domingo, 10 de abril de 2011

ESTRADA DO VAU

Topónimo anterior: Inexistente
A Estrada do Vau deve o seu topónimo ao facto de ser o caminho de ligação entre a Praia da Rocha e a Praia do Vau.

A Praia do Vau deve o seu topónimo ao facto de ser o local onde se passava a vau, ou seja, uma ribeira pouco profunda, que permitia uma passagem a pé, embora por dentro de água. Essa ribeira está actualmente encanada, mas continua a correr, principalmente no Inverno, como é visível no próprio areal da praia.

O topónimo Vau já existia no Século XVI, sendo referido no Livro do Almoxarifado de Silves.

A Estrada do Vau foi alargada nos anos 1940, para possibilitar o desenvolvimento da Praia do Vau como destino turístico.


LIGAÇÕES:


A Estrada do Vau tem início na Rua da Falésia. Tem ligação com as seguintes artérias: Avenida João Paulo II, Avenida das Comunidades Lusíadas e Avenida São Lourenço da Barrosa
Praia do Vau no início do Século XX, vendo-se o antigo e estreito caminho de terra batida (postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)
Praia do Vau nos anos 1940
Praia do Vau nos anos 1950 (Foto de Júlio Bernardo)
Estrada do Vau nos anos 1950 (foto de António Callapez)Estrada do Vau nos anos 1950 (foto de Francisco Oliveira) Estrada do Vau nos anos 1960 (Foto de Júlio Bernardo) Estrada do Vau
Estrada do Vau (Arquivo da C.M.P.)

ESTRADA DO CAVALO LUSITANO

Topónimo anterior: Inexistente

Montado há já cerca de 5000 anos, o mais antigo cavalo de sela do Mundo chega ao limiar do século XXI reconquistando o esplendor de há dois mil anos, quando Gregos e Romanos o reconheceram como o melhor cavalo de sela da antiguidade.

Cavalo de "sangue quente" como o Puro Sangue Inglês e o Puro Sangue Árabe, o Puro Sangue Lusitano é o produto de uma selecção de milhares de anos, o que lhe garante uma "empatia" com o cavaleiro superior a qualquer raça moderna.

Seleccionado como cavalo de raça e de combate ao longo dos séculos, é um cavalo versátil, cuja docilidade, agilidade e coragem, lhe permitem hoje competir em quase todas as modalidades do moderno desporto equestre, confrontando-se com os melhores especialistas. No limiar do ano 2000 o Puro Sangue Lusitano, volta a ser procurado como montada de desporto e de lazer, e como reprodutor pelas suas raras qualidades de carácter e antiguidade genética.

A sua raridade resulta de um pequeníssimo efectivo de cerca de 2000 éguas produtoras. Em Portugal, berço da raça, estão apenas em produção cerca de 1000 éguas, no Brasil 600, em França 200, distribuindo-se as restantes pelo México, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Itália, Canadá e Estados Unidos da América.

Hoje o efectivo da Raça Lusitana está em crescimento, sobretudo na Europa e no Brasil, onde há uma extraordinária progressão em quantidade e qualidade. Entre nós, a qualidade geral da produção tem aumentado muito,e tudo leva a crer que se venham a estabelecer novas linhas dentro da Raça, contribuindo para o seu progresso e assegurando a sua vitalidade.

No século XXI, O Puro Sangue Lusitano será sempre o cavalo por excelência para a Arte Equestre e para o Toureio, mas, para além de ser o cavalo que dá maior prazer montar, continuará a surpreender pela sua natural aptidão para os obsctáculos, e para o Ensino e Atrelagem de Competição.

A institucionalização oficial do Stud-Book da Raça Lusitana, foi sem dúvida, um passo decisivo, no progresso da mesma, ao condicionar a admissão de reprodutores aos requisitos mínimos do respectivo padrão, dando origem a um generalizado e criterioso trabalho de selecção, facultando o conhecimento aprofundado das geneologias, permitindo perpetuar e tirar partido das linhas formadas a partir da insistência em determinados reprodutores (emparelhamento em linha).

Aliás para um processo zootécnico eficaz e relativamente rápido há que recorrer à selecção e à consanguinidade, sendo esta de evidente vantagem em aspectos que interessam ao criador, nomeadamente na pureza e uniformidade da raça e na consequente prepotência dos reprodutores obtidos. (in Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Puro Lusitano)

TOPONÍMIA:

A Estrada do Cavalo Lusitano deve o seu topónimo ao facto de ser a estrada de acesso ao Centro Hípico de Belmonte, onde se podem ver muitos exemplares desta espécie de cavalos.

LIGAÇÕES:

A Estrada do Cavalo Lusitano tem como única ligação a Estrada do Belmonte

ESTRADA DO BOM RETIRO

Topónimo anterior: Inexistente

A Quinta do Bom Retiro era uma propriedade agrícola, que se localizava na confluência entre a Ribeira de Boina e o Rio Arade, a nascente do actual Parque das Feiras e Exposições de Portimão.
A Quinta do Bom Retiro já existia com esse nome, pelo menos, desde o início do Século XIX, quando aparece referida nos registos paroquiais da freguesia de Portimão.

TOPONÍMIA:

O topónimo Estrada do Bom Retiro tem origem popular, devendo-se ao facto de ser o principal caminho de acesso à propriedade do Bom Retiro.
Nesta estrada encontra-se o Mercado Abastecedor de Portimão.

LIGAÇÕES:

A Estrada do Bom Retiro tem início na Rua Leandro Alvo Henrique e não tem qualquer ligação.

ESTRADA DO BELMONTE

Topónimo anterior: Inexistente
O termo Belmonte, no caso de Portimão, deriva do termo Belo Monte, como aparece nos paroquiais desta freguesia no Século XVII.
Antiga propriedade agrícola, o Quinta do Belmonte abrangia um cerro de altura elevada, que permitia uma excelente vista sobre Portimão e, também, sobre a Serra de Monchique.
Aqui se encontra o Centro Hípico de Belmonte e uma urbanização relativamente recente, embora a quase totalidade dos terrenos ainda seja agrícola.

TOPONIMIA:

A Estrada do Belmonte deve o seu topónimo a tradição popular, fazendo a ligação entre o Sítio do Poço Seco e o Sítio das Alfarrobeiras, na freguesia de Portimão, sendo o principal acesso ao Sítio de Belmonte.

LIGAÇÕES:

A Estrada de Belmonte tem início na Rua do Poço Seco e termina na Estrada das Alfarrobeiras. Tem ligação com as seguintes artérias: Estrada do Cavalo Lusitano, Rua Álvaro Ataíde, Rua Amadeu de Sousa Cardoso, Rua das Aroeiras, Rua do Cebolar, Rua das Amêndoas, Rua dos Pintassilgos e Rua Quinta do Marquez.

ESTRADA DO BARRANCO - ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente

Um barranco pode ser:

1 - Uma quebrada do terreno, alta e de forte pendente, ocasionado por chuva, deslizamento ou pela acção do homem.
2 - Vale profundo de encostas íngremes.
3 - Ribanceira de um rio.

TOPONIMIA:

A Estrada do Barranco passa por uma série de propriedades agrícolas, fazendo a ligação entre o Sítio das Alagoas e o Sítio da Má Partilha, ambas na freguesia de Alvor. É um topónimo de origem popular.

LIGAÇÕES:

A Estrada do Barranco tem início na Estrada das Alagoas e termina na Rua Principal - Má Partilha. Tem ligação com as seguintes artérias: Beco do Barranco, Rua Professor João de Deus e Rua do Areal.

ESTRADA DAS SESMARIAS - ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente


As Sesmarias eram parcelas de terra inculta, que os reis e os senhores feudais doavam para cultivo.
A palavra deriva do termo sesmo, que corresponde a uma sexta parte, por a terra ser inicialmente dividida em 6 parcelas. Quem ficava com a posse da terra, ficava sujeito a um encargo, uma percentagem da própria produção.
O sistema de Sesmarias já existe em Portugal desde o reinado de D. Afonso Henriques, o qual visava fixar a população à terra.
No Século XIV, D. Fernando criou a Lei das Sesmarias, que obrigava os donos das terras a cultivá-las ou a dá-las em cultivo, de forma a promover a produção agrícola. O mesmo sistema era adoptada nas colónias, como era o caso do Brasil.
No Algarve haviam várias Sesmarias, nomeadamente em Albufeira e em Alvor.
O Sítio das Sesmarias, em Alvor, já mantém esse topónimo, pelo menos, desde o Século XVII.

TOPONÍMIA:

A Estrada das Sesmarias deve o seu topónimo ao facto de ser a principal ligação à zona das Sesmarias. Antigas propriedades agrícolas, as Sesmarias têm sido alvo de urbanização recente, principalmente de moradias.

LIGAÇÕES:

A Estrada das Sesmarias tem início na Rua da Pedra e termina na Estrada das Castelhanas. Tem ligação com a Rua das Acácias

sábado, 9 de abril de 2011

ESTRADA DAS CASTELHANAS - ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente
Castelhano ou Castelhana significa relativo a Castela, reino de Espanha. A existência deste topónimo indica, provavelmente, que uma família castelhana terá fixado residência nesse sítio.
Na freguesia de Alvor, existe o apelido Castelhano desde finais do Séc. XVII e o Sítio das Castelhanas tem esse topónimo, pelo menos, desde meados do Século XIX.
Não será de estranhar a fixação de castelhanos em Alvor, pois existem documentadas famílias espanholas no município de Portimão desde, pelo menos, o Século XVI.

TOPONÍMIA:

A Estrada das Castelhanas deve o seu topónimo ao facto de ser o principal caminho para o Sítio das Castelhanas, em Alvor. É um topónimo de origem popular.

LIGAÇÕES:

A Estrada das Castelhanas tem início num caminho sem nome e termina na Rua do Paraíso. Faz ligação com as seguintes artérias: Estrada das Sesmarias e Travessa Amélia Rey Colaço

ESTRADA DAS ALFARROBEIRAS

Topónimo anterior: Inexistente
A Alfarrobeira é uma árvore mediterrânica, de folha perene, que atinge entre 10 e 20 metros de altura e tem como fruto comestivel a alfarroba.

Muito frequente na paisagem algarvia, a Alfarrobeira pode atingir mais de 1000 anos de vida.


TOPONÍMIA:


Embora este topónimo apenas tenha sido atribuído em 2010, esta estrada era conhecida por este nome por tradição popular. Caminho antigo, de acesso a grandes propriedades agrícolas, como a Quinta da Donalda ou o Morgado do Reguengo, estaria ladeado por várias Alfarrobeiras, provavelmente centenárias ou milenares. A Estrada das Alfarrobeiras liga o Chão das Donas ao Morgado do Reguengo.


LIGAÇÕES:


A Estrada das Alfarrobeiras tem início na Rua Poeta António Aleixo - Chão das Donas - e termina na Estrada Não Classificada Nº 21. Tem ligação com as seguintes artérias: Rua Ilda da Ascenção Moreira, Beco das Figueiras, Beco das Alfarrobeiras, Beco dos Tomilhos e Estrada do Belmonte.

ESTRADA DAS ALAGOAS - ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente
Alagoa é o termo antigo para designar uma lagoa, ou seja, um corpo de água com pouco fluxo, mas geralmente sem água estagnada. Podem ser naturais ou feitas pelo homem.

O Sítio das Alagoas sempre foi constituído por propriedades agrícolas, pelo que essas alagoas poderiam ser pequenas barragens feitas pelo homem para possibilitar um melhor controle da rega.



TOPONÍMIA:


A Estrada das Alagoas localiza-se na freguesia de Alvor e continua a ser um caminho que serve, principalmente, propriedades agrícolas.


LIGAÇÕES:


A Estrada das Alagoas tem início na Estrada Estrada Não Classificada Nº 35 e termina numa estrada sem nome. Tem ligação com as seguintes artérias: Estrada do Barranco, Rua das Alagoas e Rua de Goa Damão e Diu.

ESTRADA DA FONTE - MEXILHOEIRA GRANDE

Topónimo anterior: Inexistente
A Estrada da Fonte deve o seu topónimo ao facto de ser o principal acesso à Fonte Santa.

A Fonte Santa é uma fonte ou nascente extremamente antiga, a cujas àguas eram atribuídos poderes curativos.

Segundo a lenda, a imagem de Nossa Senhora do Verde terá sido encontrada nesta fonte. Temos, assim, uma ligação próxima entre a fonte e o culto da água - pagão -, existente na região desde a época romana.

Em 1751 a fonte terá secado, apenas voltando a bortar água em Junho de 1757, ano extremamente quente, o que renovou a visão santificada desta fonte.


TOPONÍMIA:


A Estrada da Fonte deve o seu topónimo à tradição popular, que o manteve ao longo dos séculos. É a estrada que serve de ligação interior entre as povoações da Figueira e da Mexilhoeira Grande.


LIGAÇÕES:


A Estrada da Fonte tem início na Rua Principal, na povoação da Figueira e termina na Rua Francisco Brivar, na Mexilhoeira Grande. Tem ligações com as seguintes artérias: Caminho Municipal 1145 e Rua de São Pedro, além de outros caminhos sem nome.

domingo, 3 de abril de 2011

ESTRADA DE MONCHIQUE

Topónimo anterior: Inexistente

O Km 0 da Estrada de Monchique

TOPONÍMIA:

O topónimo Estrada de Monchique deve-se ao facto de ser o caminho de acesso a essa vila algarvia.

Pela Estrada de Monchique passaram, ao longo dos séculos, as pessoas e os produtos da Serra de Monchique para a, então, Vila Nova de Portimão. Tais pessoas e produtos percorriam este caminho e entravam na vila pelas Portas da Serra (depois de subirem pela Estrada Velha - nome antigo da Rua Dr. Manuel de Almeida -, uma vez que não existia a Rua Infante D. Henrique.

No primeiro quartel do Século XX, a Estrada de Monchique foi rasgada pela linha de caminho-de-caminho de ferro, tendo a proximidade à estação e o aumento do trânsito e trocas comerciais levado à construção das primeiras casas, próximo da passagem de nível. Até aos anos 1990, a passagem de nível da Estrada de Monchique tornava caótica a entrada na cidade, originando filas com dezenas de quilómetros, sobretudo no Verão.

Em meados do Século XX, a expansão urbana de Portimão deu origem ao aparecimento de bairros habitacionais ao longo desta via, como as casas mais antigas junto à Caldeira do Moinho e a Urbanização das Cardosas.

Na Estrada de Monchique foi construída uma panificadora, que ainda labora, embora parte do edifício tenha sido adaptado para instalações de formação do Centro de Emprego de Portimão.

Na última década a propriedade agrícola localizada junto à passagem de nível foi urbanizada, dando origem à Urbanização das Romãnzeiras. Felizmente tiveram o cuidado de preservar o tanque e a nora dessa propriedade.

LIGAÇÕES:

A Estrada de Monchique tem início na Rua Infante D. Henrique e termina na Estrada Nacional 124. Tem ligação com as seguintes artérias: Largo Gil Eanes, Rua Projectada à Caldeira do Moinho, Rua das Romãnzeiras, Rua do Moleiro, Travessa António Rocha Silveira e Avenida Paul Harris.


Estrada de Monchique (foto da página Costumes e Tradições de Portimão)

Estrada de Monchique em 2011
Panificadora da Estrada de Monchique

Passagem de nível da Estrada de Monchique
O Tanque a Nora da Estrada de Monchique
Estrada de Monchique

ESTRADA DE ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente
TOPONÍMIA:


A estrada de Alvor deve o seu nome ao facto que ser o caminho que liga Portimão a Alvor desde a existência das duas localidades. O nome variava conforme o local de onde se partir: para quem estava em Portimão era a Estrada de Alvor; para quem estava em Alvor era o caminho de Vila Nova, como aparece no Livro de Almoxarifado de Silves do Século XVI. Talvez pela importância desta estrada, justificou-se a urbanização da Rua Direita e a existência da Porta de São João, que servia de entrada e saída dos produtos que faziam este caminho.

Por esta estrada passou o cortejo fúnebre de D. João II, saído de Alvor com destino à Sé de Silves, primeira sepultura do rei.

Ao longo dessa estrada localizava-se a Capela de São Sebastião, que veio dar o nome à urbanização de São Sebastião, cujas edificações, iniciadas em meados do Século XX, ladeavam essa via.

Antes com dois sentidos e sem passeios, veio a ser requalificada após a abertura da Avenida das Olimpiadas, passando a ter um único sentido. Essa requalificação surgiu, no entanto, demasiado tarde para evitar um dos mais trágicos acidentes que ocorrerem na cidade de Portimão quando, em Abril de 1992, uma mãe com duas filhas gémeas (de 6 anos de idade) foram fatalmente atropeladas por um condutor alcoolizado.

Na Estrada de Alvor localiza-se a Escola EB1 Major David Neto (anteriormente designada por escola primária da Estrada de Alvor) e desenvolveram-se as urbanizações da Malata, Três Bicos, São Sebastião e Cerro Ruivo.

LIGAÇÕES:


A Estrada de Alvor tem início na Rua Direita e termina na EM 531 -1B. Tem ligações com as seguintes artérias: Rua Manuel José d'Alvor, Rua João da Cruz, Rua Mouzinho de Albuquerque, Praceta Major David Neto, Travessa Pé da Cruz, Rua das Hortas, Rua Armando Miranda, Rua Engenheiro Amaro da Costa, Avenida São Lourenço da Barrosa, Rua da Quintinha, Rua Frei Pedro de Sousa, Rua dos Três Bicos, Travessa do Lote 74, Rua das Glicínias, Rua Dom Nuno Álvares Pereira, Avenida Gil Vicente, Rua Jaime Banho Dias Cordeiro, Rua do Cerro Ruivo, Avenida das Olimpíadas e Rua João Marques Palma.

Estrada de Alvor (Zona do Cerro Ruivo)
Estrada de Alvor (Zona de São Sebastião)

ESTRADA DA SENHORA DA SAÚDE

Topónimo anterior: Inexistente
A devoção a Nossa Senhora da Saúde é uma das mais antigas e tradicionais do Catolicismo. Relatos remontam à IV Cruzada, em 1202, quando Henrique Dandolo, capitão da frota veneziana enviou de Constantinopla para Veneza uma imagem da Virgem que os acompanhara nos campos de batalha e aquela foi colocada na basílica de São Marcos. Quando da peste em Veneza, os cristãos suplicaram à Virgem e o flagelo diminuiu. Então, foi erguida uma igreja dedicada a Santa Maria da Saúde. Outros relatos remetem ao ano de 1568, quando da peste em Portugal. À época, os cristãos pediram a Nossa Senhora que diminuísse os horrores da epidemia e, tendo sido atendidos, ergueram uma igreja e fundaram a Confraria de Nossa Senhora da Saúde. Uma das invocações de Nossa Senhora desde os princípios do Cristianismo é Saúde dos Enfermos e muitos doutores da Igreja citam sua súplica constante a Jesus por aqueles que sofrem. Um dos fundamentos de tal devoção está na presença constante de Maria junto a Jesus, tendo presenciado muitas de Suas curas. Maria, durante sua vida, nunca praticou curas ou milagres, mas intercedeu junto a Jesus pelos sofredores e pelos necessitados. (in http://www.igreja-catolica.com)

TOPONÍMIA:


O topónimo Estrada da Senhora da Saúde deve-se à proximidade das ruínas da ermida dedicada a Nossa Senhora da Saúde, uma das mais antigas de Portimão.

No livro Memória Monográfica de Portimão, o Padre José Gonçalves Vieira refere: "a dois Kilometros ao norte da Villa, n'uma pequena elevação, d'onde se disfructa uma vista agradavel. Fazia-se n'esta ermida, no domingo seguinte à Natividade da Virgem, uma romaria concorridissima de povos visinhos e distantes. Abatida a abobada, e arruinada a ermida, a imagem passou para a matriz de Portimão, onde continua a romaria. O Prior recebe as oblatas, que lhe estão computadas na congrua, e custeia a festividade. Uma Junta da Parochia vendeu, não sei com que titulos, a ermida arruinada e seu logradouro, que era passal do Prior."

O que resta desta ermida é a ruina que se vê, no alto do monte, à esquerda, para quem entra em Portimão pelo IC4 (Ponte Nova).


LIGAÇÕES:


A Estrada da Senhora da Saúde tem início na Estrada Nacional 124 e termina na ETAR de Portimão. Tem ligação com a Rua Leandro Alvo Henrique e com a Estrada Não Classificada 29 (Estrada da Companheira).

domingo, 27 de março de 2011

ESTRADA DA ROCHA

Topónimo anterior: Inexistente
Gravura de Portimão de 1818


Como se pode verificar pela gravura, no início do Século XIX a água chegava à actual Estrada da Rocha, que não era mais do que um caminho de terra batida.

A Estrada da Rocha era, no entanto, a principal ligação entre Vila Nova de Portimão e a Praia da Rocha. Nela localiza-se, há séculos, o Convento de São Francisco e o sítio do Estremal, conhecido actualmente por Estrumal.

Não havendo dúvidas sobre a origem do topónimo Estrada da Rocha, já o mesmo não acontece com o topónimo Estrumal. Será Estrumal, ou Estremal? Essa zona vem referida no Livro do Almoxarifado de Silves do Século XVI, como sendo um esteiro da Casa da Rainha aforada a Baltazar de Melo e sua mulher, tendo por limites a cerca do mosteiro de Nossa Senhora da Esperança, terra dos sobreditos que chama do Pontal até à Rocha, pagando os mesmos 150 Réis por ano no dia de Santa Iria.

Pela leitura efectuada pelo Dr. Miguel Côrte-Real, o topónimo aparece, no Século XVI, com a grafia "Estrebial".

Para percebermos melhor qual será o verdadeiro topónimo do local, importa referir que, nesta época, os direitos de Vila Nova de Portimão pertenciam ao Conde Dom Martinho Castelo Branco e não à Casa da Rainha, como é referido no próprio Livro do Almoxarifado: "Os mais direitos da dita villa se não escrevem aqui por os pesuir Dom Martinho de Castello Bramquo a quem pertençem per suas doações e a dita senhora não pesue outro nehuum direito na dita villa"...

Deste modo, pertencendo este esteiro à Casa da Rainha, tal significa que o mesmo já se encontrava fora dos limites da vila. Aliás, a propriedade começava na cerca do convento e seguia para o Pontal até à Rocha, não pertencendo tais terras ao Conde de Vila Nova de Portimão, pelo que não será errado concluirmos que o convento marcava uma das estremas da jurisdição do conde.

Pegando agora no topónimo do Século XVI "Estrebial" facilmente se percebe que o topónimo original não é Estrumal (de estrume), mas sim Estremal (de estrema). Tal modificação do topónimo terá tido origem na pronuncia algarvia, uma vez que, em bom portimonense, tanto se diz "estremera da Câmara" para se referir à estrumeira da Câmara, como se diz "estremera" para se referir à estrema.

Não se sabe em que época a propriedade passou de mão mas, em 1903, o Estremal constituia a Quinta da Foz do Arade, sendo proprietário Francisco Bivar Weinholtz que, nesse ano, a arrendou a João António Júdice Fialho (para mais informações ver a obra Portimão - Industriais Conserveiros, da Prof. Dr.ª Maria João Raminhos Duarte). Em 15 de Maio de 1904, entrou em laboração a Fábrica de São Francisco, instalada nesse local, transformando radicalmente o caminho da vila para a Rocha. Júdice Fialho veio a adquirir, em 1911, essa parte da quinta.

A instalação da fábrica levou à construção do bairro operário do Estremal, disposto em ambos os lados da estrada, que se vê na foto abaixo.

Nas décadas de 1970/1980, deu-se o aterro que permitiu a construção do porto comercial e do cais da marinha, alterando ainda mais as características dessa zona. Nos anos 1990, as casas do lado esquerdo da estrada foram demolidas, permitindo o alargamento da estrada e uma melhor visualização da zona do porto.

A Estrada da Rocha era, frequentemente, assolada por inundações.


TOPONÍMIA:


Como já vimos, a Estrada da Rocha deve o seu topónimo ao facto de ser a principal ligação entre Portimão e a Praia da Rocha. Será um topónimo estremamente antigo, pois já no Século XVI a Rocha tinha o nome actual e a estrada de ligação era a mesma. Sabemos que a zona da Estrada da Rocha era povoada ainda no Século XV pois, quando Simão Correia decidiu mandar construir o convento, fê-lo adaptando uma igreja que se encontrava nesse local (que constitui a nave da igreja actual) e destruindo as casas aí existentes. Importa salientar que, nesse local, havia uma igreja e não uma simples capela, pelo que o número de habitantes já seria considerável. De referir, ainda, que grande parte da estrada era a margem do rio.

Nos últimos anos do Século XIX, início do Século XX, a Estrada da Rocha viu surgir as fábricas de conserva de peixe: São Francisco, de Júdice Fialho; Facho; e S. Francisco, de Feu Hermanos (actual museu), que lhe deram grande vida, tal como o estaleiro da Casa Feu.

Com o nascimento do turísmo, nas décadas de 1910/1920, ao longo da Estrada da Rocha, os operários fabris misturavam-se com os turistas e os carros de transporte de mercadorias cruzavam-se com as carrinhas dos veraneantes. Na Praia da Rocha, localizava-se o Hotel Viola, onde ficavam os turistas.

Nos anos de 1970, as fábricas encerraram, agravou-se a degradação do convento e o bairro operário foi abandonado, mas a Estrada da Rocha nunca deixou de ser uma importante via de comunicação. Com a construção do porto, adquiriu uma nova vida, vendo passar os camiões cheios de madeira e pedra de Monchique - que entravam no porto junto à Mata da Rocha - e os autocarros cheios de turistas.

Para o futuro está prevista uma requalificação urbanistica para essa zona, que passa pela construção de um novo porto de cruzeiros, edifícios residenciais e de comércio e uma zona de vivendas distribuidas num sistema de canais.


LIGAÇÕES:


A Estrada da Rocha tem início da Rua D. Carlos I e termina na Avenida Tomás Cabreira. Tem ligação com as seguintes artérias: Rua Sidónio Pais, Beco de São Francisco, Rua Simão Correia, Rua dos Oceanos, Avenidas das Comunidades Lusíadas, Avenida Rio Arade, Rua Fernanda de Castro, Rua António Feu e Rua Engenheiro José de Bivar

Estrumal (Foto de José Encarnação in Costumes e Tradições de Portimão)
Estrada da Rocha (Foto de Julio Bernardo)
Estrada da Rocha (Arquivo da C.M.P.)
Estrada da Rocha (Arquivo da C.M.P.)
Estrada da Rocha com inundação (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)
Estrada da Rocha com inundação em 2004 (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)
Estrada da Rocha em 2010 (Foto de Nuno Campos Inácio)

ESTRADA DA CRUZ - MONTES DE ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente
A cruz é uma figura geométrica formada por duas linhas ou barras que se cruzam num ângulo de 90º, dividindo uma das linhas, ou ambas, ao meio.

É um dos símbolos humanos mais antigos e usado em muitas religiões, principalmente na cristã.

Não foi possível descobrir o motivo da atribuição deste topónimo nesta estrada dos Montes de Alvor, mas poderá estar relacionado com o cruzamento que lhe serve de acesso.

TOPONÍMIA:


A Estrada da Cruz é uma das principais (ou a principal) artéria de acesso à povoação dos Montes de Alvor. No seu lado direito localiza-se o Aeródromo Municipal de Portimão.


LIGAÇÕES:


A Estrada da Cruz tem início na Estrada Municipal 531-D e termina na Rua Capitão Barroso.

ESTRADA DA CALEIRA

Topónimo anterior: Inexistente O termo caleira poderá ter vários significados:
1 - O significado mais comum é o de um rego efectuado na base de um telhado e que conduz as águas da chuva ao tubo de queda (algeroz).

2 - Pode significar um canal horizontal saliente da fachada de um edifício para receber as águas pluviais.

3 - Pode significar uma peça de madeira com a forma de uma telha.

4 - Qualquer construção com um sulco longitudinal, destinado à derivação de líquidos.

5 - Vale de fundo plano e vertentes abruptas, geralmente de origem glaciária.

6 - Vale em U.

7 - Pedreira donde se extrai pedra e cal.

Em Portimão, o topónimo de Estrada da Caleira tem origem popular, desconhecendo-se que situação terá estado na sua origem. Sendo, no entanto, um topónimo muito antigo e de raíz popular, poderá estar relacionado com a existência próxima do poço romano da Baralha, o que, a ser o caso, poderia haver ao longo desta estrada alguma vala ou calha que transportasse a água desse poço para as propriedades agrícolas da zona.

TOPONÍMIA:


A Estrada da Caleira serve de ligação interior entre o Malheiro e Vale de França. Está rodeada, principalmente, por terrenos rústicos e muito poucas habitações.


LIGAÇÕES:


A Estrada da Caleira tem início na Rua das Palmeiras e termina na Rua Poço da Baralha. Tem ligações com as seguintes artérias: Rua dos Pastores e Rua das Paisagens.

ESTRADA DA BEMPOSTA

Topónimo anterior: Inexistente
O topónimo Bemposta tem origem Árabe, sendo muito frequente no Algarve. Significa uma posição elevada, de onde ser consegue obter uma larga panorâmica.

No município de Portimão, a Bemposta era uma grande quinta, ou herdade agrícola, que se localizava entre as freguesias de Portimão e de Alvor. Desconhece-se quando terá sido "fundada" mas, na herdade da Bemposta, vivia José Rodrigues Malha, em 1765, pelo que o topónimo e a fundação da herdade será anterior ao Século XVIII.

A Quinta da Bemposta veio a ser urbanizada ao longo das últimas décadas, perdendo a sua vocação agrícola e adquirindo o estatuto de zona turística e residencial, iniciado com a construção do Aldeamento da Bemposta, ainda nos anos 1970.

A propriedade agrícola foi dividida por várias urbanizações recentes, que adquiriram o mesmo topónimo, como "Aldeamento Turístico da Bemposta", "Urbanização da Bemposta", "Urbanização Jardins da Bemposta", "Vilas da Bemposta" ou "Monte da Bemposta".


TOPÓNIMO:


A Estrada da Bemposta tomou o seu topónimo da designação popular, pois já era conhecida por esse nome. Na Estrada da Bemposta localiza-se o Estádio da Torralta e várias urbanizações.


LIGAÇÕES:


A Estrada da Bemposta tem início na Avenida Gil Vicente e termina na Rua de Tânger, tendo ligações com as seguites artérias: Praceta das Malvas, Rua das Faias, Rua do Pinheiro, Travessa da Estrada da Bemposta, Rua do Vale de Lagar, Travessa do Pinheiro, Rua do Olival, Travessa Manoel de Oliveira e Rua do Paraíso.