sábado, 25 de junho de 2011

LARGO DO FOJO

Topónimo anterior: Inexistente, todo o espaço era conhecido por Urbanização do Fojo

Fojo tem dois significados possíveis, que poderão estar na origem do topónimo:
1 - Significa uma armadilha para caça de animais ferozes, que consiste num buraco profundo, cavado no chão e disfarçado com ramos ou galhos.
2 - Cavidade profunda na terra, caverna, gruta ou furna.

Nas proximidades deste local, na Urbanização da Quintinha, foram encontrados vestígios de ocupação pré-histórica, mais evidente no menir que se encontra em "exposição" num jardim desse local. Desconhece-se a origem temporal do topónimo, pelo que poderá derivar de vestígios desses buracos destinados à caça em períodos pré-históricos ou da existência nesse local de uma gruta.

TOPONÍMIA:

Topónimo de atribuição recente, o Largo do Fojo serve de acesso ao Hotel Mirachoro.

LIGAÇÕES:

O Largo do Fojo tem como única ligação a Rua do Fojo.

LARGO DO DIQUE

Topónimo anterior: Inexistente




Uma das principais e mais antigas actividades económicas de Vila Nova de Portimão consistia na exploração das marinhas de sal, localizadas junto aos sapais, ao longo de grande parte da margem direita da foz do Arade.

Embora muitas das salinas tenham sido destruídas com o terramoto de 1755, as que se localizavam na zona actualmente ocupada pelo Largo do Dique e zona do Sapal mantiveram actividade até ao princípio do Século XX.

O aterro do cais de Portimão foi feito, numa primeira fase, até ao Dique, o que confirma ser este mais antigo do que o aterro efectuado. Tal dique deverá ser sido construído para evitar um maior alagamento da zona do Sapal e, simultaneamente, permitir a entrada e saída de água para as salinas que aí existiam.

Observando-se algumas fotografias do início do Século XX verifica-se que toda a zona actualmente ocupada com: o Largo do Dique, Sapal e Largo Heliodoro Salgado era alagadiça, terminando o aterro do cais pouco depois do edifício da actual Casa Inglesa, em direcção à zona do sapal.

Junto ao sapal localizava-se o novo Edifício da Alfândega e várias habitações de famílias ilustres, como a casa de Manuel Teixeira Gomes, ou o palácio do Visconde de Bivar.

TOPONÍMIA:

Como vimos, o Largo do Dique resultou do aterro realizado já no início do Século XX. Esse aterro, que resultou na criação de um novo espaço urbano, aberto e público, foi utilizado, inicialmente, para a colocação de armazéns, como foi o caso do que veio a dar origem ao Cinema Provisório. Pretendendo dar fazer um maior aproveitamento desse espaço, os armazéns foram demolidos e o Largo do Dique passou a receber a feira anual e o mercado mensal, enquanto no canto Sul nasciam os edifícios da Capitania e do Cinema.

O facto de ser um espaço aberto, próximo do centro da cidade, fez com que fosse desde sempre usado como parque de estacionamento, primeiro ocupado por carrinhas puxadas por muares, depois por carros (particulares e taxis) e, finalmente, pelos autocarros da Castelo & Caçorino.

Alvo de requalificação na década de 1990, o Largo do Dique, que mantém a traça arquitectónica do início do Século XX, foi adaptado a parque de estacionamento.

Em 2010 foi colocado no Largo do Dique uma réplica do antigo coreto de Portimão, inaugurado no dia 25 de Abril.

LIGAÇÕES:

O Largo do Dique tem ligações com as seguintes artérias: Praça Manuel Teixeira Gomes, Rua Cândido dos Reis, Avenida Guanaré e Avenida Dom Afonso Henriques.

Zona do Sapal e Largo do Dique, na foto mais antiga de Portimão que se conhece (foto da colecção de Manuel Mendonça)

Salinas da Zona do Sapal e Largo do Dique
Antigo Cinema Provisório no Largo do Dique (foto da colecção de Manuel Mendonça)
Cinema de Portimão e Largo do Dique
Largo do Dique
Parque de estacionamento do Largo do Dique
Estação de Serviço no Largo do Dique
Carrinha de Portimão no Largo do Dique
Cinema de Portimão
Largo do Dique no dia da inauguração do coreto de Portimão

LARGO DO CASTELO - ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente

De origem muçulmana, o Castelo de Alvor terá sido construído no Séc. VIII, ou seja no início do povoado muçulmano na Península Ibérica, tendo sido tomado pelos Cruzados em 1189.
O castelo, de forma quadrangular, apresenta as suas muralhas de acordo com o modelo islâmico, erguidas com blocos de pedra irregulares dispostos horizontalmente, elevando-se a mais de cinco metros de altura em diversos trechos. Deduz-se a existência de um adarve pela existência de uma escada adossada ao sector sul da muralha, embora o estado atual do monumento não permita afirmar se os muros eram ameados.
A porta principal de acesso, em cotovelo, é o último elemento original remanescente, acreditando-se que tenha sido originalmente defendida por uma torre albarrã. A leste, observam-se os restos de uma torre que, conforme a sua altura, teria permitido a observação do movimento na enseada.
Acredita-se que o actual Castelo de Alvor corresponda apenas à primitiva alcáçova islâmica.
A interligação entre a manutenção do património histórico e uma utilização desse património nos tempos modernos, nem sempre é fácil e pacífica.
A intervenção levada a cabo no Castelo de Alvor, que requalificou o parque infantil que lá funcionava desde os anos 70 é um excelente exemplo de aproveitamento de um espaço com valor histórico para uma actividade actual, necessária em todos os meios, que se traduz na criação de espaços de entretenimento infantil.
Com as velhas muralhas a delinear o espaço, transmitindo uma sensação de segurança; as árvores antigas a oferecer o conforto de uma sombra necessária e os equipamentos infantis modernos a convidar à diversão, o Castelo de Alvor convida à sua descoberta por miúdos e graúdos, com conquistas de brincadeira.

TOPONÍMIA:

O Largo do Castelo deve o seu topónimo ao facto de ser o largo que se situa em frente à porta principal do Castelo de Alvor. Neste largo localiza-se o Mercado Municipal de Alvor. O topónimo Largo do Castelo já aparece referido nos registos paroquiais da freguesia de Alvor desde meados do Século XIX, sendo muito provável, no entanto, que seja de origem popular e muito mais antigo.

LIGAÇÕES:

O Largo do Castelo tem ligações com as seguintes artérias: Travessa do Castelo, Rua Poeta António Aleixo, Rua do Castelo, Rua D. João II.

Interior do Castelo de Alvor no início do Século XX (foto da colecção de Manuel Mendonça)
Exterior do Castelo de Alvor (Foto da colecção de Manuel Mendonça)
Interior do Castelo de Alvor (Foto da colecção de Manuel Mendonça)
Interior do Castelo de Alvor, já adaptado a parque infantil (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)
Interior do Castelo de Alvor, já adaptado a parque infantil
Interior do Castelo de Alvor, já adaptado a parque infantil
Interior do Castelo de Alvor, após a requalificação de 2009 (foto de Nuno Campos Inácio)
Interior do Castelo de Alvor, após a requalificação de 2009 (foto de Nuno Campos Inácio)
Interior do Castelo de Alvor, após a requalificação de 2009 (foto de Nuno Campos Inácio)
Interior do Castelo de Alvor, após a requalificação de 2009 (foto de Nuno Campos Inácio)

domingo, 19 de junho de 2011

LARGO DO BAIRRO OPERÁRIO

Topónimo anterior: Largo 28 de Maio



A Revolução Industrial marcou uma nova ordem económica e social na Europa. O afluxo de população rural às cidades, à procura de melhores condições de vida, obrigou a uma reorganização da urbe, que veio alterar substancialmente o desenho urbano e dotar as cidades de uma nova vivência social e económica. Por várias cidades europeias proliferaram bairros operários, inicialmente com condições de habitabilidade muito reduzidas, abaixo do humanamente exigível, até às concepções de melhor qualidade, promovidas tanto por exigência legal, como por iniciativa de alguns empresários. Foram diversas as concepções de habitação operária que ao longo dos anos foram estudadas e aplicadas. Assistiu-se a uma fase de grande experimentação que criou a base para o que hoje se pratica um pouco por todo o mundo. O bairro operário de Portimão, assinalável no contexto da habitação operária em Portugal, foi concebido na década de 30 do século XX, ligado à indústria conserveira, emergente na cidade, nessa época. Com o decorrer dos anos foi sendo alterado em função de necessidades dos seus moradores, mas manteve a sua unidade como bairro. Neste trabalho propõe-se a musealização deste bairro, de modo a preserva-lo e a dá-lo a conhecer à população. O objectivo é marcar este espaço urbano como um testemunho da história da cidade, inserido num contexto que a marcou profundamente e a condicionou até aos dias de hoje, como factor fundamental para o seu desenvolvimento. (Texto de Fernando Manuel Amaro Barata Ramos, in http://biblioteca.universia.net/)



LIGAÇÕES:



O Largo do Bairro Operário tem ligação com a Rua General Humberto Delgado.



Construção do Bairro Operário (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)


Bairro Operário nos anos 1950

Bairro Operário nos anos 1950

Bairro Operário nos anos 1950

Bairro Operário nos anos 1950

Bairro Operário nos anos 1950

Bairro Operário nos anos 1950

LARGO ALTO XAVIER

Topónimo anterior: Inexistente

O topónimo Alto Xavier aparece referido desde finais do Século XIX, como um bairro residencial surgido com a expansão urbana da cidade para a zona norte.
Embora não se consiga estabelecer, para já, uma relação directa, é muito provável que o nome tenha origem na urbanização de uma propriedade que pertencia a um Xavier, apelido muito frequente em Vila Nova de Portimão.

LIGAÇÕES:

O Largo Alto Xavier tem ligações com: Rua Doutor António Granjo, Rua J. Pereira Sampaio Bruno e, através das escadinhas, com a Rua Dr. Manuel de Almeida.

LARGO DE SÃO JOSÉ

Topónimo anterior: Inexistente

São José

Esposo de Maria e pai legal de Jesus. Da descendência de David, trabalhava como carpinteiro em Nazaré.
Após o nascimento de Jesus em Belém e do exílio forçado da Sagrada Família no Egipto, regressou a Nazaré.
Os Evan­gelhos falam dele pela última vez no encontro do Menino Jesus no Templo, aos 12 anos.
O culto de S. José só apa­rece no séc. IX, mas desenvolveu-se a partir do séc. XIV.
A festa litúrgica entrou no Breviário, em 1621; Pio IX, em 1870, proclamou-o padroeiro universal da Igreja (solenidade de 19 de Março); Pio XII instituiu a festa (hoje memória) de S. José Operário no dia 1 de Maio; e João XXIII introduziu o nome de S. José no Cânone Romano da Missa. (in. Enciclopédia Católica)

TOPONÍMIA:

O Largo de São José deve o seu topónimo à proximidade da Capela de São José.
Localizado junto ao rio, nas suas proximidades localizava-se um estaleiro naval, que funcionou até à década de 1990. Seria um largo muito movimentado, quando as fábricas que o envolvem estavam em plena actividade.
Com a desactivação do estaleiro, o aterro e a construção da muralha, nas décadas de 1990/2000, neste largo foram construídos os "tradicionais" restaurantes da sardinha assada.

LIGAÇÕES:

O Largo de São José tem ligação com a Rua Dr. José Falcão e com a Rua de São José.

Estaleiro (Foto de Francisco Encarnação)
Largo de São José no início do Século XX (Foto de Francisco Encarnação)
Largo de São José nos anos 1950 (Foto de Manuel Mendonça)
Largo de São José nos anos 1970
Largo de São José nos anos 1990 (Foto do Arquivo da C.M.P.)
Largo de São José nos anos 1990 (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)
Largo de São José em 2009 (Foto de Nuno Campos Inácio)
Largo de São José em 2009 (Foto de Nuno Campos Inácio)

sábado, 18 de junho de 2011

LARGO DÂMASO ROCHA - MEXILHOEIRA GRANDE




Manuel Dâmaso Rocha (1851-1905)

Natural de Estômbar, o Padre Manuel Dâmaso Rocha nasc
eu em 08.12.1851 e faleceu em Lisboa, no Hospital de São José, em 1905.
Presbítero em 1875, foi ajudador e pároco provisó
rio em Portimão, Martimlongo, Ferragudo e Lagoa e, pároco definitivo na Mexilhoeira Grande, cargo de assumiu em 1883.
O Padre Dâmaso Rocha foi pároco na Mexilhoeira Grande durante 22 anos, tendo sido o mais duradouro.
Era estimado e reconhecido como um cidadão exemplar.


TOPONÍMIA:

O Largo Dâmaso Rocha é o popularmente conhecido por Largo da Igreja, na Mexilhoeira Grande.

LIGAÇÕES:

O Largo Dâmaso Rocha tem ligação com a Rua Francisco Bivar.

sábado, 11 de junho de 2011

LARGO DA RIBEIRA - ALVOR

Topónimo anterior: Inexistente

Topónimo extremamente antigo, de origem popular, a ribeira era um espaço ligado à vida marítima, como a venda de pescado e lugar de embarque.
Em Alvor, era neste largo, que se realizavam essas tarefas ligadas à ria e ao comércio marítimo, originando grande azáfama.
Na ribeira tinham, no Século XVI, por aforamento, D. Fadrique Manoel e D. Maria de Ataíde, um forno de cozer pão, chamado de Forno Novo da Ribeira.
Nesse mesmo havia, ainda, nesse período, a casa do sal velha, um espaço existente para armazenar o sal produzido nas salinas de Alvor.
Já no século XX foi construída a lota, ainda existente. Mais antigo é o espaço de guarda do salva-vidas de Alvor.
Na década de 1990, toda zona ribeirinha de Alvor foi alvo de requalificação urbana e o espaço antes destinado a habitações e armazéns de pescadores, foi transformado em espaço de ocupação turística, com a abertura de vários restaurantes e bares.

LIGAÇÕES:

O Largo da Ribeira tem ligação com as seguintes artérias: Rua Pedro Álvares Cabral e Rua Dr. Frederico Ramos Mendes.
Ribeira de Alvor na década de 1940/1950 (Foto de Urbano Santos)
Ribeira de Alvor nos anos 1960/1970 (Arquivo da Junta de Freguesia de Alvor)
Ribeira de Alvor nos anos 1960/1970 (Arquivo da Junta de Freguesia de Alvor)
Ribeira de Alvor nos anos 1960/1970 (Arquivo da Junta de Freguesia de Alvor)
Ribeira de Alvor nos anos 1970 (Arquivo da Junta de Freguesia de Alvor)
Ribeira de Alvor nos anos 1970 (Arquivo da Junta de Freguesia de Alvor)
Ribeira de Alvor nos anos 1980 (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)
Ribeira de Alvor nos anos 1990 (Arquivo da Câmara Municipal de Portimão)
Ribeira de Alvor nos anos 1990 (Arquivo da Câmara Municipal de Portimão)
Ribeira de Alvor nos anos 1990 (Foto de Francisco Encarnação)
Ribeira de Alvor (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)
Ribeira de Alvor (Foto de Costumes e Tradições de Portimão)