicto, era membro do Partido Republicano Português, pelo qual foi eleito Deputado em Agosto de 1910.
Fundador da Junta Liberal, em 1901, era considerado o chefe civil do comité revolucionário que implantou a República em Portugal.
Apesar dos seus esforços, não chegou a assistir à vitória republicana, pois foi assassinado, no seu gabinete, por um louco, em 03 de Outubro.
Foi a sepultar no dia 06 de Outubro, num funeral conjunto ao de Cândido dos Reis.
Para a posterioridade deixou duas dezenas de volumes e mais de meio milhar de ensaios sobre problemas clínicos, terapêuticos e sanitários, sendo de destacar as seguintes obras:
A Contribuição ao Estudo dos Microcéfalos
A Consciência e o Livre Arbítrio (1897)
Ciência e o Jesuitismo, Réplica a Um Padre Sábio.
Traços de Fisiologia Geral e de Anatomia dos Tecidos (1891)
TOPONIMIA:

Construída nos anos 1960, é actualmente a artéria que concentra o maior número de serviços públicos da cidade: Palácio da Justiça, Esquadra da P.S.P., Auditório Municipal, Pavilhão Gimnodesportivo, Cinemas de Portimão, Instituto de Reinserção Social e Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Portimão. Aí funcionam, ainda, a Secretaria do Instituto Manuel Teixeira Gomes (ISMAT) e o Colégio “A Flor” e confrontam o jardim da Biblioteca Municipal, o Jardim das Águas Vivas e o Lar da Criança.
Nessa avenida, localizavam-se as casas dos Magistrados Judiciais colocados em Portimão (actualmente ocupadas com serviços públicos) e a residência de alguns Portimonenses ilustres, como é o caso das famílias Dias Cordeiro e O’Neill Mendes.


LIGAÇÕES:


A Avenida Miguel Bombarda tem na Avenida D. Afonso Henriques e termina na Avenida São Lourenço da Barrosa, sendo uma das artérias mais movimentadas da cidade. Tem ligações com as seguintes artérias: Rua D. Carlos I, Rua Quinta do Bispo, Avenida Zeca Afonso, Rua do Viveiro, Rua Defensores da Índia, Rua dos Lusíadas, Avenida do Brasil, Rua Melvin Jones, Rua António Gedeão e Rua Hermínia Mergulhão
Avenida Miguel Bombarda (Foto do Arquivo da Câmara Municipal de Portimão)
Avenida Miguel Bombarda (Foto da página Costumes e Tradições de Portimão)
Avenida Miguel Bombarda em 2010 (Foto de Nuno Campos Inácio)
Avenida Miguel Bombarda em 2010 (Foto de Nuno Campos Inácio)
Avenida Miguel Bombarda em 2010 (Foto de Nuno Campos Inácio)

AVENIDA JOÃO PAULO II

Topónimo anterior: Inexistente
Karol Józef Wojtyla (18.05.1920-02.04.2005)
Papa João Paulo II (16.10.1978-02.04.2005)

Natural de Wadowice, no Sul da Polónia, era filho de um tenente do exército dos Habsburgos, seu homónimo e irmão de um médico, Edmund.
Em 1929, faleceu-lhe a mãe, vitimada por uma doença nos rins e, em 1931, veio a falecer o irmão, de escarlatina.
Em 1942, quando a Polónia sofria com a invasão germânica, foi a vez de viver a perda do pai. Durante o período de invasão, assistiu ao assassinato de vários colegas e amigos.
Actor de teatro, interessado pela música popular polaca e pela literatura, teve a sua juventude marcada por contactos com a comunidade judaica de Cracóvia e pela experiência da ocupação alemã, tendo nesse período trabalhado numa fábrica de produtos químicos, para evitar a deportação.
Atleta, chegou a jogar futebol numa equipa amadora de Wadowice.
Ordenado sacerdote católico em 01.11.1946 pelo Cardeal Arcebispo de Cracóvia, foi professor de Ética na Universidade Jagieloniana de Cracóvia e, posteriormente, na Universidade Católica de Lublin.
Nomeado Bispo-Auxiliar de Cracóvia, em 1958, atinge o cargo máximo na sua diocese em apenas quatro anos.
Em 30.12.1963 é indicado pelo Papa Paulo VI como arcebispo de Cracóvia, tendo participado no Concílio Vaticano II, onde contribuiu para a redacção de documentos que se tornariam na Declaração sobre a Liberdade Religiosa e a Constituição Pastoral da Igreja no Mundo Moderno.
Em 1967, o Papa Paulo VI, elevou Wojtyla a Cardeal.
Na sequência da morte do Papa Paulo VI, em 1978, Karol Wojtyla esteve presente no conclave de 26.08.1978, que veio a escolher para Papa Albino Luciani, futuro João Paulo I.
Com a morte misteriosa do Papa João Paulo I, o conclave voltou a reunir e, em 16.10.1978, Karol Wojtyla foi escolhido Papa, adoptando o nome de João Paulo II.
João Paulo II tornou-se, assim, o primeiro Papa não italiano em 450 anos, sendo o mais novo desde o papado de Pio IX e vindo a ter o terceiro mais longo papado da história da Igreja Católica.
Conhecido por Papa Peregrino, foi o mais viajado de sempre (visitou 129 países e mais de 1000 localidades), tendo sido o primeiro Papa a pregar numa Igreja Luterana, numa Sinagoga e numa Mesquita e o primeiro a visitar e a orar no Muro das Lamentações, em Jerusalém.
Ao longo do seu papado, realizou 147 beatificações e 51 canonizações, tendo proclamado 1338 Beatos e 482 Santos.
Papa bastante popular, João Paulo II lutou contra o comunismo no seu país natal e nos outros países da Europa de Leste, ao mesmo tempo que critica a opulência dos Estados ocidentais, dando voz aos Países do Terceiro Mundo.
Devoto de Nossa Senhora de Fátima, João Paulo II esteve em Portugal em quatro ocasiões. A primeira ocorreu entre 12 e 15 de Maio de 1982, um ano após o atentado de que foi vítima na Praça de São Pedro. Durante essa visita, João Paulo II depositou a bala do atentado no altar de Nossa Senhora de Fátima, encontrando-se a mesma, actualmente, na coroa da imagem que se encontra no Santuário. Nesses dias visitou ainda o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa e o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga.
João Paulo II esteve em Lisboa em 02.03.1983, quando fez escala em Lisboa na viagem à América Central, tendo regressado ao nosso país entre os dias 5 e 13 de Maio de 1991, tendo passado pelos Açores, Madeira, Lisboa e Fátima.
A sua última visita a Portugal, ocorreu nos dias 12 e 13 de Maio de 2000, tendo nessa ocasião procedido à beatificação dos videntes de Fátima.
Desgastado pela doença e fragilizado pela idade, João Paulo II sempre recusou resignar, preferindo que os mais desfavorecidos assistissem ao seu sofrimento pessoal e, através do seu exemplo procurassem em Deus forças para continuarem a sua caminhada terrena.
João Paulo II veio a falecer em 02 de Abril de 2005, tendo a sua morte sido chorada em todo o mundo, inclusive por membros de outras religiões. Não será de estranhar que o seu funeral tenha sido maior do que o de qualquer outro Chefe de Estado.
Em 28.06.2005, o seu sucessor, o Papa Bento XVI, iniciou o processo de beatificação de João Paulo II.
Para a posterioridade, João Paulo II deixou 14 encíclicas, a saber:
Redemptor Hominis (O Redentor do Homem); Dives in Misericordia (Rico em Misericórdia); Laborem Exercens (Exercendo o Trabalho); Slavorum Apostoli (Os Apóstolos dos Eslavos); Dominum et Vivificantem (Senhor e dá a Vida); Redemptoris Mater (A Mãe do Redentor); Sollicitudo Rei Socialis (A solicitude pelas coisas sociais); Redemptoris Missio (A Missão do Redentor); Centesimus Annus (O Centésimo Ano); Veritatis Splendor (O Esplendor da Verdade; Evangelium Vitae (O Evangelho da Vida); Ut Unum Sint (Para que todos sejam um); Fides et Ratio (A Fé e a Razão); Ecclesia de Eucharistia (A Igreja vive da Eucaristia).


TOPONIMIA:

A Avenida João Paulo II é uma artéria bastante antiga, que liga o Vale de França à Praia do Vau. Já no Livro do Almoxarifado de Silves da Casa da Rainha, do Século XVI, refere a fls.: 77 uma "azinhagua que vai pera/Vall de Franqua..." (Segundo a leitura paleográfica e transcrição do Dr. Miguel Maria Telles Moniz Côrte-Real), aparecendo tal topónimo, igualmente, nos registos paroquiais de Portimão. Desconhece-se a origem do topónimo, mas era uma propriedade agrícola importante desde, pelos menos, o Século XV.
Algumas casas que acompanham a via remontam ao Século XIX, embora a esmagadora maioria sejam vivendas recentes, fruto do crescimento urbanistico da cidade de Portimão. No alto do Vale de França, próximo da avenida foi construído um dos depósitos de água da cidade.
Apesar da antiguidade da artéria, não tinha esta um topónimo atribuído, sendo popularmente conhecido por Estrada de Vale de França, Sítio de Vale de França ou Estrada do Depósito de Água do Vale de França.

LIGAÇÕES

A Avenida João Paulo II tem início na rotunda de ligação entre a ruas da Paz, do Menir e Jaime Palhinha, terminando na Estrada do Vau.
Tem ligações com as seguintes artérias: Avenida das Comunidades Lusíadas, Rua do Alto Pacheco, Rua Almada Negreiros, Beco da Sardinheira, Beco das Hortênsias, Rua das Violetas, Rua da AMI, Rua Ordem de Santiago e Rua da Cruz Vermelha.

Avenida João Paulo II nos anos 1950 (Foto de António Maria Callapez, do livro "Um olhar a Sul")

Foto tirada do mesmo lugar da anterior em 2009 (foto de Nuno Campos Inácio)

AVENIDA GIL VICENTE

Topónimo anterior: Inexistente, por ser uma artéria nova
Gil Vicente – (c. 1465-1536)
Poeta e dramaturgo português, terá nascido, provavelmente, em Guimarães, embora haja quem defenda Barcelos como sua terra natal.
Terá sido ourives de profissão.
Gil Vicente é, por muitos considerado o pai do teatro português.
Casado em primeiras núpcias com Branca Bezerra, teve dois filhos desta união (Gaspar Vicente e Belchior Vicente). Enviuvando, casou em segundas núpcias com Melícia Rodrigues, de quem teve mais três filhos (Paula Vicente, Luís Vicente e Valéria Borges).
Há quem defenda que Gil Vicente tenha estudado em Salamanca.
Autor, encenador, músico e actor de várias peças de teatro e autos, o seu primeiro trabalho conhecido foi representado na noite de 08.06.1502, nos aposentos da Rainha D. Maria, mulher de D. Manuel I, denominando-se Monólogo do Vaqueiro. Entre a ilustre assistência contava-se o casal real, a Rainha D. Leonor (viúva de D. João II) e D. Beatriz (Mãe de D. Manuel I).
O sucesso desta representação promoveu-o a responsável dos eventos palacianos.
O último trabalho que terá realizado na condição de ourives foi a Custódia de Belém, feita para o Mosteiro dos Jerónimos em 1506, com o primeiro ouro que veio de Moçambique.
Em 1520, Gil Vicente dirigiu os festejos em honra de Dona Leonor, a terceira mulher do Rei D. Manuel I.
Desconhece-se o local da sua morte, mas é praticamente unânime que a mesma terá ocorrido em 1536.
Produziu a seguinte obra literária:
Auto do vaqueiro ou Auto da visitação (1502); Auto pastoril castelhano (1502); Autos dos Reis Magos (1503); Auto de São Martinho (1504); Quem tem farelos? (1505); Auto da Alma (1508); Auto da Índia (1509); Auto da Fé (1510); O velho da horta (1512); Exortação da Guerra (1513); Comédia do viúvo (1514); Auto da Fama (1516); Auto da barca do inferno (1517); Auto da barca do purgatório (1518); Auto da barca da glória (1519); Cortes de Júpiter (1521); Comédia de Rubena (1521); Farsa de Inês Pereira (1523); Auto pastoril português (1523); Frágua de amor (1524); Farsa do juiz da Beira (1525); Farsa do templo de Apolo (1526); Auto da nau de amores (1527); Auto da História de Deus (1527); Tragicomédia pastoril da Serra da Estrela (1527); Farsa dos almocreves (1527); Auto da feira (1528); Farsa do clérigo da Beira (1529); Auto do triunfo do Inverno (1529); Auto da Lusitânia, intercalado com o entremez Todo-o-Mundo e Ninguém (1532); Auto de Amadis de Gaula (1533); Romagem dos Agravados (1533); Auto da Cananea (1534); Auto de Mofina Mendes (1534); Floresta de Enganos (1536)

TOPONIMIA:

Artéria nova localizada no Alto Alfarrobal, em terreno antes agrícola, nela encontra-se o Estádio da Torralta e o Jardim de Infância e EB 1 da Pedra Mourinha. É uma artéria residencial.
LIGAÇÕES:

A Avenida Gil Vicente tem início na rotunda de ligação com as avenidas Fernando Pessoa e Luís Vaz de Camões e termina na Estrada de Alvor. Tem ligações com as seguintes artérias: Praceta da Borralha, Rua Garcia de Orta, Estrada da Bemposta e Rua Viana da Mota
Avenida Gil Vicente em 2011 (foto de Nuno Campos Inácio)
Avenida Gil Vicente em 2011 (foto de Nuno Campos Inácio)
Avenida Gil Vicente em 2011 (foto de Nuno Campos Inácio)
Avenida Gil Vicente em 2011 (foto de Nuno Campos Inácio)

AVENIDA FERNANDO PESSOA

Topónimo anterior: Não existente por ser uma artéria nova.Fernando António Nogueira Pessoa (13.06.1888-30.11.1935)
Um dos expoentes máximos da poesia portuguesa nasceu e faleceu na cidade de Lisboa, sendo filho de um funcionário do Ministério da Justiça.
Na casa onde nasceu, além dos progenitores, viviam a sua avó, doente mental e duas criadas.
Após a morte do seu progenitor, em 1893, a mãe voltou a casar, agora com o cônsul de Portugal em Durban, na África do Sul, para onde Fernando Pessoa vai viver.
Residindo nesse país até concluir o ensino secundário, regressou a Lisboa em 1905, cidade onde viverá até à data da sua morte.
Em 1906, matricula-se no Curso Superior de Letras, mas nunca concluirá o curso, desistindo do mesmo em 1907.
No ano seguinte e depois de ter estabelecido uma tipografia que funcionou durante um curto espaço de tempo, Pessoa começou a trabalhar como correspondente estrangeiro em escritórios comerciais. Passa, então, a partilhar o seu tempo entre o trabalho e a escrita, escrevendo poesia e prosa em Português, Inglês e Francês.
Em 1914, o Poeta cria os heterónimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. É o ano em que escreve os poemas O Guardador de Rebanhos e Livro do Desassossego.
Em Março de 1915, veio a sair o primeiro número da Revista Orpheu, na qual Pessoa participou.
Em 1921, publica o seu primeiro livro, apenas tendo publicado o segundo (e último em vida), em 1934. Com este (Mensagem) recebe o prémio do Secretariado de Propaganda Nacional.
Fernando Pessoa veio a falecer em 1935, de complicações hepáticas, na cidade de Lisboa.
Talvez Fernando Pessoa nunca tenha chegado a conhecer tal facto, mas possuía fortes laços genealógicos com a região algarvia. A título de exemplo temos que o seu bisavô paterno, João de Oliveira Delgado, era natural da cidade de Portimão.
Das suas obras, destacam-se:
O Guardador de Rebanhos (um conjunto de 49 poemas escritos pelo heterónimo Alberto Caeiro em 1914)
O Livro do Desassossego
Mensagem (composto por 44 poemas, foi publicado em 1934)
TOPONIMIA:

O Município de Portimão decidiu homenagear Fernando Pessoa, atribuindo o seu nome a uma das avenidas localizadas no Alto Alfarrobal. Esta era uma zona agrícola até à sua recente urbanização, iniciado nos anos 1990.
LIGAÇÕES:

A Avenida Fernanda Pessoa tem início na rotunda de ligação às avenidas Gil Vicente e Luís Vaz de Camões e termina na Rua de Nossa Senhora dos Remédios, tendo ligações com as seguintes artérias: Rua António Vicente de Castro e Rua José Veríssimo da Silva Júnior.
Avenida surgida da expansão da cidade para a zona de Vale de Lagar/Pedra Mourinha é especialmente uma artéria residencial, nela se localizando a Escola EB 2,3 Júdice Fialho.

Fernando Pessoa tem ainda um outro topónimo na freguesia de Portimão, o da Praceta Fernando Pessoa, que faz ligação com a Rua Prof. Egas Moniz, topónimo este bastante mais antigo.

Avenida Fernando Pessoa (Foto de Nuno Campos Inácio)