terça-feira, 8 de março de 2011

BECO DO FOJO

(a nota informativa será apresentada em breve na mensagem dedicada à Rua do Fojo)

TOPONIMIA:

O Beco do Fojo localiza-se no Sítio do Fojo, freguesia de Portimão.

LIGAÇÕES:

O Beco do Fojo tem como única ligação a Rua do Fojo.

BECO DO CLUBE

Topónimo anterior: Inexistente

(a nota informativa será apresentada em breve na mensagem dedicada à Rua do Clube)
TOPONIMIA:
O Beco do Clube localiza-se no Sítio da Pedra Mourinha e deve o seu topónimo à proximidade do Clube Desportivo e Recreativo da Pedra Mourinha.

LIGAÇÕES:

O Beco do Clube tem como única ligação a Rua do Clube.

BECO DO BONFIM - ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente
(Imagem do Senhor do Bonfim)

Devoção religiosa com origem em Portugal e instituida na Baía e um pouco por todo o Brasil pelo oficial da marinha Teodósio Rodrigues de Faria em 1754, o culto do Nosso Senhor do Bonfim é o que reúne mais devotos nesse Estado brasileiro.
A imagem do Bom Senhor Jesus do Bonfim é em madeira policromada e dourada, cruz de sustentação e aparelho de prata com belíssima mandorla trabalhada em nuvens com querubins de ouro. Encontra-se na Basílica do Senhor do Bonfim, em Salvador.
Também em Portugal existem templos consagrados ao Senhor do Bonfim.
TOPONÍMIA:
O Beco do Bonfim localiza-se no Sítio das Quatro Estradas, freguesia de Alvor
LIGAÇÕES:
O Beco do Bonfim tem como única ligação a Rua Rosário de Fátima.

BECO DO ALECRIM

Topónimo anterior: Inexistente
(Alecrim)
O alecrim (Rosmarinus officinalis) é um arbusto comum na região do Mediterrâneo ocorrendo dos 0 a 1500 m de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária. Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar.
Como qualquer outro nome vernáculo, o nome alecrim é por vezes usado para referir outras espécies, nomeadamente o rosmaninho, que possui exactamente o étimo rosmarinus. No entanto estas espécies de plantas, alecrim e rosmaninho, pertencem a dois géneros distintos, Rosmarinus e Lavandula, respectivamente, e as suas morfologias denotam diferenças entre as duas espécies, em particular, a forma, coloração e inserção da flor.
Arbusto muito ramificado, sempre verde, com hastes lenhosas, folhas pequenas e finas, opostas, lanceoladas. A parte inferior das folhas é de cor verde-acinzentada, enquanto a superior é quase prateada. As flores reúnem-se em espiguilhas terminais e são de cor azul ou esbranquiçada. O fruto é um aquênio. Floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais nos jardins.
Toda a planta exala um aroma forte e agradável. Utilizada com fins culinários, medicinais, religiosos, a sua essência também é utilizada em perfumaria, como por exemplo, na produção da água-de-colônia, pois contém tanino, óleo essencial, pineno, cânfora e outros princípios ativos que lhe conferem propriedades excitantes, tônicas e estimulantes.
A sua flor é muita apreciada pelas abelhas produzindo assim um mel de extrema qualidade. Há quem plante alecrim perto de apiários, para influenciar o sabor do mel.
Fresco (preferencialmente) ou seco, é apreciado na preparação de aves, caça, carne de porco, salsichas, linguiças e batatas assadas.
A medicina popular recomenda o alecrim como um estimulante às pessoas atacadas de debilidade, sendo empregado também para combater as febres intermitentes e a febre tifóide.
Uma tosse pertinaz desaparecerá com infusões de alecrim, que também se recomendam a todas as pessoas cujo estômago seja preguiçoso para digerir.
Também apresenta propriedades carminativas, emenagogas, desinfectantes e aromáticas. É ainda relaxante muscular, ativador da memoria e fortalece os musculos do coracao. Cientistas dizem que ramos de alecrim deveriam ser dependurados em oficinas e areas onde crianças fazem tarefas escolares para um melhor funcionamento da memoria.
Em templos e igrejas, o alecrim é queimado como incenso desde a antiguidade. Na Igreja Ortodoxa grega, o seu óleo é utilizado até aos nossos dias, para unção. Nos cultos de religiões afro, como umbanda e candomblé, é utilizado em banhos e como incenso. (in Wikipedia)
TOPONÍMIA:
O Beco do Alecrim localiza-se na Urbanização Alto Pacheco, na freguesia de Portimão, sendo uma urbanização recente.
LIGAÇÕES:
O Beco do Alecrim tem como única ligação a Rua Alto Pacheco

BECO DAS ROMÃNZEIRAS


Topónimo anterior: Inexistente
(a nota informativa será apresentada em breve na mensagem dedicada à Rua das Romãnzeiras)

TOPONIMIA:

O Beco das Romãnzeiras localiza-se na Urbanização das Romãnzeiras, freguesia de Portimão.

LIGAÇÕES:
O Beco das Romãnzeiras tem como única ligação a Rua das Romãnzeiras.

BECO DAS AMENDOEIRAS - ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente
(a nota informativa será apresentada em breve na mensagem dedicada à Rua das Amendoeiras)
TOPONIMIA:
O Beco das Amendoeiras localiza-se no Sítio da Má Partilha, freguesia de Alvor.

LIGAÇÕES:
O Beco das Amendoeiras tem como única ligação a Rua Principal - Má Partilhas - Alvor.

BECO DA QUINTINHA


Topónimo anterior: Inexistente

(a nota informativa será apresentada em breve na mensagem dedicada à Rua da Quintinha)

TOPONIMIA:

O Beco da Quintinha localiza-se no Sítio da Quintinha, freguesia de Portimão.

LIGAÇÕES:

O Beco da Quintinha tem uma única ligação com a Rua da Quintinha.

sábado, 5 de março de 2011

BECO DA PREVIDÊNCIA

(a nota informativa será apresentada em breve na mensagem dedicada à Rua da Previdência)

TOPONIMIA:

O Beco da Previdência localiza-se no Sítio de Vale de França.

LIGAÇÕES:

O Beco da Previdência tem ligação com a Rua da Previdência e com a Rua da Fraternidade.

BECO DA MALATA

Topónimo anterior: Inexistente
(a nota informativa será apresentada em breve na mensagem dedicada à Praceta da Malata)

TOPONIMIA:

O Beco da Malata localiza-se na Urbanização Quinta da Malata.

LIGAÇÕES:

O Beco da Malata tem como única ligação a Rua Professor Doutor Montalvão Marques.

sexta-feira, 4 de março de 2011

BECO DA IGREJA - MONTES DE ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente
Igreja dos Montes de Alvor
(a nota informativa será apresentada em breve na mensagem dedicada à Rua da Igreja)

TOPONIMIA:

O Beco da Igreja localiza-se nos Montes de Alvor e deve o seu nome à proximidade da Igreja dos Montes de Alvor.

LIGAÇÕES:

O Beco da Igreja tem como única ligação a Rua da Igreja.

BECO DA ESPERANÇA


Topónimo anterior: Inexistente

(a nota informativa será apresentada em breve na mensagem dedicada à Rua da Esperança)

TOPONIMIA:

O Beco da Esperança localiza-se no Sítio da Aldeia Nova da Boavista.

LIGAÇÕES:

O Beco da Esperança tem como única ligação a Rua da Esperança.

BECO DA AMI

Topónimo anterior: Inexistente AMI (Assistência Médica Internacional)
(a nota informativa será apresentada em breve na mensagem dedicada à Rua da Abicada)
TOPONIMIA:

O Beco da AMI localiza-se entre o Sítio de Vale de França e a Praia da Vau, sendo uma urbanização recente, constituída por moradias.

LIGAÇÕES:

O Beco da AMI tem como única ligação a Rua da AMI.

BECO DA ALFAZEMA

Topónimo anterior: Inexistente
Alfazema
(a nota informativa será apresentada em breve na mensagem dedicada à Rua da Abicada)

TOPONIMIA:

O Beco da Alfazema localiza-se na Urbanização da Quintinha, sendo uma urbanização recente.
LIGAÇÕES:

O Beco da Alfazema tem como única ligação a Rua da Alfazema.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

BECO DE SÃO FRANCISCO

Topónimo anterior: Inexistente Baptizado inicialmente como Giovane di Bernardone, viu o seu nome ser alterado para Francesco Bernardone por iniciativa do pai (26.09.1181-03.10.1226).
Santo, fundador da Ordem dos Franciscanos, nasceu na cidade de Assis, Itália, numa família de comerciantes de tecidos, que lhe possibilitou uma juventude de fartura económica.
Em 1202 dá-se a guerra entre Perúsia e Assis, de que saiu vencedora a primeira. Francisco, contando então 20 anos de idade, foi preso em Perúsia durante um ano. Doente, veio a ser resgatado pelo pai, que paga a sua libertação.
Inspirado nas histórias da cavalaria medieval, decidiu integrar a cavalaria do exército da igreja, que se reunia junto à cidade de Espoleto, no ano de 1204. Doente e febril, tem uma visão, que o leva a desistir da cavalaria e a regressar à terra natal, onde foi recebido com apupos.
No ano seguinte, enquanto orava na Igreja de São Damião, que na altura se encontrava praticamente em ruínas, recebeu a mensagem divina: “Francisco, reconstrói a minha Igreja!”. Decidido a cumprir essa vontade Divina usou o dinheiro do pai para a reconstrução do templo, o que originou um conflito entre ambos, que terminou com Francisco a despir as próprias vestes e a entregá-las ao pai, dizendo: “Daqui em diante tenho somente um pai, o pai nosso do céu!”
Francisco passou, então, a reconstruir as igrejas em ruínas com o seu próprio trabalho, assentando pedras, comendo do que lhe davam na mendicidade da rua e adoptando como vestes os trapos de eremita.
Depois de reconstruir a Igreja de São Damião e restaurar a de Santa Maria dos Anjos, durante uma missa Francisco percebe que não deve possuir quaisquer bens, trocando as roupas de eremita por uma túnica simples, com uma corda amarrada à cintura e os pés descalços, iniciando a pregação nos lugares públicos de Assis.
Em 1209, reunindo 12 discípulos, formou a família dos 12 irmãos menores. Elaborando uma breve regra, foi com estes a Roma, recebendo o consentimento do Papa Inocêncio III para a fundação da sua Ordem.
Regressando a Assis, os frades construíram as suas habitações em choupanas e dividiam as actividades entre a oração, a ajuda aos pobres, os cuidados aos leprosos e pregações nas cidades; também se dedicavam às actividades missionárias, indo 2 a 2 a lugares distantes e pagãos.
Francisco de Assis assistiu ao crescimento da Ordem que fundou, vendo-a a ultrapassar fronteiras, ainda no ano de 1219 (Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França).
Nesse mesmo ano, Francisco de Assis desloca-se ao Egipto, em plena Cruzada, tendo-se encontrado com o Sultão Melek-el-Kamel. No ano seguinte, desloca-se a São João de Acre e visita a Terra Santa.
Antes de falecer, Francisco de Assis deslocou-se em pregação ao sul de Itália, Bolonha, Inglaterra, Alverne e Ancona.
Em 1224, num monte chamado Alverne, é estigmatizado com as Chagas de Cristo, que se mantiveram vivas até ao fim da sua vida, dois anos depois.
Praticamente cego e fisicamente debilitado, morre na tarde do dia 03 de Outubro de 1226, tendo sido sepultado na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.
Dois anos depois, Francisco de Assis é canonizado, tendo as suas relíquias sido transladadas para a nova basílica em 1230.
No Séc. XVI, foi construído na cidade de Portimão o Convento de São Francisco, actualmente em ruínas.

TOPONÍMIA:

O Beco de São Francisco localiza-se na Estrada da Rocha, na zona do Estremal (ou Estrumal), em frente do local onde antes funcionou a Fábrica de São Francisco, no bairro operário construído no início do Século XX. A Fábrica de São Francisco foi fundada por João António Júdice Fialho.
Ao longo de várias décadas a zona do Estremal sofreu de problemas com inundações.
Actualmente, este beco, que tinha o nome pintado na lateral de uma casa, encontra-se fechado com um portão, desconhecendo se se mantém público ou é propriedade privada.

LIGAÇÕES:

O Beco de São Francisco tem a sua única ligação com a Estrada da Rocha.

Inundação na Estrada da Rocha vendo-se, ao lado da casa rosa os portões do Beco de São Francisco (foto da página Costumes e Tradições de Portimão)

BECO DA SARDINHEIRA

Topónimo anterior: Inexistente

A Sardinheira é um dos nomes populares da malva. Pode ainda significar: uma vendedora de sardinhas e, ou, uma rede de cercar utilizada na pesca da sardinha.

Cultivada como planta ornamental pela beleza das suas flores, a malva (Malva sylvestris L.) é uma planta pertencente à família das Malváceas, originária da Europa, que pode atingir até cerca de 1 metro de altura. Popularmente, recebe vários nomes, como malva-de-botica, malva-maior ou malva-selvagem. É uma planta usada em fitoterapia e apreciada como hortaliça desde o século VIII a.C. Suas folhas são mais usadas na medicina popular, entretanto, as flores da malva constam das farmacopéias da Itália, França, Alemanha e da Suíça. Além disso, em muitos países da Europa, as flores secas são muito mais consumidas do que as folhas.Ainda como medicinal, a malva também é aplicada na veterinária, nos casos de prisão de ventre de animais domésticos, principalmente em cães.A planta contém mucilagens, antocianina, tanino e um óleo essencial volátil com propriedades calmantes, emolientes e laxativas. O uso da malva é indicado nas inflamações da boca (aftas e gengivites) e garganta, principalmente na forma de gargarejos. O chá é usado em casos de prisão de ventre, úlceras e gastrite. Na forma de emplastro, a malva é recomendada para tratar abcessos e as compressas feitas com as folhas são consideradas ótimas para aliviar queimaduras de sol.
CultivoAs folhas da planta são bem verdes, com longos pecíolos, serreadas nas bordas e com pêlos ásperos, embora moles e macios ao tato. Já as flores são bem características: quando totalmente abertas, apresentam cinco pétalas afastadas, estreitas na base, largas e chanfradas na parte superior, a coloração é rósea e o florescimento se dá nos meses mais quentes do ano e, dependendo da região, pode ocorrer do final da primavera até meados do outono.Esta planta vegeta espontaneamente nos continentes europeu, africano e americano. No Brasil, desenvolve-se bem em locais de clima mais ameno, como a região Sul. A Malva sylvestris L. não deve ser confundida com outras plantas existentes no Brasil ou no exterior e conhecidas pelo mesmo nome popular de "malva", pertencentes a outras espécies ou gêneros como Pavonia, Sida, Althaea, Abutilon, Eremanthus, etc. Dos 40 gêneros da família das malváceas existentes no mundo, 20 deles são encontrados na flora indígena brasileira, ou são cultivados, como o algodoeiro, o quiabo, a altéia, etc. Do gênero "malva", existem umas 30 espécies e é preciso muito cuidado com as confusões, pois as finalidades medicinais de algumas malvas são diferentes.A malva propaga-se por meio de sementes, divisão de touceiras ou estaquia. Embora seja nativa de climas temperados, a malva tolera climas mais quentes. Seu cultivo exige luz solar direta pelo menos 4 horas por dia e recomenda-se proteger a planta contra geadas e frio intenso. Em regiões onde o inverno é muito rigoroso, a malva comporta-se como planta anual.
Solo ideal: rico em matéria orgânica
Regas: freqüente durante a fase de formação dos botões florais e espaçadas nos outros períodos;
Cuidados gerais: controlar a invasão de ervas daninhas e evitar a umidade excessiva, que pode provocar a proliferação de fungos;
Colheita: as folhas da malva devem ser colhidas durante o período de floração e as flores, antes da abertura dos botões florais.
Curiosidades:Na Itália renascentista, a malva era considerada um remédio para todos os males. Suas flores entravam no preparo de um chá usado nos conventos como anafrodisíaco, ou seja, como "amansador" do desejo sexual. Na Antigüidade, acreditava-se que uma poção à base de sumo de malva evitava as indisposições durante todo o dia. Já os pitagóricos consideravam-na uma planta sagrada, que libertava o espírito da escravidão das paixões. Carlos Magno apreciava a malva como planta ornamental, em seus jardins imperiais.

(Texto original retirado da página http://www.jardimdeflores.com.br/ERVAS/A09malva.htm, da autoria da jornalista e editora brasileira Rose Aielo Blanco, pela elevada qualidade do mesmo).


TOPONÍMIA:

O Beco da Sardinheira localiza-se entre o Sítio de Vale de França e a Praia do Vau, sendo uma artéria recente, numa urbanização composta por vivendas.


LIGAÇÕES:

O Beco da Sardinheira apenas tem ligação com a Avenida João Paulo II

BECO DA MANJERONA

Topónimo anterior: Inexistente
Conta uma lenda que o príncipe Amáraco, filho do rei de Chipre, dedicava-se à arte de fabricar perfumes. Um dia, ele conseguiu criar uma fragrância única, surpreendentemente agradável, e ficou maravilhado com sua criação mas, ao carregar o jarro que continha este perfume, deixou-o cair ao chão e quebrar-se, perdendo o raro perfume. Profundamente entristecido, o jovem começou a definhar, até morrer. Reconhecendo a dedicação do jovem príncipe, os deuses transformaram seu corpo sem vida numa planta muito aromática: a manjerona, também conhecida como amáraco.
Originária do nordeste da África e do Oriente Médio até a Índia, a manjerona (Origanum majorana L.; Majorana hortensis M.) é uma planta herbácea da família das Labiadas - a mesma da hortelã, melissa, orégano, tomilho, alecrim e manjericão. Acredita-se que a manjerona foi introduzida no Ocidente durante a Idade Média, possivelmente pelas Cruzadas. Popularmente, a manjerona também é conhecida como manjerona-verdadeira, majerona-inglesa, flor-de-himeneu, majerona-hortensis e amáraco.
A mitologia grega faz referência à manjerona como a erva preferida de Afrodite, a deusa do amor, que a teria usado para curar as feridas de Enéias. Aliás, para o povo grego, a planta era símbolo da felicidade, tanto que era plantada na frente das casas como sinal de boas-vindas. Gregos e romanos a usavam para tecer coroas para os recém-casados e até hoje a erva é associada à felicidade conjugal. Usada na Antigüidade como afrodisíaco, também apresentava propriedades relaxantes: o poeta Virgílio destaca seus poderes para favorecer um sono repousante e tranqüilo. O responsável pelas propriedades medicinais da manjerona é seu princípio ativo, constituído por tanino e óleo essencial, que garante o efeito expectorante e digestivo. Na forma de chá, a erva pode ajudar no tratamento contra o reumatismo e todas as formas de artrite. A inalação feita com a erva ajuda a eliminar o muco nas gripes e resfriados, prevenindo sinusites. Na cosmética caseira, a planta é usada em banhos relaxantes e como tônico capilar. Na aromaterapia, sua fragrância suave e calmante aquece e reconforta, daí sua ação benéfica sobre o sistema nervoso. O óleo essencial atua positivamente no metabolismo e nos órgãos genitais.
Com tantas virtudes fitoterápicas e aromáticas, a manjerona acabou chegando à cozinha. E com boas razões, pois a erva enriquece o sabor dos alimentos e ainda estimula os processos digestivos. De odor penetrante, sabor quente e levemente picante, a manjerona pode substituir o tomilho (ou ser combinada com ele) em algumas receitas, sendo o condimento preferido para temperar assados, molhos para carnes, costeletas, etc. Nas pizzas e molhos de tomate, cumpre com louvor a função do orégano. É preciso observar, porém, que a manjerona é mais doce e perfumada que estas ervas.
Planta herbácea de caule quadrangular, um pouco lenhoso na base e flexível na parte superior, a manjerona forma pequenas touceiras de 30 a 60 cm de altura. As folhas são pequenas - medem até 2 cm de comprimento -, ovais, opostas, pecioladas, de coloração verde-acinzentada na face superior e aveludadas na face inferior. As flores, de coloração branca, violácea ou rosada, também são pequenas. As flores abertas são muito procuradas pelas abelhas e borboletas. Os botões ainda fechados guardam as flores quase escondidas por brácteas nodosas. O fruto produz sementes muito finas, semelhantes às do manjericão, mas a manjerona só gera as sementes depois que a planta atinge dois anos de vida. Aliás, algumas semelhanças entre a manjerona, o orégano e o manjericão já geraram grandes confusões. Por muitos séculos, a manjerona foi confundida com o orégano e, pelo menos em relação ao nome comum, a confusão persiste até hoje. O orégano às vezes é vulgarmente chamado "manjerona silvestre" ou "manjerona selvagem".
A manjerona pode se propagar por sementes, divisão de touceiras ou estaquia. É uma planta perene em regiões de clima quente, porém, em climas muito frios é anual por não suportar temperaturas muito baixas. A planta gosta de solos arenosos ou areno-argilosos, ricos em matéria orgânica e com boa drenagem, com pH entre 6,0 e 7,0. O clima úmido é ideal, entretanto, é preciso atenção: o solo não deve ser excessiva e constantemente molhado. As plantas que crescem e se desenvolvem em climas secos e com temperaturas elevadas adquirem um sabor mais apimentado e apresentam odor mais forte, penetrante e amargo.
Quando o objetivo do plantio for apenas as folhas, sem as flores, é recomendável retirar as pontas dos ramos que ameaçam formar os futuros órgãos florais e flores. Isso pode ser feito com o auxílio de uma tesoura ou simplesmente com os dedos Assim, as folhas se desenvolverão mais vigorosas. Já para a colheita de flores, a planta florida deve ser cortada no momento em que as primeiras flores se abrem, mas antes que os demais botões florais na mesma haste tenham se aberto completamente.
Usos:
Na Europa, o suco da manjerona já foi muito usado para lustrar móveis e tingir lãs de vermelho-púrpura. Hoje, em muitos países, indústrias especializadas utilizam a erva para aromatizar bebidas, condimentos, carnes, sopas em pó, sorvetes, balas, etc. Como relaxante, a manjerona pode ser combinada com o alecrim e a menta, no preparo de um delicioso banho calmante. O vinagre feito com a erva também pode ser misturado na água do banho ou friccionado no corpo para se recuperar do cansaço físico.
Dicas de cultivo:
Luminosidade: sol pleno, principalmente em locais de clima frio. Solo: leve e rico em matéria orgânica Adubação: recomenda-se a adubação orgânica, mas pode-se aplicar de forma moderada, fertilizantes químicos ricos em fósforo (P) e nitrogênio (N). Regas: sempre quando o solo se apresentar seco na superfície. Melhor época para o plantio: por sementes o ideal é na primavera, por estacas de galhos pode-se plantar em qualquer época do ano.
(Texto original retirado da página http://www.jardimdeflores.com.br/ERVAS/A27manjerona.htm, da autoria da jornalista e editora brasileira Rose Aielo Blanco, pela elevada qualidade do mesmo).
TOPONÍMIA:
O Beco da Manjerona localiza-se na Urbanização do Fojo, sendo uma artéria recente.
LIGAÇÕES:
O Beco da Manjerona apenas tem ligação com a Rua da Alfazema

BECO CATARINA EUFÉMIA - FIGUEIRA

Topónimo anterior: Inexistente
Catarina Efigénia Sabino Eufémia (13.02.1928-19.05.1954)

Ceifeira alentejana analfabeta, nasceu na aldeia de Baleizão, no concelho de Beja.
A vida de Catarina Eufémia poderia ser igual à de qualquer outra mulher da sua condição e do seu tempo, não fora a tragédia pessoal que a elevou a símbolo da resistência ao regime salazarista.
Mãe de três filhos, o mais novo com oito meses de vida, no dia 19 de Maio de 1954 foi, juntamente com 13 outras ceifeiras reclamar com o feitor da propriedade onde trabalhavam para obter um aumento de 2 escudos pelo trabalho, iniciando uma greve.
Temendo o resultado de tal reclamação, o feitor deslocou-se a Beja para chamar o proprietário e a G.N.R.
Escolhida pelas colegas para apresentar as suas reivindicações, a uma pergunta do tenente Carrajola, Catarina terá respondido que só queriam “trabalho e pão”, o que lhe valeu uma bofetada que a atirou ao chão.
Levantando-se, a mulher terá dito: “Já agora mate-me!”
O tenente terá, então, disparado três balas, que a atingiram nas costas, estilhaçando-lhe as vértebras, insensível ao facto de Catarina ter o seu filho mais pequeno nos braços.
Temendo a reacção da população, as autoridades decidiram realizar o seu funeral às escondidas, antecipando-o relativamente à hora que fizeram constar. Apercebendo-se disso, a população correu para o caixão com gritos de protesto, o que originou uma violenta repressão policial, que espancou os familiares da falecida, os seus colegas de trabalho e gentes simples de Beja.
Catarina Eufémia acabou por ser sepultada em Quintos, a terra natal do seu marido.
Só em 1974, após o 25 de Abril, os seus restos mortais foram transladados para Baleizão.
A sua morte e a repressão policial que ocorreu no seu funeral tornaram Catarina Eufémia um símbolo da resistência anti-fascista, enquanto o Partido Comunista Português a adoptava como ícone da resistência no Alentejo.
Sophia de Mello Breyner, Carlos Aboim Inglez, Eduardo Valente da Fonseca, Francisco Miguel Duarte, José Carlos Ary dos Santos, Maria Luísa Vilão Palma e António Vicente Campinas dedicaram-lhe poemas, tendo o deste último sido musicado por Zeca Afonso.
TOPONIMIA:
O Beco Catarina Eufémia localiza-se na Figueira, freguesia da Mexilhoeira Grande.
LIGAÇÕES:
O Beco Catarina Eufémia tem como única ligação a Rua 25 de Abril, na Figueira.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ALAMEDA DA REPÚBLICA

Topónimo anterior: Largo do Pelourinho, Rossio, Largo do Colégio, Largo Rei D. Carlos I, Largo da República, Praça da República, Alameda da República (O topónimo Alameda da República não é o seu nome oficial, mas é o que resulta da construção da Alameda no local que se designa Praça da República)
A Revolução republicana teve início em Lisboa na madrugada do dia 4 para 5 de Outubro de 1910. A iniciativa partiu de organizações diversas, enquadradas pela carbonária e militares, a ela tendo rapidamente aderido a maioria da população. O exército afecto à monarquia não conseguiu organizar-se a tempo o que permitiu o triunfo dos revoltosos.
Na manhã do dia 5, dirigentes do Partido Republicano Português assomando à varanda do edifício da Câmara Municipal de Lisboa, proclamaram a Implantação da República em Portugal.
Entretanto foi criado um governo provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga.
Depois de muitas peripécias foi adoptada uma nova bandeira, esta com cores de raiz carbonária, a que temos hoje: vermelha e verde, e o hino passou a ser A Portuguesa, até aí, uma marcha que havia sido composta por Alfredo Keil {música} e Henrique Lopes de Mendonça {letra} em 1890, como hino de desagravo relativamente ao Ultimatum britânico.
O Texto constitucional foi aprovado, após amplo debate, em 21 de Agosto de 1911, pela Assembleia Nacional Constituinte, que havia sido eleita por sufrágio directo, em consequência da Revolução republicana.
A Constituição Republicana ficou conhecida como a Constituição de 1911.
Em 1911, 70% da população portuguesa era analfabeta. Portugal necessitava de trabalhadores mais instruídos e habilitados de forma a acompanharem a evolução das tecnologias que iam chegando de além fronteiras, nos variados ramos da indústria. Assim, os governos republicanos irão tomar medidas de forma a melhorar a instrução dos portugueses, tendo para tal:
. Criado o ensino infantil dos 4 aos 7 anos de idade;
. Legislado quanto ao ensino primário obrigatório e gratuito para as crianças entre os 7 e os 10 anos;
. Construídas novas escolas do ensino primário e técnico {escolas agrícolas, comerciais e industriais};
. Fundado Escolas Normais destinadas a formar professores primários;
. Construído Institutos Superiores de ensino técnico;
. Fundado as Universidades de Lisboa e do Porto e reformado a de Coimbra.
No campo da actividade laboral, os trabalhadores, nomeadamente os operários, possuíam condições de vida quase miseráveis: salários baixos, horário de trabalho com média de doze horas diárias, más condições de higiene e segurança no trabalho, e por aí fora. Por tal facto, os republicanos tomaram como uma das suas «bandeiras», o direito ao trabalho e à justiça social, o que, não foi alcançado na prática.
(Texto do Prof. Dr. Pedro Pereira, gentilmente cedido para este blogue)

TOPONÍMIA:
A Praça da República, popularmente chamada de Alameda da República, resulta da união de 2 largos distintos, cuja história se pretende agora contar isoladamente.
Largo do Pelourinho: Este topónimo deve-se à existência do antigo pelourinho de Portimão neste largo, sendo igualmente o local onde se localizava a forca da vila, para execução dos condenados. Esse pelourinho não era aquele que esteve em frente à Câmara Municipal de Portimão, mas outro mais antigo, que foi destruído com a implantação da República.
Em 1897, devido à Visita Régia a Portimão, a Câmara Municipal decidiu alterar o topónimo desse espaço para Largo Rei D. Carlos I.
Em 1910, este largo passou a estar unido, em termos toponímicos, ao Rossio, passando ambos a ter a designação de Largo da República.
Largo do Rossio: Também chamado de Largo do Colégio, por ficar em frente à Igreja do Colégio de São Camilo, aqui se realizava a feira anual de São Martinho e as festas de carnaval. Uma das áreas nobres de Vila Nova de Portimão até ao início do Século XX, quando foi tomada a polémica decisão de edificar o mercado da verdura nesse espaço. A decisão de construir um novo Mercado de Frutas e Hortaliças no Largo do Pelourinho, adjacente ao Rossio, foi tomada em 1913, tendo sido inaugurado no dia 24 de Maio de 1914, no mesmo dia que o Matadouro Municipal. A decisão de construir este equipamento nesse local gerou tanta ou mais polémica, como a decisão de o mandar demolir em finais do Século XX. Segundo as Actas de Vereação, a edificação deveria respeitar o afastamento de 15 metros em relação à Igreja do Colégio e estar alinhado com o cunhal da casa das senhoras Branquinhos. No entanto, nem todos gostaram da ideia de ver aquele espaço de reunião e festa ocupado com um imóvel de tamanha dimensão. Na reunião da Comissão Executiva Municipal, consta que: “o cidadão administrador do concelho, pedindo a palavra, disse que muito desejava que nesta acta ficasse consignado um voto de protesto que ele em seu nome e no das Comissões do Partido Democrático, desta localidade, fazem contra a edificação do projectado mercado de Frutas e Hortaliças em frente ao edifício do Colégio de São Camilo, desta referida vila, cujo edifício vai ficar altamente prejudicado com a citada construção no aludido lugar.” Apesar dos protestos, do próprio administrador, o mercado foi efectivamente construído, originando uma alteração profunda no circuito comercial de Vila Nova de Portimão e criando uma nova centralidade, que veio a ser complementada com a inauguração da Estação de Caminho-de-Ferro na década seguinte. No interior do edifício do mercado, encontravam-se os vendedores com lugar cativo, tendo-se ainda fixado barbearias e talhos, enquanto no exterior se juntava uma verdadeira feira de produtores, vendedores ambulantes e artesãos aos domingos. Embora tivesse uma valência comercial, o mercado viria a ser animado por bailes populares, como aqueles que se realizavam ao som da Troupe Jovial Jazz.
Na reunião da Comissão Municipal Republicana de 10 de Outubro de 1910, o Largo Rei D. Carlos I e o Largo do Rossio passaram a formar um só, com o topónimo de Largo da República. Nessa altura o largo ainda formava uma praça fechada, devido à existência de dois prédios que ligavam o antigo edifício dos bombeiros ao edifício do colégio, as quais foram demolidas para ser aberta a Avenida São João de Deus.
LIGAÇÕES:
A Alameda da República tem ligação com as seguintes artérias: Rua do Bispo Dom D. Coutinho, Rua Luís Alves Antão, Rua do Comércio, Rua Diogo Gonçalves, Rua França Borges, Avenida São João de Deus, Rua Projectada à Mouzinho de Albuquerque, Rua Manuel José d'Alvor, Rua António Barbudo, Rua Francisco Luís Amado, Rua do Colégio, Rua Manuel Dias Barão, Rua Vasco da Gama, Rua João Anes e Rua Diogo Tomé.
Rossio em 1900 (in Monografia de Vila Nova de Portimão)
Mercado da Verdura (Foto de Luís Urbano Santos)
Mercado da Verdura (Foto de José Augusto Salvador)
Carros dos bombeiros em frente ao antigo quartel, na Praça da República (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)
Praça da República com neve (Foto de Júlio Bernardo)
Praça da República nos anos 1950 (Colecção particular)
Antigo Quartel dos Bombeiros (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)
Antigo Quartel dos Bombeiros - parte lateral (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)
Vista aérea da Praça da República (Arquivo da C.M.P.)
Antigo Quartel dos Bombeiros (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)
Vendedores da antiga praça do peixe (Colecção de Manuel Mendonça)
Parque de estacionamento no espaço do antigo mercado do peixe (Colecção de Manuel Mendonça)
Igreja do Colégio (Arquivo da C.M.P.)
Praça da Verdura (Colecção de Manuel Mendonça)
Alameda da República em 2010 (Foto de Nuno Campos Inácio)
Alameda da República (Foto de João Valongo)
Alameda da República (Foto de João Valongo)