terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

BECO ANTÓNIO VICENTE DE CASTRO

Topónimo anterior: Inexistente
António Vicente de Castro

(a nota biográfica será apresentada em breve na mensagem dedicada à Rua António Vicente de Castro)

TOPONÍMIA:

O Beco António Vicente de Castro localize-se na zona recentemente urbanizada do Vale de Lagar.

LIGAÇÕES:

O Beco António Vicente de Castro tem como única ligação a Rua António Vicente de Castro.

BECO D. JOÃO II

Topónimo anterior: Inexistente
D. João II
(a nota biográfica será apresentada em breve na mensagem dedicada ao Largo D. João II)
TOPONÍMIA:

O Beco D. João II localiza-se no sítio das Quatro Estradas.
LIGAÇÕES:

O Beco D. João II tem como única ligação a Rua D. João II, nas Quatro Estradas de Alvor.

BECO ALEXANDRE HERCULANO

Topónimo anterior: Inexistente
Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo
(a nota biográfica será apresentada em breve na mensagem dedicada à Rua Alexandre Herculano)
TOPONÍMIA:
O Beco Alexandre Herculano teve a sua origem na urbanização da parte norte das muralhas da vila, iniciada nesta zona com a abertura da Rua Infante D. Henrique, após a inauguração da ponte rodoviária. Trata-se, assim, de uma artéria que começou a tomar forma em finais do Século XIX, início do Século XX.
LIGAÇÕES:
O Beco Alexandre Herculano tem como única ligação a Rua Alexandre Herculano.

AVENIDA PAUL HARRIS

Topónimo anterior: Inexistente Paul Percy Harris (19.04.1868-27.01.1947)
Fundador do Rotary Club.
Natural de Racine, Wisconsin (Estados Unidos da América), sendo o segundo duma fratria de seis irmão, foi criado pelos avós paternos, em Vermont, a partir dos três anos de vida.
Formado em Direito pela Universidade de Iowa, obteve o grau de Doutor Honorário da Universidade de Vermont.
Antes de exercer advocacia, trabalhou como repórter e actor de cinema.
Em 1896, estabeleceu-se em Chicago, onde exercia a advocacia.
Em 23.02.1905, juntamente com três homens de negócios, formou o primeiro Rotary Club, na cidade de Chicago.
Após 3 anos de fundação do Clube, assumiu a sua presidência, iniciando o processo de expansão Rotary.
Em 1908, na cidade de São Francisco, é fundado o segundo Rotary Club.
Com um crescimento vertiginoso, em 1910 já haviam 16 Rotary Club e, em 1912, ultrapassou a fronteira americana, com a criação de Clubes no Canadá e na Inglaterra.
Á data da sua morte, em 1947, já haviam cerca de 6000 Rotary Club, espalhados por todo o mundo.
Apesar de ser reconhecido mundialmente pela fundação do Rotary Club, Paul Harris também se destacou pelos seus trabalhos cívicos e profissionais.
Primeiro Director-Presidente da Associação Nacional para Crianças e Adultos Deficientes, foi, ainda, membro do Conselho Directivo da Ordem dos Advogados dos Estados Unidos.
Paul Harris foi homenageado com o prémio “Silver Buffalo”, da Organização dos Escoteiros dos Estados Unidos e condecorado pelos governos do Brasil, Chile, República Dominicana, Equador, França e Peru.
Casado com Jean Thompson Harris, não teve descendência.

TOPONIMIA:

Construída na década de 1990, para ligar a Estrada de Monchique com a V6, através da construção do Tunel das Cardosas, esta estrada passa por antigos terrenos agrícolas e promoveu a urbanização dessa área. Sendo a principal via de entrada e saída de Portimão, não possui qualquer edifício com entrada directa para a avenida, mas é a principal entrada para a nova Urbanização da Raminha.

LIGAÇÕES:

A Avenida Paul Harris tem início no Tunel das Cardosas e termina na Avenida São Lourenço da Barrosa. Tem ligações com a Rua da Raminha e com a Rua dos Bombeiros Voluntários de Portimão.
Túnel das Cardosas na inauguração (foto do arquivo da C.M.P.)

Avenida Paul Harris na década de 1990 (foto do arquivo da C.M.P.)

AVENIDA ZECA AFONSO

Topónimo anterior: Inexistente
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (02.08.1929-23.02.1987)
Professor, cantor e compositor português, nasceu em Aveiro e faleceu em Setúbal.
Filho de um Procurador da República, não acompanhou o progenitor na sua ida para Angola por motivos de saúde, ficando entregue aos cuidados de um casal de tios.
Viveu em África (Angola e Moçambique, depois de uma breve passagem pela sua terra natal) entre 1932 e 1938, ano em que regressou a Portugal, indo viver para Belmonte, na casa do seu tio Filomeno, Presidente da Câmara dessa localidade.
Obrigado pelo tio, fervoroso salazarista, chegou a envergar a farda da Mocidade Portuguesa.
Em 1940, José Afonso muda-se para Coimbra, começando a cantar quando frequentava o 5º ano do Liceu. Nessa cidade, frequenta as Repúblicas, cantando fados de Coimbra, tendo chegado a jogar futebol na Académica.
Em 1958 é professor em Alcobaça, tendo editado o seu primeiro disco nesse mesmo ano.
Em 1964, regressa a Moçambique, onde foi professor do Liceu. Nesse país inicia uma actividade política anti-colonial, que lhe traz problemas com a PIDE e a administração da Colónia, tendo sido detido por diversas vezes.
Regressado a Portugal em 1967 é colocado como professor em Setúbal. Entre este ano e 1970, torna-se um símbolo da resistência democrática, mantendo contactos com o PCP e a LUAR.
Em 1971, edita o disco que contém a música Grândola Vila Morena, que três anos depois será utilizada como senha para o início da Revolução de Abril.
Após o 25 de Abril, manteve forte actividade política, tendo apoiado a candidatura de Otelo Saraiva de Carvalho à Presidência da República, em 1976. Dez anos depois, veio a apoiar nova candidata presidencial, desta feita Maria de Lurdes Pintassilgo.
No ano de 1983, realizaram-se os seus dois últimos espectáculos, nos Coliseus de Lisboa e do Porto. Gravemente doente, recusa a Ordem da Liberdade que lhe é atribuída no final desse mesmo ano.
Em 1985, apesar da doença, ainda conseguiu editar o seu último disco.
Veio a falecer no Hospital de Setúbal, vítima de esclerose lateral amiotrófica.
Editou a seguinte discografia:
Balada do Outono (1960); Baladas de Coimbra (1962); Ó vila de Olhão (1964); Cantares de José Afonso (1964); Baladas e canções (1964); Cantares de andarilho (1968); Contos velhos rumos novos (1969); Menina dos olhos tristes (1969); Traz outro amigo também (1970); Cantigas do Maio (1971); Eu vou ser como a toupeira (1972); Venham mais cinco (1973); Coro dos tribunais (1974); Viva o poder popular (1974); Grândola, vila morena (1974); Com as minhas tamanquinhas (1976); Enquanto há força (1978); Fura fura (1979); Ao vivo no Coliseu (1983); Como se fora seu filho (1983); Galinhas do mato (1985)
TOPONIMIA:

A Avenida Zeca Afonso terá sido aberta com a construção do Estádio do Portimonense, na década de 1970, sendo popularmente conhecida pela rua do estádio do Portimonense, ou por Rua do Portimonense. Até ao início da década de 1980 aí e pelas ruas envolventes realizava-se a Feira de São Martinho e, até à década de 1990 ainda era possível ir ao circo que era montado no espaço onde se encontra a sede da EMARP.
Na década de 1980 foi construído o Jardim das Águas Vivas. Mais recentemente foi a vez da Esquadra da PSP e do Edifício da EMARP. Com o encerramento do Palácio Sárrea Garfias, em 1999, o Posto do Turismo passou para esta avenida. Curiosamente este edifício, provisório, é o único que tem entrada principal pela Avenida Zeca Afonso. Na letar do edifício da EMARP encontra-se um conjunto artístico de elevado valor, que homenageia a água e a sua distribuição.
Existe actualmente, na Cãmara Municipal de Portimão, o Plano de Pormenor da Horta do Palácio que altera completamente todo o espaço envolvente a esta avenida e prevê o seu enceramento.
LIGAÇÕES:
A Avenida Zeca Afonso tem início na Praceta Major David Neto e termina na Avenida Miguel Bombarda. Tem ligação com a Rua José António Marques e com a Rua Pé da Cruz.
Avenida Zeca Afonso antes da construção dos edifícios da PSP e da EMARP (colecção particular)
Avenida Zeca Afonso nos anos 1990 (Foto do arquivo da C.M.P.)
Lateral do edifício da EMARP (foto de Nuno Campos Inácio)

Avenida Zeca Afonso durante as obras de remodelação do Estádio do Portimonense

(foto de Nuno Campos Inácio)

AVENIDA SÃO LOURENÇO DA BARROSA

Topónimo anterior: V6
Muitos historiadores dão como momento fundador da actual cidade de Portimão, a licença concedida por D. Afonso V, por carta de 4 de Agosto de 1463, a 40 moradores, para a fundação da população de São Lourenço da Barrosa.
Não querendo contrariar esses historiadores, até porque não tenho formação em história vou apresentar, para reflexão, um conjunto de dados que parecem contradizer essa certeza.
Vejamos:
No actual Município de Portimão foram encontrados vestígios de ocupação do período Neolítico (Alcalar), Fenícia (tanques de salga), Romana (Sítio da Abicada, Coca Maravilhas, além de vários topónimos de origem romana espalhada por todo o concelho).
Não querendo ir ao ponto de confundir Portimão com a cidade de Portus Annibalis, fundada por Aníbal Barca, é um facto que o espaço actualmente ocupado pela cidade de Portimão sempre teve ocupação.
Importa agora saber se essa ocupação era isolada ou acidental, ou se, pelo contrário, em algum ponto havia uma concentração urbana, permanente e organizada, que se chamasse Portimão ou com outro nome qualquer.
O documento mais antigo que descreve a foz do Arade é a Crónica do Cruzado Anónimo, feita na Conquista de Silves de 1189.
Nessa crónica, o Cruzado fala de Alvor e descreve a subida para o porto de Silves, dizendo: "No terceiro depois do meio dia avistámos em ruínas o castelo d'Alvor, situado sobre o mar, que os nossos tinham expugnado e outros lugares desertos, cujos habitantes haviam sido mortos em Alvor. Não longe d'ali entrámos no porto de Silves encontrando a terra optimamente cultivada, mas sem habitantes, por terem fugido todos para a cidade."
Não nos diz o cruzado, que não havia construções, antes pelo contrário, pois afirma que a terra estava sem habitantes por terem fugido todos para a cidade de Silves.
A falta de referência de uma povoação na foz do rio, poderá ter a ver com a sua pouca importância face a Alvor ou a Silves, mas não indica inexistência.
Mas o Cruzado diz-nos algo mais concreto sobre as povoações que foram conquistadas:
"Estes são os castelos de que os Cristãos se apoderaram depois da conquista de Silves: Carphanabal (Sagres), Lagus (Lagos), Alvor, Porcimunt, Munchite (Monchique), Montagud, Caboiere (Carvoeiro), Mussiene (Messines), Paderne."
Como vemos, o cruzado refere outras povoações menores que foram conquistadas após Silves, que não tinha referido antes, mas seguindo uma linha de ordem geográfica.
Se virmos, as povoações conquistadas foram: Sagres, Lagos, Alvor, Porcimunt (será Portimão), Monchique, Montagud (será Ferragudo), Carvoeiro, Messines e Paderne.
Duas localidades não estão devidamente localizadas, ou são alvo de discórdia, uma é Porcimunt, a outra Montagud.
Para Porcimunt há quem apresente Portimão, ou Porches.
Na minha opinião só pode ser Portimão, pois o cruzado segue uma ordem geográfica e localiza Portimunt entre Alvor e Monchique. Depois apresenta Montagud e Carvoeiro.
Como se sabe, geográficamente Porches fica depois de Carvoeiro e não antes.
Antes de Carvoeiro, a povoação que mais se assemelha a Montagud é Ferragudo, com a agravante de se localizar na encosta de um monte, que é ponteagudo.
O facto de referir primeiro Porcimunt, seguido de Monchique e só depois Montagud, terá a ver, exactamente, com o seu cuidado em situar geograficamente cada uma das localidades conquistadas.
Temos, assim, razões para crer que Porcimunt seja a actual cidade de Portimão. Mas, se não quisermos aceitar as mesmas, outras há que indiciam a existência de Portimão antes de 1463.
Uma delas é documental. O Foral atribuído à então Vila Nova de Portimão por D. Manuel I, faz referência a outro dado à mesma vila "por D. Afonso, que foi Conde de Bolonha", ou seja, pelo Rei D. Afonso III (1248-1279).
Deste modo, quando da conquista definitiva do Algarve já Portimão existia, com importância suficiente que justificasse a atribuição de um Foral.
Mais prova documental da existência de Portimão antes da fundação de São Lourenço da Barrosa, encontramo-la na Torre do Tombo, com indivíduos que aparecem como naturais dessa localidade.
De 26 de Abril de 1435 é um processo contra Vasco Peres, morador em Portimão, termo de Silves, onde era acusado de danificar colmeias.
De 10 de Julho de 1438 é, como consta na mensagem relativa à Carta de Brazão de Armas de Gil Simões, a atribuição do brazão a Gil Simões e ao seu irmão, naturais de Portimão.
Pelo menos estes 3 indivíduos, que terão nascido c. 1400, eram naturais da localidade de Portimão, mas teremos que acrescentar, pelo menos, os pais e familiares directos de cada um, sendo que Vasco Peres não terá nada a ver com a família de Gil Simões.
Outro documento que refere a existência de Portimão antes de São Lourenço da Barrosa é o Livro do Almoxarifado de Silves do Século XV. Ainda que a elaboração do livro seja de 1474, ou seja, 11 anos depois da fundação de São Lourenço da Barrosa, o mesmo baseia-se em documentos anteriores, alguns de 1438; neste livro, quando se delimita o Reguengo do Castelo do Ninho, faz-se referência a uma “comeada que vay vertendo auguas pêra Bouna e pêra Aldea Noua e uem entestar pola comeada em Bouna…” Como se sabe, a Ribeira de Boina é um dos afluentes do Rio Arade, pelo que, a Aldeia Nova referida no Livro do Almoxarifado de Silves só pode ser Aldeia Nova de Portimão, que subiu a Vila Nova de Portimão com a conclusão das muralhas.
Em 24 de Maio de 1466 (3 anos depois do pedido para a fundação de São Lourenço da Barrosa), D. Afonso V concedeu licença a Álvaro de Teivas para fazer uma barca de passagem no rio do “logar de Portimão”, e haver a sua renda. No entanto, esta barca não foi a primeira, pois o Livro do Almoxarifado de Silves do Séc. XV diz que “a barca de passagem que anda aa foz a qual ssoya d andar arrendada com a passagen d Aluor e ora traz Aluaro de teiuas a quem el Rej della ffez mercee per ssua carta.” Temos, assim, que a barca de passagem já existia antes de 1466, mas era detida pela mesma pessoa que explorava a barca de passagem de Alvor. Falta descobrir de quando é o foro da barca de passagem de Alvor, mas será certamente anterior a 1463, pois nem é referido no livro do Almoxarifado.
Temos, assim, comprovação documental da existência da localidade de Portimão antes de São Lourenço da Barrosa.
Outro dado relevante, surge no próprio pedido para a fundação de São Lourenço da Barrosa. Tal pedido é feito por 40 moradores do sítio de Portimões. Este Portimões será um plural de Portimão, ou o próprio nome da localidade mal escrito. Não raras vezes, até em assentos de baptismo mais recentes, os padres escrevem mal o nome das localidades, dando origem a enormes confusões.
Vejamos o texto do pedido de fundação de São Lourenço da Barrosa, segunda a leitura do medievalista José Manuel Vargas:
1463, Agosto, 4 - Carta de criação da povoação de S. Lourenço da BarrosaDom Afonso, cet.A quantos esta carta de contrauto virem, fazemos saber que:
Pero Vasques, nosso capelão e arcediago da sé da nossa cidade de Silves
Pero Vieira e Joan' Eanes, cónegos da dita sé,
Gil Eanes e Nuno Martins, nossos vassalos,
João da Faria,
moradores na dita cidade de Silves
João Afonso da Sovereira, vassalo,
Gonçalo Martins, besteiro do conto,
João de Portimão, aposentado
Gomes Afonso, privilegiado,
João Anes, cavaleiro aposentado,
João Anes Garim (ms.: Guarim), aposentado
João Pequeno, besteiro do conto,
Vasco Pequeno, aposentado,
Fernão Vasques, criado do Ifante Dom Anrique, meu tio, que Deus haja,
Afonso Rodrigues, filho de João Afonso da Sovereira,
Martim Anes, filho de João Gil,
Vasco Eanes da Sovereira,
Pero Rodrigues,
Martim Anes da Sovereira,
Álvaro Eanes Moreno,
Martim Anes Moreno,
João Vasques, filho de Vasco Anes,
Gil Eanes Garim,
André Anes, filho de João Portimão,
Álvaro Lourenço,
Martim Vasques,
Álvaro Galego,
Lourenço Bentes,
Vasco Eanes, filho de João Pires,
João Gonçalves,
João Cavaleiro,
Francisco Gil,
João do Estreito,
Gil Anes Araquino,
João do Castelo,
Gil Cavaleiro,
Lourenço Anes do Esteiro,
João [Vasques Pires], filho de Vasco Pires,
Aires Gomes, filho de Gomes Aires,
todos moradores em Portimão, termo da dita nossa cidade de Silves,
nos enviaram dizer como seria muito serviço de Deus e nosso, e bem daquela terra,
fazer-se uma povoração na foz da dita cidade de Silves, onde chamam a Barrosa,
e ora nós ordenamos que se chame São Lourenço da Barrosa.
Como podemos verificar, entre os fundadores há um João de Portimão, que terá adoptado por apelido o nome da terra de onde seria natural, situação normal para a época.
No entanto, uma análise aos registos paroquiais, que na freguesia de Portimão começam em 1575, podemos verificar facilmente que a maioria dos apelidos destes 40 moradores se mantém 100 anos depois. Mas muitos outros há que não constam nesta lista que, por exemplo os processos do Tribunal do Santo Ofício referem, que aqui terão nascido cerca do ano 1500, como é o caso dos Gramaxo, ou dos Fernandes, cristãos-novos ou judeus que tiveram problemas com a Igreja.
Teriam estas famílias, na maioria dotadas de património, sendo que alguns eram mercadores, vindo para uma localidade que teve na sua base apenas 40 moradores?
Não me parece e os registos paroquiais também parecem não acompanhar essa teoria.
Em 1576 foram baptizadas em Portimão 64 crianças
Em 1577 foram baptizadas em Portimão 109 crianças
Temos assim, em dois anos, 163 crianças nascidas, ou seja, 163 casais capazes de procriar ao mesmo tempo.
No entanto, a população não era apenas constituída por casais em condições de procriar e nem todos os casais em condições de procriar tiveram filhos nestes dois anos.
Os assentos de baptismo fazem disso prova, pois apresentam uma série de padrinhos que não aparecem como pais, além de referirem pessoas que são solteiras, ou não podem ter filhos.
Por alto podemos dizer com alguma certeza que em Portimão, em 1575, haveriam pelo menos 250 casais em condições de procriar, ou seja 500 pessoas. Sendo o número de filhos elevado, haveriam mais de 500 crianças e não menos de 500 outros indivíduos velhos, solteiros, estéreis, ou vindos de outras localidades. Isto dá uma população de 1500 indivíduos, que a pecar será por defeito.
Um outro dado relevante sobre a estrutura social da época é dado pelos escravos. Entre 1576 e 1580 nasceram em Portimão 23 filhos de escravos, sendo identificados escravos homens e mulheres que, no total, rondarão os 50. É um número bastante significativo, o que demonstra uma posição social elevada das gentes da vila.
Poderia uma localidade fundada por apenas 40 moradores, sem uma outra base sólida já existente, sofrer tamanha mudança em apenas 100 anos, num período em que a população era rara, com uma taxa de mortalidade elevada e com muitos movimentos migratórios para as colónias?
Pessoalmente acho pouco provável, pelo que defendo que São Lourenço da Barrosa poderá ter ajudado ao desenvolvimento da localidade de Portimão, mas não foi a sua fundadora.
TOPONIMIA:
A Avenida São Lourenço da Barrosa, antiga V6, resulta do alargamento para 4 faixas de rodagem da antiga estrada que ligava a Aldeia da Boa Vista à Praia da Rocha, efectuado em 1988/89. É a principal estrada de entrada e saída de Portimão. Nesta Avenida localiza-se o Posto da GNR, grandes superfícies comerciais, vários postos de combustível e de lavagem de automóveis, o Centro Comercial Continente e edifício residênciais e de exploração hoteleira.
LIGAÇÕES:
A Avenida São Lourenço da Barrosa tem início na ED-124 e termina na Avenida das Comunidades Lusíadas. Tem ligação com as seguintes artérias: Rua da Esperança, Rua Cidade de Goa, Rua da Pedra, Avenida Paul Harris, Rua do Fojo, Avenida São João de Deus, Estrada de Alvor, Rua Professor Doutor Montalvão Marques, Avenida das Olimpiadas, Avenida Miguel Bombarda, Rua Jaime Palhinha, Rua Pero Vaz, Rua D. Afonso V, Rua Estrela do Mar, Rua do Luar, Rua Agosto Azul e Rotunda Três Castelos.
Caminho de ligação do Vale de França à Avenida São Lourenço da Barrosa (colecção particular)
Avenida São Lourenço da Barrosa (Arquivo da C.M.P.)
Avenida São Lourenço da Barrosa em 2011 (Foto de Nuno Campos Inácio)

Avenida São Lourenço da Barrosa em 2011 (Foto de Nuno Campos Inácio)

AVENIDA RIO ARADE

Topónimo anterior: Inexistente
O rio Arade é o rio que desagua junto à cidade de Portimão. Tem a sua nascente na Serra do Caldeirão, a 481 metros de altitude e a foz no Oceano Atlântico, depois de percorrer 75 km de extensão.
Desconhece-se a origem do nome Arade, mas o rio aparece em praticamente todos os documentos até ao Século XX com o nome de “Rio de Silves” e, no livro de Almoxarifado de Silves do Século XV, como rio de Aldeia Nova (sobre esta questão haverá maior desenvolvimento no texto relativo à Avenida São Lourenço da Barrosa).
Independentemente do nome, o rio Arade esteve na base do desenvolvimento da cidade de Portimão como antes estivera no desenvolvimento da cidade de Silves, quando era navegável até lá. Até ao Século XII Silves era uma importante cidade portuária (a maior a Sul do Tejo), com fortes ligações comerciais com o Norte de África e o Oriente.
Com o desenvolvimento de Portimão como cidade portuária Silves entrou em declínio, agravado pelo crescente assoreamento do rio, que deixou de ser navegável a partir do início do Século XX. Com a construção da Barragem do Arade, nos 1940, o caudal do rio diminuiu e, actualmente, apenas pode ser subido por barcos de pequeno porte.
Próximo da foz, encontra-se um importante espaço de nidificação de aves, sendo área protegida.
O rio Arade tem 3 afluentes: Riberia do Arade, Ribeira de Boina e Ribeira de Odelouca e 2 barragens, a do Arade e a do Funcho.

Para protecção das povoações junto à foz do Arade, no Século XVII foram construídas as fortificações de Santa Catarina e de São João.

No início do Século XX as margens do rio foram ocupadas por diversas fábricas de conserva de peixe, que contribuiram decisivamente para o desenvolvimento industrial e comercial da cidade de Portimão.
Próximo da foz foi construída em finais do Século XX uma marina, conquistando uma parte do estuário, entre a fortaleza e a antiga Ponta da Areia. O porto comercial passou a servir como porto de cruzeiros e, em 2009, iniciou-se uma carreira de ligação marítima entre Portimão e a Ilha da Madeira. Na margem esquerda do rio foi construído o porto de pesca e está prevista a construção de uma nova marina.

TOPONIMIA:
A Avenida do Arade foi construída em 1998/99, para servir de ligação entre a Estrada da Rocha e a Marina de Portimão. Parte da avenida ocupa terrenos da Mata da Rocha e outra está onde antes se localizava a Ponta da Areia.
LIGAÇÕES:
A Avenida do Arade tem início na Estrada da Rocha e termina na Rotunda da Marina. Tem ligação com a Rua Caetano Feu.
Portimão vista do Arade no início do Século XX
Local onde foi construída a Marina de Portimão e a Avenida do Arade (Arquivo C.M.P.)
Construção da Marina de Portimão e da Avenida do Arade (Arquivo C.M.P.)
Construção da Marina de Portimão e da Avenida do Arade (Arquivo C.M.P.)
Local onde foi construída a Marina de Portimão e a Avenida do Arade (Postal Ilustrado)

AVENIDA SÃO JOÃO DE DEUS


Topónimo anterior: Avenida da República
João Cidade Duarte (08.03.1495 – 08.03.1550)

Natural de Montemor-o-Novo, faleceu em Granada, Espanha.
Santo da Igreja Católica. Beatificado em 21.09.1638 pelo Papa Urbano VIII, foi canonizado em 16.10.1690, pelo Papa Alexandre VIII.
Fundador da Ordem dos Irmãos Hospitaleiros. Patrono dos hospitais católicos. Protector, juntamente com S. Camilo de Lélis, dos enfermeiros católicos e sua associações.
Aos 8 anos, após ouvir as palavras de um peregrino, fugiu de casa dos pais rumando a Espanha, em busca de novidades e aventuras.
Tal acontecimento viria a marcar profundamente a sua família. A mãe, faleceu vinte dias depois do seu desaparecimento, enquanto o pai viria a terminar os seus dias num convento de Franciscanos.
Acolhido em casa de um homem rico, trabalhou para este, até sentir a pressão de vir a casar com a filha do seu patrão, que se enamorara dele.
Abandonando a casa de acolhimento, João Cidade alistou-se na força que o Conde de Oropesa reunia, contra os franceses. Tomou parte na guerra de Navarrra e esteve presente no cerco de Fuenterrabia.
Contando então 25 anos de idade, foi condenado à morte quando um rico depósito que lhe fora confiado pelo seu capitão desapareceu misteriosamente. Ia a caminho da forca quando um oficial superior decidiu que a expulsão do exército era pena suficiente para a sua falta, salvando-lhe a vida.
Alistando-se, então, nas campanhas contra os Turcos no centro da Europa, chega a combater em Viena e, terminada a missão, vai a Santiago de Compostela como peregrino.
Depois de passar pela sua terra natal, regressou a Espanha, trabalhando como guardador de gado em Sevilha. Daí, seguiu para Ceuta, onde trabalhava como pedreiro nas muralhas e ajudava enfermos e necessitados com o que ganhava.
Regressando a Espanha, torna-se vendedor ambulante de livros e imagens, percorrendo várias cidades do sul do país. Foi no exercício dessa actividade que, aos 42 anos de vida, chegou a Granada, instalando nessa cidade a sua livraria.
A vida de João Cidade sofreu uma brusca alteração quando, em 20.01.1537, pregou em Granada S. João de Ávila. Tocado pelas palavras do Santo, arrependeu-se dos seus pecados e, abandonando o templo, correu pelas ruas da cidade, gritando: “Misericórdia, Senhor, misericórdia!”
Tomado por louco, as pessoas começaram a injuriá-lo, atirando-lhe pedras e imundices.
Depois desse dia, João Cidade distribuiu tudo o que possuía pelos pobres, iniciando uma vida de tão rigorosa penitência, que, tomado por doido chegou a ser internado num hospital de alienados, onde o tratamento dado aos doentes era o rigor e a agressão física.
Apesar de não protestar pelos sofrimentos que lhe eram perpetrados, defendia os outros, dizendo: “Cruéis, perversos, verdugos; tende compaixão desses desgraçados, que estão inocentes. E quereis que esta casa se chame instituição de caridade?”
Forçado a alterar a sua atitude por S. João de Ávila, dedicou-se então a tratar os doentes.
Reunindo esmolas, construiu um amplo e bem organizado hospital em Granadas, dando início à Ordem dos Irmãos Hospitaleiros.
Adoptando o nome de João de Deus, percorria diariamente a cidade de Granada, pedindo esmola para os pobres que tinha a seu cuidado. Diariamente surge diante do Arcebispo com uma roupa diferente, cada vez mais usado e rasgado, pois, sempre que encontrava algum mendigo com um traje pior do que o seu, trocava com esse a sua própria roupa.
Em 1550, o hospital é fustigado por um incêndio. João de Deus enfrenta as chamas e salva todos os doentes, sem sofrer absolutamente nada. Depois, acossado por uma doença grave, pressentindo a hora morte, levanta-se da sua cama e deita-se no chão, apertando ao peito um crucifixo e exalando o último suspiro.
Toda a cidade de Granada desfila, então, diante de S. João de Deus.
O corpo de S. João de Deus venera-se na sua basílica de Granada.

TOPONIMIA:

Pelo menos até aos anos 1950 não havia uma ligação entre o espaço do antigo Rossio e a zona poente da cidade. Um conjunto de casas unia o edifício da Igreja do Colégio, fazendo do Rossio uma praça fechada. Em 1943, a Câmara Municipal de Portimão adquiriu essas casas, que ficavam entre a Igreja do Colégio e o antigo edifício dos bombeiros, abrindo uma nova artéria, que aparece com o topónimo de Avenida da República.
Apesar de, actualmente, estar em pleno centro da cidade, o seu maior desenvolvimento urbanistico deu-se já no início dos anos 1970, com a construção do, então, Hospital Distrital de Portimão, inaugurado em 1972.
A alteração do topónimo de Avenida da República para Avenida São João de Deus pelo que ficou dito na biografia apresentada, não estará alheia ao facto de, no seu início, (no Edifício do Colégio) ter funcionado o antigo hospital e no seu termo ter sido construído o Hospital Distrital de Portimão (actual Hospital da Misericórdia).
Avenida tipicamente urbana, nela funciona, além do hospital supra referido, o Mercado Municipal e a Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, sendo, ainda, uma artéria marcadamente comercial, nela funcionando, além de várias lojas de móveis e decoração, uma farmácia, uma agência funerária e a representação em Portimão da TV Cabo.

LIGAÇÕES:
A Avenida São João de Deus tem início na Alameda da Praça da República e termina na Avenida São Lourenço da Barrosa, tendo ligação com as seguintes artérias: Rua França Borges, Rua Mouzinho de Albuquerque, Rua Heróis da Restauração, Rua Engenheiro Adelino Amaro da Costa, Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro e Rua Almirante Pinheiro de Azevedo.
Avenida São João de Deus (Foto retirada da página Costumes e Tradições de Portimão)

Avenida São João de Deus vista da torre da Igreja Matriz (foto de Nuno Campos Inácio)

AVENIDA TOMÁS CABREIRA

Topónimo anterior: Avenida Marginal, Avenida Principal, Avenida da Praia da Rocha; Avenida Francisco Bivar Weinholtz
Tomás António da Guarda Cabreira (23.01.1865-06.12.1918)
Militar, professor e político português
Natural de Tavira, faleceu na mesma cidade.
Estudante na Escola do Exército, formou-se em engenharia civil.
Doutorou-se na Faculdade de Ciências, em 1916.
Professor, leccionou na Escola Politécnica e na Faculdade de Ciências de Lisboa.
Republicano convicto, foi vereador da Câmara de Lisboa em 1908, ano em que foi desterrado para Elvas, em inactividade, por ter discursado num comício eleitoral, o que originou protestos por parte dos seus alunos.
Deputado às Constituintes de 1911, foi eleito Senador em 1912.
Ministro das Finanças entre 09.02. e 23.06.1914, no governo de Bernardino Machado, foi autor de vários projectos de lei notáveis.
Foi autor de várias obras, das quais se destacam:
A Defesa Económica de Portugal; A Escola Primária Agrícola; A Politica Agrícola Nacional; A Questão Corticeira; Crédito Comercial e Industrial; O Algarve Económico; O Problema Bancário Português; O Problema Financeiro e a Sua Solução; O Problema Militar; O Problema Tributário Português; Princípios de Estereoquímica; Sobre a Composição da Linguagem de Alguns Povos Pré-Históricos; Tarifas Ferro-Viárias; Zonas de Turismo.
Tomás Cabreira foi um dos principais organizadores do Congresso Regional Algarvio, realizado na Praia da Rocha em 1915, que contribuiu decisivamente para a divulgação das potencialidades turísticas da Praia da Rocha e do Algarve.
TOPONIMIA

O topónimo Avenida Tomás Cabreira foi atribuído na Sessão de Câmara de 17 de Julho de 1919, por iniciativa do Vogal Álvaro da Trindade Pina, "em homenagem à ilustre família Thomaz Cabreira se dê a denominação de Avenida Thomaz Cabreira, à actual avenida da Rocha, […] na Praia da Rocha […], de cuja resolução se dará conhecimento ao Instituto Thomaz Cabreira.”
Embora longe das dimensões actuais, desde o início do Século XX há referências à avenida marginal da Praia da Rocha, aparecendo com uma série de nomes diferentes: “Avenida Principal”, “Avenida da Praia da Rocha”; “Avenida Francisco Bivar Weinholtz” e, finalmente, Avenida Tomás Cabreira.
Francisco Bivar Weinholtz era o grande proprietário dos terrenos da Praia da Rocha, onde foram construídas as habitações mais antigas, entre o Hotel Viola e a Fortaleza de Santa Catarina. A ausência de uma panóplia de proprietários permitiu uma maior organização do espaço e a expansão das habitações ao longo da via rodoviária, actual avenida.
A avenida foi crescendo ao ritmo da evolução turística da Praia da Rocha. Como facilmente se comprova pelas imagens que a seguir seguem, numa primeira fase a avenida tinha inicio no Hotel Viola e terminava pouco depois do casino, sendo ainda a estrada em terra batida. Para o lado do actual Hotel Júpiter em direcção ao Miradouro, havia apenas um estreito caminho, acompanhando o muro da propriedade agrícola que ocupava esse espaço.
Sabe-se que, ainda em 1922, a avenida não chegava à Fortaleza. Em 1941 foi feita a terraplanagem até à fortaleza, que foi adaptada a miradouro; em 1943 foi feita a terraplanagem entre o Grande Hotel e o Mirante da Guitarra (isto é, entre o Hotel da Rocha e o Pinguim). A conclusão da avenida como a conhecemos hoje terá sido feita nos anos 1950/1960.
Outrora ponteada por vivendas de gente ilustre (entre os proprietários dos chalet’s contavam-se: Tomás Henrique Leiria Pinto, Joaquim Agostinho Fernandes, Jerónimo Negrão Buisel, José Severo Ramos, João Josino da Costa, Cristobalina Feu, família Pincarilho, João António Júdice Fialho, Cayetano Feu Marchena, Francisco d’Almeida de Bivar Weinholt, António Júdice Magalhães Barros, António Feu, João António Simões Tavares, José Pereira Mimoso, António Pacheco Teixeira Gomes, António Ramos e Francisco Alvo Júnior), com o desenvolvimento do turismo na Praia da Rocha e o início da especulação imobiliária foi alterando drasticamente a sua arquitectura, actualmente caracterizada pela construção em altura, inciada com a construção do Hotel Algarve.
Na Avenida Tomás Cabreira localizam-se algumas das mais antigas e importantes unidades hoteleiras algarvias, de que se destacam o Hotel Algarve Casino, o Hotel Júpiter, o Hotel da Rocha, o Hotel Bela Vista e o Oriental, construído no local do antigo casino; em termos de património histórico, destaca-se a Fortaleza de Santa Catarina e, como espaços de diversão nocturna, dispõe das discotecas e vários bares e restaurantes. Nesta avenida encontra-se a maior oferta comercial da Praia da Rocha, com estabelecimentos dedicados à venda dos mais variados produtos.
A Avenida Tomás Cabreira tem sido alvo de várias requalificações urbanas nas últimas décadas, tendo a primeira ocorrido em 1988/1999 e a última em 2010, que ampliou a zona pedonal, mas agravou o problema da falta de estacionamento na zona.

LIGAÇÕES:

A Avenida Tomás Cabreira tem início no Largo Alexandre Massaii e termina na Rua da Falésia, tendo ligações com as seguintes artérias: Rua Jerónimo Buisel, Rua Luiz Cabeça Dutra, Rua Caetano Feu, Estrada da Rocha, Rua António Feu, Rua Dom Martinho Castelo Branco e Rua do Miradouro.
Espaço actualmente ocupado pela Avenida Tomás Cabreira entre o Hotel Júpiter e o Miradouro (postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)
Antigo Pavilhão Avenida, em frente ao antigo casino (foto da colecção de Manuel Mendonça)
Avenida Tomás Cabreira entre o Hotel da Rocha e o Hotel Oriental
(postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)

Avenida Tomás Cabreira entre o Hotel da Rocha e o Hotel Oriental
(postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)
Espaço actualmente ocupado pela Avenida Tomás Cabreira onde está o Hotel Júpiter
(postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)
Avenida Tomás Cabreira entre o Paquito e o Hotel Júpiter
Avenida Tomás Cabreira vista da Fortaleza no dia do naufrágio do barco Analisa Avenida Tomás Cabreira, onde actualmente se encontra a Pizzaria Dolce Vita
(foto da colecção de Manuel Mendonça)
Avenida Tomás Cabreira entre o Miradouro e o Paquito (Foto cedida por Ademar Alves)
Avenida Tomás Cabreira - Anos 1970
Avenida Tomás Cabreira - Anos 1980Avenida Tomás Cabreira - Anos 1980Avenida Tomás Cabreira - Anos 1990
Avenida Tomás Cabreira - Anos 2000 (Foto do Arquivo da C.M.P.)
Avenida Tomás Cabreira em 2010 (Foto de Nuno Campos Inácio)