domingo, 17 de abril de 2011

LARGO 1º DE DEZEMBRO

Topónimo anterior: Largo dos Quartéis; Praça do Município; Largo Libânio Gomes
A morte de D. Sebastião, em Alcácer Quibir, sem deixar descendência e outras motivos de natureza vária que não cabem neste pequeno resumo, concorreram para a perda da Independência de Portugal. Sem um sucessor directo, a coroa passou para Filipe II de Espanha. Este, aquando da tomada de posse, nas cortes de Leiria, em 1580, prometeu zelar pelos interesses do País, respeitando as leis, os usos e os costumes nacionais. Com o passar do tempo, essas promessas foram sendo desrespeitadas, os cidadãos nacionais foram perdendo privilégios e passaram a uma situação de subalternidade em relação a Espanha. Esta situação leva a que se organize um movimento conspirador para a recuperação da independência, onde estão presentes elementos do clero e da nobreza. A 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos introduz-se no Paço da Ribeira, onde reside a Duquesa de Mântua, representante da coroa espanhola, mata o seu secretário Miguel de Vasconcelos e vem à janela proclamar D. João, Duque de Bragança, rei de Portugal. Termina, assim, 60 anos de domínio espanhol sobre Portugal. A revolução de Lisboa foi recebida com júbilo em todo o País. Restava, agora, defender as fronteiras de Portugal de uma provável retaliação espanhola. Para o efeito, foram mandados alistar todos os homens dos 16 aos 60 anos e fundidas novas peças de artilharia.
Parece não haver dúvida de que a ideia de nacionalidade esteve por trás da restauração da independência plena de Portugal após 60 anos de monarquia dualista. Cinco séculos de governo próprio haviam forjado uma nação, fortalecendo-a até ao ponto de rejeitar qualquer espécie de união com o país vizinho. Para mais, a independência fora sempre um desafio a Castela e uma vontade de não ser confundido com ela.
Entre os dois estados foram sucessivas e acerbas as guerras, as únicas que Portugal realmente travou na Europa. Para a maioria dos Portugueses, os monarcas habsburgos não eram mais do que usurpadores, os Espanhóis, inimigos, e os seus partidários, traidores. Mas a Restauração carece de ser explicada por grande número de outros elementos.
Culturalmente, avançara depressa, entre 1580 e 1640, a castelhanização do País. Autores e artistas portugueses gravitavam nas órbitas da corte espanhola, fixavam residência em Espanha, aceitavam padrões espanhóis e escreviam cada vez mais em castelhano, contribuindo para a riqueza do teatro, da música ou da arte pictórica espanhóis e dando hoje a impressão errada de uma decadência cultural a partir de 1580. A perda de uma individualidade cultural era sentida por muitos portugueses, com reacções diversas a favor da língua pátria e da sua expressão em termos de prosa e poesia. Contudo, os intelectuais que assim reagiam sabiam perfeitamente que os seus esforços seriam vãos sem a recuperação da independência política.
Economicamente, a situação piorara desde a década de 1620 ou até antes. Muitas das razões que haviam justificado a união das duas coroas ficaram ultrapassadas com a marcha da conjuntura económica. Todo o Império Português atravessava uma séria crise com a entrada em jogo de holandeses e ingleses. Portugal perdera o monopólio comercial na Ásia, África e Brasil, resultando daí que todos – a Coroa, a nobreza, o clero e a burguesia – haviam sofrido no montante das receitas. Os Espanhóis reagiam fortemente contra a presença portuguesa nos seus territórios, mediante vários processos, entre os quais a Inquisição, situação que suscitou grande animosidade nacionalista tanto em Portugal como em Espanha, aprofundando o fosso já cavado entre os dois países.
Mesmo em Portugal, a situação económica estava longe de brilhante. Os produtores sofriam com a queda dos preços do trigo, do azeite e do carvão, só para dar alguns exemplos. A crise afectava as classes baixas, cuja pobreza aumentou sem disfarces, como, aliás, em muitos outros países da Europa. O aumento dos impostos tornava a situação ainda pior. Para explicar os tempos difíceis e apaziguar o descontentamento geral, a solução apresentava-se fácil e óbvia: a Espanha, causa de todos os males.
A conspiração a favor da independência começou em 1639, se não antes, congregando um grupo heterogéneo de nobres, clientes-funcionários da casa de Bragança, e elementos do alto e baixo clero. Em Novembro de 1640, a conspiração dos aristocratas conseguiu finalmente o apoio formal do duque de Bragança.
Na manhã do 1º de Dezembro, um grupo de nobres atacou a sede do governo em Lisboa (Paço da Ribeira), prendeu a duquesa de Mântua, e matou ou feriu alguns membros da guarnição militar e funcionários, entre os quais o Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos. Seguidamente, os revoltosos percorreram a cidade, aclamando o novo estado de coisas, secundados pelo entusiasmo popular.
D. João foi aclamado como D. João IV, entrando em Lisboa alguns dias mais tarde. Por quase todo o Portugal metropolitano e ultramarino as notícias da mudança do regime e do novo juramento de fidelidade ao Bragança foram recebidas e obedecidas sem qualquer dúvida. Apenas Ceuta permaneceu fiel à causa de Filipe IV.
Como “governadores”, para gerirem os negócios públicos até à chegada do novo rei, foram escolhidos o arcebispo de Lisboa, D. Rodrigo da Cunha, o de Braga, D. Sebastião de Matos de Noronha, e o visconde de Vila Nova de Cerveira, D. Lourenço de Lima. D. João IV entrou em Lisboa a 6 de Dezembro, cessando nesta data as funções dos “governadores”.
Proclamar a separação fora coisa relativamente fácil. Mais difícil seria conseguir mantê-la. Tal como em 1580, os portugueses de 1640 estavam longe de unidos. Se as classes inferiores conservavam intacta a fé nacionalista e aderiram a D. João IV sem sombra de dúvida, já a nobreza, muitas vezes com laços familiares em Espanha, hesitou e só parte dela alinhou firmemente com o duque de Bragança. O mesmo se poderia afirmar em relação ao clero.
O novo monarca português não gozava por certo de uma posição invejável. Do ponto de vista teórico, tornava-se necessário justificar a secessão: o novo monarca, longe de figurar como usurpador, reavera simplesmente aquilo que por direito legítimo lhe pertencia. Abundante bibliografia produzida em Portugal e fora dele a partir de 1640 procurou demonstrar os direitos reais do duque de Bragança. Se o trono jamais estivera vago de direito, tanto em 1580 como em 1640, não havia razões para qualquer tipo de eleição em cortes, o que retirava ao povo a importância que ele porventura teria, fosse o trono declarado vacante.
Todo o reinado (1640-56) foi orientado por prioridades. Em primeiro lugar a reorganização do aparelho militar, com reparação de fortalezas das linhas defensivas fronteiriças, fortalecimento das guarnições e obtenção de material e reforços no estrangeiro. Paralelamente, uma intensa actividade diplomática junto das cortes da Europa – no sentido de obter apoio militar e financeiro, negociar tratados de paz ou de tréguas, e conseguir o reconhecimento da Restauração – e a reconquista do império ultramarino. A nível interno, a estabilidade do regime dependeu, antes de mais, do aniquilamento de toda a dissensão a favor de Espanha.
A guerra da Restauração mobilizou todos os esforços que Portugal podia despender e absorveu enormes somas de dinheiro. Pior do que isso, impediu o governo de conceder ajuda às frequentemente atacadas possessões ultramarinas. Mas, se o cerne do Império, pelo menos na Ásia, teve de ser sacrificado, salvou pelo menos a Metrópole de uma ocupação pelas forças espanholas.
Portugal não dispunha de um exército moderno, as suas forças eram escassas – sobretudo na fronteira terrestre –, as suas coudelarias haviam sido extintas, os seus melhores generais lutavam pela Espanha algures na Europa. Do lado português, tudo isto explica por que motivo a guerra se limitou em geral a operações fronteiriças de pouca envergadura. Do lado espanhol, é preciso lembrar que a Guerra dos Trinta Anos (prolongada em Espanha até 1659) e a questão da Catalunha (até 1652) demoraram quaisquer ofensivas de vulto. Regra geral, a guerra, que se prolongou por 28 anos, teve os seus altos e baixos para os dois contendores até ser assinado o Tratado de Lisboa, em 13 de Fevereiro de 1668, entre Afonso VI de Portugal e Carlos II de Espanha, em que este último reconhece a independência do nosso País. (in http://ebicuba.drealentejo.pt/ebicuba/dezembro1/dezembr1.htm)

TOPONÍMIA:

O Largo 1º de Dezembro, também conhecido popularmente por Jardim 1º de Dezembro, só passou a ter a forma actual depois dos serviços da Câmara terem ocupado o Palácio Sárrea Garfias.
O espaço hoje ocupado pelo largo era a cerca que servia de logradouro ao referido palácio, contendo várias edificações à volta.
O seu primeiro topónimo foi Largo dos Quartéis, porque do lado sul havia um quartel, edificado no Século XVIII, ocupado por um pelotão da tropa de Lagos; no lado poente (em frente ao actual edifício do Banco Santander), ficavam as cavalariças do palácio; em frente ao palácio ficavam as adegas, uma de vinho e outra lagar de azeite; dentro da cerca, existiam dois poços, um pequeno tanque e depósitos de vinho e de azeite. Adquirido o palácio e a respectiva cerca pela Câmara Municipal, no início do Século XX foram esses edifícios demolidos e aberto o actual largo.
Não se sabem se ainda existiam as edificações quando, na reunião da Comissão Municipal Republicana de 10 de Outubro de 1910, o Executivo Municipal decidiu alterar o topónimo de Largo dos Quartéis para Largo Libânio Gomes. (José Libânio Gomes - natural de Portimão ficou órfão de pai aos 9 anos de idade. Proprietário abastado por herança, em 1845 partiu para França, para aprender com um negociante de frutos secos as artes desse comércio. Regressando à terra natal em meados do Século XIX, aí iniciou a actividade de exportador de frutos secos, cuja elevada qualidade lhe valeu uma medalha na Exposição Internacional de Londres, em 1851 e outra na Exposição Internacional de Paris, em 1855. Em 1894 integrou a Comissão da Secção Portuguesa à Exposição Universal de Anvers. Foi nomeado Cônsul da Bélgica em 1861.)
Este topónimo veio a ser alterado novamente com a passagem dos Paços do Concelho do edifício do Colégio para o Palácio Sárrea Garfias, no ano de 1915, passando a designar-se por Largo do Município.
O terreiro que ficou com a demolição dos edifício foi adaptado a jardim em 1931, sendo decorado por uma escadaria de pedra, ladeada por 2 candeeiros Arte Nova, um lago contendo ao meio uma escultura de Bordalo Pinheiro e vários bancos de azulejos com painéis históricos (ver imagens dos bancos em http://genealogiadoalgarve.blogspot.com/2009/11/bancos-do-jardim-1-de-dezembro.html).
Em 1954, os Paços do Concelho são transferidos para o Palácio Bivar, sendo o topónimo novamente alterado, para o actual nome de Largo 1º de Dezembro. No Palácio Sárrea ficaram: o Tribunal, a Biblioteca e o Posto de Turismo, até 1999.
Em Agosto de 2004 o Palácio Sárrea foi demolido para dar lugar ao actual Teatro Municipal de Portimão, inaugurado em 11 de Dezembro de 2008. Infelizmente o Largo 1º de Dezembro ainda não foi alvo da necessária requalificação, degradando-se diariamente.

LIGAÇÕES:

O Largo 1º de Dezembro tem ligação com as seguintes artérias: Rua Júdice Biker, Rua Direita, Rua Dr. Ernesto Cabrita e Rua Dr. João Vitorino Mealha.
Largo do Município nos anos 1930, vendo-se o Hotel Central (postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)
Largo do Município nos anos 1940 (postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)
Largo do Município nos anos 1940 (postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)
Largo do Município nos anos 1950, em dia de nevão, vendo-se o Hotel Central e a escultura de Bordalo Pinheiro no meio do lago (foto de Francisco Oliveira)
Largo do Município nos anos 1950
Largo 1º de Dezembro nos anos 1960 (postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)
Largo 1º de Dezembro nos anos 1980
Largo 1º de Dezembro nos anos 1990 (Arquivo da CMP)
Largo 1º de Dezembro nos anos 1990
Largo 1º de Dezembro nos anos 1990
Largo 1º de Dezembro durante as obras de construção do TEMPO, em 2005 (Foto de Nuno Campos Inácio)
Largo 1º de Dezembro em 2010 Nuno Campos Inácio)

domingo, 10 de abril de 2011

ESTRADA DO VAU

Topónimo anterior: Inexistente
A Estrada do Vau deve o seu topónimo ao facto de ser o caminho de ligação entre a Praia da Rocha e a Praia do Vau.

A Praia do Vau deve o seu topónimo ao facto de ser o local onde se passava a vau, ou seja, uma ribeira pouco profunda, que permitia uma passagem a pé, embora por dentro de água. Essa ribeira está actualmente encanada, mas continua a correr, principalmente no Inverno, como é visível no próprio areal da praia.

O topónimo Vau já existia no Século XVI, sendo referido no Livro do Almoxarifado de Silves.

A Estrada do Vau foi alargada nos anos 1940, para possibilitar o desenvolvimento da Praia do Vau como destino turístico.


LIGAÇÕES:


A Estrada do Vau tem início na Rua da Falésia. Tem ligação com as seguintes artérias: Avenida João Paulo II, Avenida das Comunidades Lusíadas e Avenida São Lourenço da Barrosa
Praia do Vau no início do Século XX, vendo-se o antigo e estreito caminho de terra batida (postal ilustrado da colecção de Manuel Mendonça)
Praia do Vau nos anos 1940
Praia do Vau nos anos 1950 (Foto de Júlio Bernardo)
Estrada do Vau nos anos 1950 (foto de António Callapez)Estrada do Vau nos anos 1950 (foto de Francisco Oliveira) Estrada do Vau nos anos 1960 (Foto de Júlio Bernardo) Estrada do Vau
Estrada do Vau (Arquivo da C.M.P.)

ESTRADA DO CAVALO LUSITANO

Topónimo anterior: Inexistente

Montado há já cerca de 5000 anos, o mais antigo cavalo de sela do Mundo chega ao limiar do século XXI reconquistando o esplendor de há dois mil anos, quando Gregos e Romanos o reconheceram como o melhor cavalo de sela da antiguidade.

Cavalo de "sangue quente" como o Puro Sangue Inglês e o Puro Sangue Árabe, o Puro Sangue Lusitano é o produto de uma selecção de milhares de anos, o que lhe garante uma "empatia" com o cavaleiro superior a qualquer raça moderna.

Seleccionado como cavalo de raça e de combate ao longo dos séculos, é um cavalo versátil, cuja docilidade, agilidade e coragem, lhe permitem hoje competir em quase todas as modalidades do moderno desporto equestre, confrontando-se com os melhores especialistas. No limiar do ano 2000 o Puro Sangue Lusitano, volta a ser procurado como montada de desporto e de lazer, e como reprodutor pelas suas raras qualidades de carácter e antiguidade genética.

A sua raridade resulta de um pequeníssimo efectivo de cerca de 2000 éguas produtoras. Em Portugal, berço da raça, estão apenas em produção cerca de 1000 éguas, no Brasil 600, em França 200, distribuindo-se as restantes pelo México, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Itália, Canadá e Estados Unidos da América.

Hoje o efectivo da Raça Lusitana está em crescimento, sobretudo na Europa e no Brasil, onde há uma extraordinária progressão em quantidade e qualidade. Entre nós, a qualidade geral da produção tem aumentado muito,e tudo leva a crer que se venham a estabelecer novas linhas dentro da Raça, contribuindo para o seu progresso e assegurando a sua vitalidade.

No século XXI, O Puro Sangue Lusitano será sempre o cavalo por excelência para a Arte Equestre e para o Toureio, mas, para além de ser o cavalo que dá maior prazer montar, continuará a surpreender pela sua natural aptidão para os obsctáculos, e para o Ensino e Atrelagem de Competição.

A institucionalização oficial do Stud-Book da Raça Lusitana, foi sem dúvida, um passo decisivo, no progresso da mesma, ao condicionar a admissão de reprodutores aos requisitos mínimos do respectivo padrão, dando origem a um generalizado e criterioso trabalho de selecção, facultando o conhecimento aprofundado das geneologias, permitindo perpetuar e tirar partido das linhas formadas a partir da insistência em determinados reprodutores (emparelhamento em linha).

Aliás para um processo zootécnico eficaz e relativamente rápido há que recorrer à selecção e à consanguinidade, sendo esta de evidente vantagem em aspectos que interessam ao criador, nomeadamente na pureza e uniformidade da raça e na consequente prepotência dos reprodutores obtidos. (in Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Puro Lusitano)

TOPONÍMIA:

A Estrada do Cavalo Lusitano deve o seu topónimo ao facto de ser a estrada de acesso ao Centro Hípico de Belmonte, onde se podem ver muitos exemplares desta espécie de cavalos.

LIGAÇÕES:

A Estrada do Cavalo Lusitano tem como única ligação a Estrada do Belmonte

ESTRADA DO BOM RETIRO

Topónimo anterior: Inexistente

A Quinta do Bom Retiro era uma propriedade agrícola, que se localizava na confluência entre a Ribeira de Boina e o Rio Arade, a nascente do actual Parque das Feiras e Exposições de Portimão.
A Quinta do Bom Retiro já existia com esse nome, pelo menos, desde o início do Século XIX, quando aparece referida nos registos paroquiais da freguesia de Portimão.

TOPONÍMIA:

O topónimo Estrada do Bom Retiro tem origem popular, devendo-se ao facto de ser o principal caminho de acesso à propriedade do Bom Retiro.
Nesta estrada encontra-se o Mercado Abastecedor de Portimão.

LIGAÇÕES:

A Estrada do Bom Retiro tem início na Rua Leandro Alvo Henrique e não tem qualquer ligação.

ESTRADA DO BELMONTE

Topónimo anterior: Inexistente
O termo Belmonte, no caso de Portimão, deriva do termo Belo Monte, como aparece nos paroquiais desta freguesia no Século XVII.
Antiga propriedade agrícola, o Quinta do Belmonte abrangia um cerro de altura elevada, que permitia uma excelente vista sobre Portimão e, também, sobre a Serra de Monchique.
Aqui se encontra o Centro Hípico de Belmonte e uma urbanização relativamente recente, embora a quase totalidade dos terrenos ainda seja agrícola.

TOPONIMIA:

A Estrada do Belmonte deve o seu topónimo a tradição popular, fazendo a ligação entre o Sítio do Poço Seco e o Sítio das Alfarrobeiras, na freguesia de Portimão, sendo o principal acesso ao Sítio de Belmonte.

LIGAÇÕES:

A Estrada de Belmonte tem início na Rua do Poço Seco e termina na Estrada das Alfarrobeiras. Tem ligação com as seguintes artérias: Estrada do Cavalo Lusitano, Rua Álvaro Ataíde, Rua Amadeu de Sousa Cardoso, Rua das Aroeiras, Rua do Cebolar, Rua das Amêndoas, Rua dos Pintassilgos e Rua Quinta do Marquez.

ESTRADA DO BARRANCO - ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente

Um barranco pode ser:

1 - Uma quebrada do terreno, alta e de forte pendente, ocasionado por chuva, deslizamento ou pela acção do homem.
2 - Vale profundo de encostas íngremes.
3 - Ribanceira de um rio.

TOPONIMIA:

A Estrada do Barranco passa por uma série de propriedades agrícolas, fazendo a ligação entre o Sítio das Alagoas e o Sítio da Má Partilha, ambas na freguesia de Alvor. É um topónimo de origem popular.

LIGAÇÕES:

A Estrada do Barranco tem início na Estrada das Alagoas e termina na Rua Principal - Má Partilha. Tem ligação com as seguintes artérias: Beco do Barranco, Rua Professor João de Deus e Rua do Areal.

ESTRADA DAS SESMARIAS - ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente


As Sesmarias eram parcelas de terra inculta, que os reis e os senhores feudais doavam para cultivo.
A palavra deriva do termo sesmo, que corresponde a uma sexta parte, por a terra ser inicialmente dividida em 6 parcelas. Quem ficava com a posse da terra, ficava sujeito a um encargo, uma percentagem da própria produção.
O sistema de Sesmarias já existe em Portugal desde o reinado de D. Afonso Henriques, o qual visava fixar a população à terra.
No Século XIV, D. Fernando criou a Lei das Sesmarias, que obrigava os donos das terras a cultivá-las ou a dá-las em cultivo, de forma a promover a produção agrícola. O mesmo sistema era adoptada nas colónias, como era o caso do Brasil.
No Algarve haviam várias Sesmarias, nomeadamente em Albufeira e em Alvor.
O Sítio das Sesmarias, em Alvor, já mantém esse topónimo, pelo menos, desde o Século XVII.

TOPONÍMIA:

A Estrada das Sesmarias deve o seu topónimo ao facto de ser a principal ligação à zona das Sesmarias. Antigas propriedades agrícolas, as Sesmarias têm sido alvo de urbanização recente, principalmente de moradias.

LIGAÇÕES:

A Estrada das Sesmarias tem início na Rua da Pedra e termina na Estrada das Castelhanas. Tem ligação com a Rua das Acácias

sábado, 9 de abril de 2011

ESTRADA DAS CASTELHANAS - ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente
Castelhano ou Castelhana significa relativo a Castela, reino de Espanha. A existência deste topónimo indica, provavelmente, que uma família castelhana terá fixado residência nesse sítio.
Na freguesia de Alvor, existe o apelido Castelhano desde finais do Séc. XVII e o Sítio das Castelhanas tem esse topónimo, pelo menos, desde meados do Século XIX.
Não será de estranhar a fixação de castelhanos em Alvor, pois existem documentadas famílias espanholas no município de Portimão desde, pelo menos, o Século XVI.

TOPONÍMIA:

A Estrada das Castelhanas deve o seu topónimo ao facto de ser o principal caminho para o Sítio das Castelhanas, em Alvor. É um topónimo de origem popular.

LIGAÇÕES:

A Estrada das Castelhanas tem início num caminho sem nome e termina na Rua do Paraíso. Faz ligação com as seguintes artérias: Estrada das Sesmarias e Travessa Amélia Rey Colaço

ESTRADA DAS ALFARROBEIRAS

Topónimo anterior: Inexistente
A Alfarrobeira é uma árvore mediterrânica, de folha perene, que atinge entre 10 e 20 metros de altura e tem como fruto comestivel a alfarroba.

Muito frequente na paisagem algarvia, a Alfarrobeira pode atingir mais de 1000 anos de vida.


TOPONÍMIA:


Embora este topónimo apenas tenha sido atribuído em 2010, esta estrada era conhecida por este nome por tradição popular. Caminho antigo, de acesso a grandes propriedades agrícolas, como a Quinta da Donalda ou o Morgado do Reguengo, estaria ladeado por várias Alfarrobeiras, provavelmente centenárias ou milenares. A Estrada das Alfarrobeiras liga o Chão das Donas ao Morgado do Reguengo.


LIGAÇÕES:


A Estrada das Alfarrobeiras tem início na Rua Poeta António Aleixo - Chão das Donas - e termina na Estrada Não Classificada Nº 21. Tem ligação com as seguintes artérias: Rua Ilda da Ascenção Moreira, Beco das Figueiras, Beco das Alfarrobeiras, Beco dos Tomilhos e Estrada do Belmonte.

ESTRADA DAS ALAGOAS - ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente
Alagoa é o termo antigo para designar uma lagoa, ou seja, um corpo de água com pouco fluxo, mas geralmente sem água estagnada. Podem ser naturais ou feitas pelo homem.

O Sítio das Alagoas sempre foi constituído por propriedades agrícolas, pelo que essas alagoas poderiam ser pequenas barragens feitas pelo homem para possibilitar um melhor controle da rega.



TOPONÍMIA:


A Estrada das Alagoas localiza-se na freguesia de Alvor e continua a ser um caminho que serve, principalmente, propriedades agrícolas.


LIGAÇÕES:


A Estrada das Alagoas tem início na Estrada Estrada Não Classificada Nº 35 e termina numa estrada sem nome. Tem ligação com as seguintes artérias: Estrada do Barranco, Rua das Alagoas e Rua de Goa Damão e Diu.

ESTRADA DA FONTE - MEXILHOEIRA GRANDE

Topónimo anterior: Inexistente
A Estrada da Fonte deve o seu topónimo ao facto de ser o principal acesso à Fonte Santa.

A Fonte Santa é uma fonte ou nascente extremamente antiga, a cujas àguas eram atribuídos poderes curativos.

Segundo a lenda, a imagem de Nossa Senhora do Verde terá sido encontrada nesta fonte. Temos, assim, uma ligação próxima entre a fonte e o culto da água - pagão -, existente na região desde a época romana.

Em 1751 a fonte terá secado, apenas voltando a bortar água em Junho de 1757, ano extremamente quente, o que renovou a visão santificada desta fonte.


TOPONÍMIA:


A Estrada da Fonte deve o seu topónimo à tradição popular, que o manteve ao longo dos séculos. É a estrada que serve de ligação interior entre as povoações da Figueira e da Mexilhoeira Grande.


LIGAÇÕES:


A Estrada da Fonte tem início na Rua Principal, na povoação da Figueira e termina na Rua Francisco Brivar, na Mexilhoeira Grande. Tem ligações com as seguintes artérias: Caminho Municipal 1145 e Rua de São Pedro, além de outros caminhos sem nome.

domingo, 3 de abril de 2011

ESTRADA DE MONCHIQUE

Topónimo anterior: Inexistente

O Km 0 da Estrada de Monchique

TOPONÍMIA:

O topónimo Estrada de Monchique deve-se ao facto de ser o caminho de acesso a essa vila algarvia.

Pela Estrada de Monchique passaram, ao longo dos séculos, as pessoas e os produtos da Serra de Monchique para a, então, Vila Nova de Portimão. Tais pessoas e produtos percorriam este caminho e entravam na vila pelas Portas da Serra (depois de subirem pela Estrada Velha - nome antigo da Rua Dr. Manuel de Almeida -, uma vez que não existia a Rua Infante D. Henrique.

No primeiro quartel do Século XX, a Estrada de Monchique foi rasgada pela linha de caminho-de-caminho de ferro, tendo a proximidade à estação e o aumento do trânsito e trocas comerciais levado à construção das primeiras casas, próximo da passagem de nível. Até aos anos 1990, a passagem de nível da Estrada de Monchique tornava caótica a entrada na cidade, originando filas com dezenas de quilómetros, sobretudo no Verão.

Em meados do Século XX, a expansão urbana de Portimão deu origem ao aparecimento de bairros habitacionais ao longo desta via, como as casas mais antigas junto à Caldeira do Moinho e a Urbanização das Cardosas.

Na Estrada de Monchique foi construída uma panificadora, que ainda labora, embora parte do edifício tenha sido adaptado para instalações de formação do Centro de Emprego de Portimão.

Na última década a propriedade agrícola localizada junto à passagem de nível foi urbanizada, dando origem à Urbanização das Romãnzeiras. Felizmente tiveram o cuidado de preservar o tanque e a nora dessa propriedade.

LIGAÇÕES:

A Estrada de Monchique tem início na Rua Infante D. Henrique e termina na Estrada Nacional 124. Tem ligação com as seguintes artérias: Largo Gil Eanes, Rua Projectada à Caldeira do Moinho, Rua das Romãnzeiras, Rua do Moleiro, Travessa António Rocha Silveira e Avenida Paul Harris.


Estrada de Monchique (foto da página Costumes e Tradições de Portimão)

Estrada de Monchique em 2011
Panificadora da Estrada de Monchique

Passagem de nível da Estrada de Monchique
O Tanque a Nora da Estrada de Monchique
Estrada de Monchique

ESTRADA DE ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente
TOPONÍMIA:


A estrada de Alvor deve o seu nome ao facto que ser o caminho que liga Portimão a Alvor desde a existência das duas localidades. O nome variava conforme o local de onde se partir: para quem estava em Portimão era a Estrada de Alvor; para quem estava em Alvor era o caminho de Vila Nova, como aparece no Livro de Almoxarifado de Silves do Século XVI. Talvez pela importância desta estrada, justificou-se a urbanização da Rua Direita e a existência da Porta de São João, que servia de entrada e saída dos produtos que faziam este caminho.

Por esta estrada passou o cortejo fúnebre de D. João II, saído de Alvor com destino à Sé de Silves, primeira sepultura do rei.

Ao longo dessa estrada localizava-se a Capela de São Sebastião, que veio dar o nome à urbanização de São Sebastião, cujas edificações, iniciadas em meados do Século XX, ladeavam essa via.

Antes com dois sentidos e sem passeios, veio a ser requalificada após a abertura da Avenida das Olimpiadas, passando a ter um único sentido. Essa requalificação surgiu, no entanto, demasiado tarde para evitar um dos mais trágicos acidentes que ocorrerem na cidade de Portimão quando, em Abril de 1992, uma mãe com duas filhas gémeas (de 6 anos de idade) foram fatalmente atropeladas por um condutor alcoolizado.

Na Estrada de Alvor localiza-se a Escola EB1 Major David Neto (anteriormente designada por escola primária da Estrada de Alvor) e desenvolveram-se as urbanizações da Malata, Três Bicos, São Sebastião e Cerro Ruivo.

LIGAÇÕES:


A Estrada de Alvor tem início na Rua Direita e termina na EM 531 -1B. Tem ligações com as seguintes artérias: Rua Manuel José d'Alvor, Rua João da Cruz, Rua Mouzinho de Albuquerque, Praceta Major David Neto, Travessa Pé da Cruz, Rua das Hortas, Rua Armando Miranda, Rua Engenheiro Amaro da Costa, Avenida São Lourenço da Barrosa, Rua da Quintinha, Rua Frei Pedro de Sousa, Rua dos Três Bicos, Travessa do Lote 74, Rua das Glicínias, Rua Dom Nuno Álvares Pereira, Avenida Gil Vicente, Rua Jaime Banho Dias Cordeiro, Rua do Cerro Ruivo, Avenida das Olimpíadas e Rua João Marques Palma.

Estrada de Alvor (Zona do Cerro Ruivo)
Estrada de Alvor (Zona de São Sebastião)

ESTRADA DA SENHORA DA SAÚDE

Topónimo anterior: Inexistente
A devoção a Nossa Senhora da Saúde é uma das mais antigas e tradicionais do Catolicismo. Relatos remontam à IV Cruzada, em 1202, quando Henrique Dandolo, capitão da frota veneziana enviou de Constantinopla para Veneza uma imagem da Virgem que os acompanhara nos campos de batalha e aquela foi colocada na basílica de São Marcos. Quando da peste em Veneza, os cristãos suplicaram à Virgem e o flagelo diminuiu. Então, foi erguida uma igreja dedicada a Santa Maria da Saúde. Outros relatos remetem ao ano de 1568, quando da peste em Portugal. À época, os cristãos pediram a Nossa Senhora que diminuísse os horrores da epidemia e, tendo sido atendidos, ergueram uma igreja e fundaram a Confraria de Nossa Senhora da Saúde. Uma das invocações de Nossa Senhora desde os princípios do Cristianismo é Saúde dos Enfermos e muitos doutores da Igreja citam sua súplica constante a Jesus por aqueles que sofrem. Um dos fundamentos de tal devoção está na presença constante de Maria junto a Jesus, tendo presenciado muitas de Suas curas. Maria, durante sua vida, nunca praticou curas ou milagres, mas intercedeu junto a Jesus pelos sofredores e pelos necessitados. (in http://www.igreja-catolica.com)

TOPONÍMIA:


O topónimo Estrada da Senhora da Saúde deve-se à proximidade das ruínas da ermida dedicada a Nossa Senhora da Saúde, uma das mais antigas de Portimão.

No livro Memória Monográfica de Portimão, o Padre José Gonçalves Vieira refere: "a dois Kilometros ao norte da Villa, n'uma pequena elevação, d'onde se disfructa uma vista agradavel. Fazia-se n'esta ermida, no domingo seguinte à Natividade da Virgem, uma romaria concorridissima de povos visinhos e distantes. Abatida a abobada, e arruinada a ermida, a imagem passou para a matriz de Portimão, onde continua a romaria. O Prior recebe as oblatas, que lhe estão computadas na congrua, e custeia a festividade. Uma Junta da Parochia vendeu, não sei com que titulos, a ermida arruinada e seu logradouro, que era passal do Prior."

O que resta desta ermida é a ruina que se vê, no alto do monte, à esquerda, para quem entra em Portimão pelo IC4 (Ponte Nova).


LIGAÇÕES:


A Estrada da Senhora da Saúde tem início na Estrada Nacional 124 e termina na ETAR de Portimão. Tem ligação com a Rua Leandro Alvo Henrique e com a Estrada Não Classificada 29 (Estrada da Companheira).

domingo, 27 de março de 2011

ESTRADA DA ROCHA

Topónimo anterior: Inexistente
Gravura de Portimão de 1818


Como se pode verificar pela gravura, no início do Século XIX a água chegava à actual Estrada da Rocha, que não era mais do que um caminho de terra batida.

A Estrada da Rocha era, no entanto, a principal ligação entre Vila Nova de Portimão e a Praia da Rocha. Nela localiza-se, há séculos, o Convento de São Francisco e o sítio do Estremal, conhecido actualmente por Estrumal.

Não havendo dúvidas sobre a origem do topónimo Estrada da Rocha, já o mesmo não acontece com o topónimo Estrumal. Será Estrumal, ou Estremal? Essa zona vem referida no Livro do Almoxarifado de Silves do Século XVI, como sendo um esteiro da Casa da Rainha aforada a Baltazar de Melo e sua mulher, tendo por limites a cerca do mosteiro de Nossa Senhora da Esperança, terra dos sobreditos que chama do Pontal até à Rocha, pagando os mesmos 150 Réis por ano no dia de Santa Iria.

Pela leitura efectuada pelo Dr. Miguel Côrte-Real, o topónimo aparece, no Século XVI, com a grafia "Estrebial".

Para percebermos melhor qual será o verdadeiro topónimo do local, importa referir que, nesta época, os direitos de Vila Nova de Portimão pertenciam ao Conde Dom Martinho Castelo Branco e não à Casa da Rainha, como é referido no próprio Livro do Almoxarifado: "Os mais direitos da dita villa se não escrevem aqui por os pesuir Dom Martinho de Castello Bramquo a quem pertençem per suas doações e a dita senhora não pesue outro nehuum direito na dita villa"...

Deste modo, pertencendo este esteiro à Casa da Rainha, tal significa que o mesmo já se encontrava fora dos limites da vila. Aliás, a propriedade começava na cerca do convento e seguia para o Pontal até à Rocha, não pertencendo tais terras ao Conde de Vila Nova de Portimão, pelo que não será errado concluirmos que o convento marcava uma das estremas da jurisdição do conde.

Pegando agora no topónimo do Século XVI "Estrebial" facilmente se percebe que o topónimo original não é Estrumal (de estrume), mas sim Estremal (de estrema). Tal modificação do topónimo terá tido origem na pronuncia algarvia, uma vez que, em bom portimonense, tanto se diz "estremera da Câmara" para se referir à estrumeira da Câmara, como se diz "estremera" para se referir à estrema.

Não se sabe em que época a propriedade passou de mão mas, em 1903, o Estremal constituia a Quinta da Foz do Arade, sendo proprietário Francisco Bivar Weinholtz que, nesse ano, a arrendou a João António Júdice Fialho (para mais informações ver a obra Portimão - Industriais Conserveiros, da Prof. Dr.ª Maria João Raminhos Duarte). Em 15 de Maio de 1904, entrou em laboração a Fábrica de São Francisco, instalada nesse local, transformando radicalmente o caminho da vila para a Rocha. Júdice Fialho veio a adquirir, em 1911, essa parte da quinta.

A instalação da fábrica levou à construção do bairro operário do Estremal, disposto em ambos os lados da estrada, que se vê na foto abaixo.

Nas décadas de 1970/1980, deu-se o aterro que permitiu a construção do porto comercial e do cais da marinha, alterando ainda mais as características dessa zona. Nos anos 1990, as casas do lado esquerdo da estrada foram demolidas, permitindo o alargamento da estrada e uma melhor visualização da zona do porto.

A Estrada da Rocha era, frequentemente, assolada por inundações.


TOPONÍMIA:


Como já vimos, a Estrada da Rocha deve o seu topónimo ao facto de ser a principal ligação entre Portimão e a Praia da Rocha. Será um topónimo estremamente antigo, pois já no Século XVI a Rocha tinha o nome actual e a estrada de ligação era a mesma. Sabemos que a zona da Estrada da Rocha era povoada ainda no Século XV pois, quando Simão Correia decidiu mandar construir o convento, fê-lo adaptando uma igreja que se encontrava nesse local (que constitui a nave da igreja actual) e destruindo as casas aí existentes. Importa salientar que, nesse local, havia uma igreja e não uma simples capela, pelo que o número de habitantes já seria considerável. De referir, ainda, que grande parte da estrada era a margem do rio.

Nos últimos anos do Século XIX, início do Século XX, a Estrada da Rocha viu surgir as fábricas de conserva de peixe: São Francisco, de Júdice Fialho; Facho; e S. Francisco, de Feu Hermanos (actual museu), que lhe deram grande vida, tal como o estaleiro da Casa Feu.

Com o nascimento do turísmo, nas décadas de 1910/1920, ao longo da Estrada da Rocha, os operários fabris misturavam-se com os turistas e os carros de transporte de mercadorias cruzavam-se com as carrinhas dos veraneantes. Na Praia da Rocha, localizava-se o Hotel Viola, onde ficavam os turistas.

Nos anos de 1970, as fábricas encerraram, agravou-se a degradação do convento e o bairro operário foi abandonado, mas a Estrada da Rocha nunca deixou de ser uma importante via de comunicação. Com a construção do porto, adquiriu uma nova vida, vendo passar os camiões cheios de madeira e pedra de Monchique - que entravam no porto junto à Mata da Rocha - e os autocarros cheios de turistas.

Para o futuro está prevista uma requalificação urbanistica para essa zona, que passa pela construção de um novo porto de cruzeiros, edifícios residenciais e de comércio e uma zona de vivendas distribuidas num sistema de canais.


LIGAÇÕES:


A Estrada da Rocha tem início da Rua D. Carlos I e termina na Avenida Tomás Cabreira. Tem ligação com as seguintes artérias: Rua Sidónio Pais, Beco de São Francisco, Rua Simão Correia, Rua dos Oceanos, Avenidas das Comunidades Lusíadas, Avenida Rio Arade, Rua Fernanda de Castro, Rua António Feu e Rua Engenheiro José de Bivar

Estrumal (Foto de José Encarnação in Costumes e Tradições de Portimão)
Estrada da Rocha (Foto de Julio Bernardo)
Estrada da Rocha (Arquivo da C.M.P.)
Estrada da Rocha (Arquivo da C.M.P.)
Estrada da Rocha com inundação (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)
Estrada da Rocha com inundação em 2004 (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)
Estrada da Rocha em 2010 (Foto de Nuno Campos Inácio)

ESTRADA DA CRUZ - MONTES DE ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente
A cruz é uma figura geométrica formada por duas linhas ou barras que se cruzam num ângulo de 90º, dividindo uma das linhas, ou ambas, ao meio.

É um dos símbolos humanos mais antigos e usado em muitas religiões, principalmente na cristã.

Não foi possível descobrir o motivo da atribuição deste topónimo nesta estrada dos Montes de Alvor, mas poderá estar relacionado com o cruzamento que lhe serve de acesso.

TOPONÍMIA:


A Estrada da Cruz é uma das principais (ou a principal) artéria de acesso à povoação dos Montes de Alvor. No seu lado direito localiza-se o Aeródromo Municipal de Portimão.


LIGAÇÕES:


A Estrada da Cruz tem início na Estrada Municipal 531-D e termina na Rua Capitão Barroso.